Vento

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À noite, como deve sentir-se solitário o vento.
Quando todos apagam a luz
E quem possui um abrigo
Fecha a janela e vai dormir.
Ao meio-dia, como deve sentir-se imponente o vento
Ao pisar em intocável música,
Corrigindo erros do firmamento
E limpando a cena.
Pela manhã, como deve sentir-se poderoso o vento.
Ao se deter em mil auroras,
Desposando cada uma, rejeitando todas
E voando para esguio templo, depois.

Poemas de Emily DickinsonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora