- Capítulo 17

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Sabina Hidalgo
31 de Dezembro

Mais de um mês já se havia passado e posso, com a maior certeza do mundo dizer que, se não fosse por esta doença que me tem deixado cada vez mais fraca, estes têm sido os melhores meses da minha vida.

Após aquela noite com Noah, a nossa primeira vez juntos, a nossa relação mudou e, ao contrário do que eu achava, mudou para melhor, muito melhor. Acho que não há um único dia que eu não esteja com Noah, nem que seja por apenas 5 pequenos minutos. Após aquela noite a nossa relação cresceu, e de certa forma, me deu mais certezas que o amo e, se tivesse oportunidade para tal, eu casar-me-ia com ele, teria filhos com ele e envelheceria ao lado ele. Todos os dias em que acordo ao seu lado me sinto mulher, me sinto como se estivesse vivenciando um sonho, e se for o caso, não quero despertar nunca deste sonho.

E, graças a ele, tenho realizado mais alguns desejos da minha lista. Ele tem me ajudado a realizar todos os dias pelo menos um. Há dias que até mais de um realizamos, mas Noah nunca acha boa ideia por medo de eu me cansar demasiado.

Na lista existe de tudo e Noah tudo tem feito por isso. Desde as coisas mais simples, como passar a noite na praia a observar as estrelas, até às mais complexas - e, de certa forma mais difíceis - como ir a um concerto ou viajar. Mas nada disso interessa para ele. Não importa quanto dinheiro iremos gastar nem nenhum obstáculo que se possa opor contra, Noah tem dado o máximo dele mesmo por essa lista e eu nunca irei lhe agradecer o suficiente por isso. E, sem dúvida alguma, cada momento em que realizámos alguma coisa naquela lista se torna ainda mais lindo e especial por mim apenas por ter Noah do meu lado.

Como já deu para entender, a nossa relação realmente evoluiu. Evoluiu tanto que passamos o Natal juntos. Nossas famílias se reuniram, e na véspera de Natal, até nossos amigos estavam lá.

Hoje é dia 31 de dezembro, ou seja, último dia do ano.

Noah me avisou que iríamos sair mais tarde para festejarmos juntos, sem pais, sem amigos, sem ninguém conhecido, apenas nós dois. Para ser sincera estou um pouco nervosa, mesmo que não haja motivo para tal.

Neste momento faltam poucos minutos para Noah chegar, eu já estou pronta com meu vestido branco colado ao corpo, meu ténis e um casaco preto caso tenha frio. Após uma última olhada no espelho decido descer para me despedir da minha família.

Ao chegar à parte de baixo de minha casa encontro meu pai na sala sentado na sua poltrona enquanto minha mãe acaba de fazer a sua especialidade da noite. Segundo ela, ambos vão aproveitar também esta noite para descontrair e relembrarem a época que ainda namoravam. Vê-los assim tão unidos como têm estado me deixa feliz. Fico feliz por saber que, aconteça o que acontecer, e mesmo depois de tudo o que ambos já passaram nas suas vidas em tanto em separadas quanto juntas, o amor deles é mais forte e vai continuar a uni-los até que a morte os separe.

Ouço a campainha tocar e então me despeço deles dizendo que os amo e que os irei ver novamente amanhã, e então saio de casa e vou em direção ao carro de Noah. Nos cumprimentamos com um beijo apaixonado e sorrisos bobos no rosto. Enquanto ele dirige me permito ver o quão lindo ele estava, por mais simples que fosse a roupa. Durante o caminho vamos conversando sobre os assuntos mais aleatórios que podem existir e também cantamos. A voz de Noah me acalma, é como se, depois de uma tempestade, a voz dele fosse como uma rajada de vento que nos ajuda a respirar de volta e mostrar o quão boa a vida pode ser apesar de todas as dificuldades.

Ou secalhar é apenas a minha pessoa apaixonada falando.

Quando vejo o carro já está parado e então percebo que estamos em sua casa no campo de flores. Entramos em casa e me deparo com a mesa posta com algumas decorações românticas e logo de seguida ele coloca a comida na mesa.

O jantar foi repleto de gargalhadas e carinhos trocados. É sempre assim, e não me importo que assim seja para sempre.

Após o jantar ajudo-o a arrumar as coisas e então ele me leva ao nosso sítio no campo de flores.

- Faltam apenas uns poucos minutos para esse ano terminar e eu não sei te explicar o quão feliz eu estou. Não por o ano terminar, mas por te ter aqui comigo. - Noah começa

- Eu sei que nos conhecemos à pouco mais de 3 meses, e se qualquer pessoas soubesse disso, diria que estamos indo rápido demais. Sinceramente eu não acho. Não acho que tempo possa ser um obstáculo, quer você estivesse doente ou não. E honestamente, eu estou grato a você estar doente, porque se não fosse por isso, talvez nunca nos tenhamos conhecido. Acho que foi obra do destino nos fazer conhecer aqui mesmo. E por isso, não fazia sentido nenhum terminar o ano, que se tornou o melhor da minha vida nos últimos 3 meses, em qualquer outro lugar a não ser este e com você do meu lado. - algumas lágrimas escorriam pelo meu rosto enquanto, contrariando as mesmas, havia um sorriso em meus lábios.

- Eu te amo e sempre te irei amar, não importa até quando isso dure, porque aqui - ele coloca minha mão em seu peito - irá ser para sempre. O meu coração nunca irá bater desta forma por mais ninguém na vida. Tudo o que temos vivido, não é uma questão de tempo, é uma questão de memórias, e ao seu lado, eu tenho as melhores memórias. Não importa quanto tempo ainda temos...Nunca me irei esquecer de você. Você mudou a minha vida. Quando você estava no hospital Joalin me disse que eu era a sua luz porque iluminei a sua vida, mas você não têm ideia do quanto iluminou a minha vida também. Eu me apaixonei por você à 3 meses, eu te amei ontem, eu te amo hoje, e eu te amarei pelo resto da eternidade. - ele termina.

Eu secou as lágrimas que escorriam pelo meu rosto e de seguida sequei as que escorriam pelo seu rosto. Nossos sorrisos quase rasgavam nossos rosto e nossos olhos brilhavam mais que a própria lua. Unimos nossos lábios em um beijo apaixonado, calmo...Um beijo onde conseguíamos transmitir um ao outro tudo o que sentíamos um pelo outro. Palavras não eram necessárias...nunca eram quando se tratava de nós dois.

Durante o beijo foi possível ouvir o fogo de artifício no céu, mas apenas continuamos nos beijando. Nada no mundo importava desde que eu estivesse nos seus braços. Um novo ano se iniciou enquanto nós os dois estávamos conectados um com o outro.

Permanecemos lá fora por mais algum tempo e então decidimos voltar para dentro. Noah entrelaçou nossas mãos e fomos até sua casa.

Ao voltarmos para mais perto da sua casa uma sensação estranha dominou meu corpo me tirando qualquer força que houvesse em mim ainda, e qualquer reserva de ar que havia em meus pulmões. Senti meu corpo cair enquanto as mãos de Noah me agarravam e uma dor forte me dominava por completo.

Eu fazia o máximo que podia para voltar a conseguir respirar, nem que fosse para dizer a Noah que o amava. Naquele momento, a pouca consciência que ainda tinha me fazia ficar preocupada apenas em poder dizer a Noah que o amava com todo o meu coração e alma, que ele iluminou a minha vida mais que o Sol em pleno verão. Apenas isso.

Eu precisava disso, não podia morrer sem lhe dizer isso e muitas mais coisas. Havia  muitas coisas ainda a serem ditas que, se eu soubesse que isto iria estar a acontecer agora mesmo, tinha lhe dito logo após o que ele me disse.

Mas agora era tarde demais.


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Heyy!! Acho que pudemos dizer que esse capítulo foi um pouco de gatilho kkkkk

Não sei porquê, mas deu me vontade de postar mais um, e talvez poste ainda outro hoje, e depois amanhã os outros dois que faltam para acabar a fanfic. Sim, é verdade, só faltam 3 capítulos para terminar a fanfic e eu já quero chorar :(

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