HELLEN MAXWELL

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Estava deitada em minha cama em um sono profundo quando acordo com o som do meu celular tocando, com certeza é engano , não é possível que um ser humano em sã consciência iria me acordar num sábado as 11 da manhã, ainda mais hoje que eu estava com uma ressaca horrível.

Eu inventei de sair com algumas amigas ontem a noite e tomei todas, mal me lembro de como consegui chegar em casa, viva depois do tanto que eu bebi, mas posso dizer que valeu a pena a muito tempo eu não me divertia tanto desse jeito.

Atendo o bendito telefone que não para de tocar de jeito nenhum, pelo jeito a pessoa que está me ligando é bem insistente, olho no visor do celular e vejo que se trata do detetive que eu havia contratado.

- Bom dia detetive Detetive, aconteceu alguma coisa? - Pergunto pois estranho sua ligação a essa hora da manhã.

- Senhora Maxwell, eu obtive muitas informações através de minha investigação, e uma delas é que seu pai irá tentar matar seu marido.

- Mas detetive isso é impossível meu marido está em Paris em uma visita às nossas empresas. - Minto de forma descarada, ele não precisa saber que meu marido está com minha irmã curtindo o final de semana.

- Senhora, eu passei semanas investigando o seu pai e com absoluta certeza eu afirmo que ele tentara matar o seu marido, quando o mesmo estiver retornando para o Brasil em seu avião, soube através de fontes seguras que seu pai mandou sabotar o avião do senhor Hector.

- Então temos que tratar de fazer algo imediatamente, ligue para polícia, Interpol o que for preciso e impeça que meu marido embarque naquele avião, vou tentar entrar em contato com ele e avisar o que está acontecendo.

Encerro a chamada e corro para tentar falar com Hector mas seu celular só está dando caixa postal, tento o de Jasmine chama diversas vezes mas nada de alguém atender, pra que ter um celular se na hora que precisamos ninguém atende, então resolvo deixar uma mensagem na caixa postal, na esperança dela ver e me retorna.

- Jasmine, sou eu Hellen, estou tentando falar com Hector liguei diversas vezes mas ele não atendeu. O assunto é urgente, nosso pai está tramando para matar ele, sei que não devia falar as coisas dessa forma mas não tem outro jeito se conseguir falar com ele, diga que não é para ele entrar naquele avião e ir direto para a polícia.

Corro até o meu closet e visto a primeira roupa que encontro na frente, pego minha bolsa com os meus documentos e minha carteira e saio em disparada de casa rumo ao aeroporto internacional, assim que adentro ao aeroporto vejo milhares de policiais por toda parte saio correndo em direção há algum deles para avisar o que está prestes a acontecer há algumas horas de distância dali, para minha surpresa o detetive que eu havia contratado já estava no local conversando com alguns policiais.

- Senhora Hellen, alguma informação do seu marido? - Ele pergunta notando minha presença no local, o lugar está muito agitado dezenas de policiais, fora as pessoas curiosas que param para ver o que está acontecendo.

- Infelizmente não consegui falar com ele, deixei vários recados e liguei também para minha irmã que mora em Paris onde ele estava, para tentar encontrá-lo mas ela também não atendeu.

- Tenhamos fé de que iremos encontrá-lo antes que ele embarque no avião, o aeroporto internacional de Paris já foi informado da ameaça contra o senhor Hector, o mais breve possível teremos alguma informação sobre ele.

- Tenho esperança nisso, não posso permitir que meu pai vença esta essa batalha, ele já nos fez mal o suficiente por uma vida inteira ele não pode sair em pune de todo mal que ele fez.

- Fique calma senhora a polícia já tem em mãos todas as provas que obtive com a minha investigação e com toda certeza neste momento o seu pai já está preso e toda a documentação de sua empresa sendo confiscada para investigação da polícia.

- Assim espero, minha única preocupação agora é que Hector saia bem desta situação e que seja informado do que está havendo antes de colocar os pés dentro do avião.- Eu estava com muito medo do que poderia acontecer a ele, Hector estava alheio a tudo o que estava acontecendo naquele momento e sem nenhuma informação ele seria uma presa fácil para os bandidos.

Horas se passaram e nada de termos mais informação sobre o meu marido, já estava ficando desesperada e não conseguia me acalmar de forma alguma, a cada minuto que passava minha mente imaginava uma coisa pior do que a outra acontecendo, Jasmine não havia retornado a minha ligação, meu medo é que os dois tenham sido pegos.

- Senhora Maxwell, temo não ter boas notícias.- Entrou em desespero quando ouço o policial dizendo essas palavras, minha mente logo já pensa no pior.

- O meu Deus do céu o que aconteceu.- Começo a chorar compulsivamente com medo do que pode ter acontecido, com Hector.

- Senhora por favor mantenha a calma, não é nada a respeito do seu marido e do seu pai que queremos falar, ele conseguiu fugir da viatura quando o estávamos levando para a delegacia. - O policial me informou sobre isso e meu coração disparou na hora.

- O meu Deus, vocês tem que dar um jeito de prender ele o mais rápido possível, com certeza ele virá atrás de mim se tiver uma chance.

- Vamos colocar duas de nossas viaturas para fazer sua segurança, enquanto ele não é encontrado. - Isso me deixa um pouco mais calma, com meu pai foragido ele será capaz de fazer qualquer coisa para escapar da polícia.

Estávamos conversando quando um outro policial se aproxima de onde estávamos e os dois se afastam de mim, não consigo ouvir o que eles estão falando mas sinto que não é nada bom. Minutos depois eles se aproximam de mim, suas expressões faciais denunciam que algo muito ruim aconteceu, meu coração começa a disparar mais rápido do que eu consiga suportar minhas vistas escurecem e não vejo mais nada em minha frente além da escuridão.

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