bônus: não sinto ciúmes

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Any Gabrielly

- Também? - pergunto.

Noah agora lavava a massa cozida, depejando-a em um prato maior que o normal e colocando na mesa. O molho estava feito e o queijo ralado. Eu me levanto e sento à mesa. Ele vai no armário e pega dois pratos e garfos.

- Também. - diz já sentado. - Quase nunca estamos sozinhos. Josh vai passar a noite fora, provavelmente, então vi uma oportunidade de sequestrar você por umas horas.

Enquanto ele falava, nos servia da sua comida. O cheiro do molho era divino, e o queijo derretendo fazia meu estômago revirar.

- Eu não lembrava que estava com tanta fome. - falo colocando uma garfada na minha boca. - Caralho! Que delícia, Noah!

- No mínimo, está deliciosa mesmo.

Durante o jantar, conversávamos sobre várias coisas. Nada do trabalho. Nada de ninguém. Apenas coisas relacionadas a nossos gostos e desgostos.

Noah sabia ser divertido quando queria. Sabia ser um amor quando queria. E nem sonha que a cada ação inesperada faz meu peito doer. Sinceramente, ainda não sei que tipo de relação temos. Somos companheiros de trabalho e amigos. Mas já fazem quase três meses que temos ficado, mas não mudava em nada entre a gente.

Não que eu esteja exigindo algo a mais, mas não quero algo superficial. Por mais isso me deixe confusa, eu aceito a situação.

Estamos nos dando bem, então vou viver o presente. O futuro deixa no futuro, porque agora eu só quero beijar na boca do meu chefe que ainda me provoca estando sem camisa.

- Vai se vestir, Noah.

- Tá tão incomodada com isso. Admite que me quer.

Estávamos no sofá, ele havia se levantado para colocar um filme, mas parou no caminho para me dar atenção.

- Você? - dei uma risada malvada forçada. - Prefiro o Josh.

Por um momento eu achei engraçado, mas a cara do Noah não parecia que ele tinha entendido a graça da brincadeira. Ele me olhava fixamente enquanto começou a andar para a minha direção. Isso me deu um pouco de medo, confesso.

- Como é, Gabrielly? - ele disse colocando os braços no apoio do sofá atrás de mim. Eu conseguia sentir o cheiro suave de seu sabonete em seu corpo de tão perto que ele estava.

- É isso mesmo que você escutou. Agora, - digo levando meu pé descalço até seu peito e o empurro lentamente - se me der licença, vou beber água. Tá quente aqui.

Me levanto e começo a andar para a cozinha, sentido o peso do olhar de Noah sobre mim, até que eu sinto um puxão no meu braço, me virando e logo em seguida me jogando em seu ombro.

Não evito de soltar um pequeno grito pela surpresa, até porque não é todo dia que meu chefe/amigo me joga em seu ombro assim.

- O que você tá fazendo, Noah?! - falo alto com receio de que ele me deixe cair. - Me põe no chão!

- Calada, Gabrielly! - ele diz dando um tapa forte na minha bunda e começando a andar em direção às escadas.

- Ai! Seu idiota​! Estúpido! Isso dói! Me põe no chão agora, Noah! - falo dando socos em suas costas na tentativa de machucá-lo.

- Calminha, Gabrielly. - diz tranquilo em meio aos meus insultos.

- Eu te odeio, idiota! - grito. - Eu vou te ma...

apaixonada pelo sr. Urrea? [noany]Onde histórias criam vida. Descubra agora