Caridade gera amor

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 - Kuzco? – ao ouvir uma voz feminina o imperador olha imediatamente esperançoso que fosse sua amada, mas não, era a esposa de Pacha a Chica que se espreitou no mato ao ouvir um berro talvez com a esperança de ajudar. Kuzco ao perceber que não era sua amada continua a chorar e agora parece uma pequena criança insegura e triste.

- Chica – sussurra choroso e recebe um abraço maternal da moça, que quase chora com ele, pois sabia de sua história e gostaria de ajuda-lo com o que pudesse, mas até ela sabia que não poderia fazer muito nessa circunstância – perdoa-me, mas queria que fosse a Pakali! – ele tenta secar suas lagrimas e suspira.

- É eu sei! Pense que ela pode voltar um dia, não perca por completo suas esperanças! – Chica tem um olhar piedoso diante de Kuzco, um olhar de mãe, já que ele não teve uma e volta a abraça-lo.

Um pouco esperançoso ele volta para sua casa, agora disposto a resolver os problemas de seus cidadãos – meu imperador! – um senhor de idade aparece em seu salão real – minha colheita ficou bichada e não tenho nenhum recurso para pagar inseticidas!

- Mas o senhor não juntou nenhum dinheiro para caso acontecesse isso? – o imperador arruma suas madeixas negras que prenderam em sua coroa de ouro.

- Sim, mas minha filha teve um bebê e seu marido faleceu a pouco, não faz nem dois meses! O parto foi complicado e precisou de muitas parteiras e tive que usar essas economias para que minha filha e neto sobrevivessem! – o senhor de idade parecia meio desolado ao contar a historia e algumas lagrimas caíram enquanto narrava a historia de sua bela moça.

- O senhor me permite fazer uma visita? – o velho estranhou, mas logo de cara aceitou e Kuzco foi guiado até um humilde casebre e que por incrível que pareça tem uma enorme lavoura de soja. Kuzco fica boquiaberto com tanta soja. Mas ele também percebeu que aquela soja estava bichada. Ao entrar no casebre ele se deparou um uma pequena cozinha que também servia para limpar a soja para vendê-la, viu um pequeno berço feito de madeira velha e um quarto com duas camas, ao lado de fora havia um banheiro minúsculo e um lago próximo onde tomavam banho. Kuzco por mais que tenha se tornado uma pessoa boa nunca conseguiria imaginar-se morando num lugar tão deplorável quanto aquele. E investigando a casa ele percebeu que a pequena família era bem limpa e sentiu uma enorme compaixão ao segurar o pequeno menino em seu colo. – Senhor Nanakipa se me permite eu gostaria de lhe dar uma reforma para que possam viver bem e eu pedirei aos meus melhores fabricantes de inseticidas que lhe entreguem o veneno para que possa combater essas pragas – o imperador diz enquanto se concentra na criança que abre um sorriso banguelo para ele.

O senhor de idade começou a chorar emocionado e a filha dele apenas agradecia a compaixão de seu imperador e para ela aquele homem era um verdadeiro imperador cheio de compaixão e misericórdia, sem pensar duas vezes ela se ajoelhou e beijou os pés de seu imperador e Kuzco um pouco assustado disse que não precisava daquilo e que podiam ficar tranquilos que no final da reforma ele iria pessoalmente ver se tudo estava certo, com um pouco de alivio ele se despediu da pequena família e foi embora.

Em sua sala particular que é invadida por sua noiva furiosa, sem muito animo o menino pergunta o que passava e escandalosa ela respondeu: - eu não gostei do horrível bolo que o boleiro quis preparar para nosso casamento, ele me disse que só conseguiria fazer dois andares e não dez como eu quero! E ainda me disse que nosso banquete seria bom o suficiente para todos os convidados e cidadãos! Kuzco meu querido quer alimentar esse povo inútil que só reclama o dia todo em seus ouvidos?

- Minerva pense bem nas suas palavras, porque você será uma imperatriz, muito cuidado com o meu povo eles tem uma pessoa para defendê-los e essa pessoa sou eu! Espero que nunca mais diga estas coisas para mim novamente!

O imperadorOnde histórias criam vida. Descubra agora