Parte 12 O Nascer do Sol

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O banho não foi algo difícil eu estava acostumada a ter alguém sempre por perto cuidando de mim.

Me vesti com um jeans e uma blusa rendada rosa coloquei sapatilhas e prendi o cabelo em um rabo de cavalo, que ficou um pouco torto. Eu desci para tomar café com meu avô Charlie. O som era de uma conversa animada ao chegar na pequena cozinha  encontrei Jacob, Charlie e Sue rindo e cozinhando juntos.

- Bom dia Nessie! - Meu avô puxou uma cadeira para mim sentar - Dormiu bem?

Eu sabia uma resposta adequada a ser dada mais...

- Como uma morta!

Meu avô me olhou um instante e concluiu.

- Então você dorme como seu avô aqui!

Eu não resisti em dar um sorriso. Acho que ninguém conseguia ficar triste com Charlie.

- Esta com fome Nessie?

Sue falou por cima do ombro.

- Sim!

Meu humor  não estava ajudando hoje.

Eu sentia vergonha e raiva pelos sonhos da noite passada.

Jacob não tocou uma palavra comigo durante o café. Eu já me perguntava se essa historia de " Amor a primeira vista de lobo" era verdade mesmo ou se apenas algo que ele inventou para que aquela alcatéia estúpida do Sam não me matasse.

Meu avô saiu para trabalhar e Sue foi a cidade. Eu me sentei no sofá e liguei a TV, estava passando a reprise do jogo de ontem então fui mudando e parei em um canal de filmes.

Acho que não teria me levantado daquele sofá se não tivesse ouvido um estalido no chão do quarto onde eu dormia.

Me levantei rapidamente e subi as escadas, quando abri a porta vi minha mãe sorrindo.

- Mãe! Porque não usou o porta?

Ela olhou para a janela.

- Queria saber como seu pai se sentia ao subir aqui todas as noites para me ver.

Eu ri com ela.

- Estava com saudades querida.

- Como foi as buscas?

- Encontramos algumas pistas, mas nada do nosso visitante. - Ela me olhou por um instante como se pudesse ver algo - Vai ficar por aqui por mais uma semana ou duas então voltara para casa.

Eu não sabia o que falar.

- Esta tudo bem querida?

- Sim!

- É muito chato ficar aqui com Charlie?

- Não! - Eu sorri lembrando de nossa conversa pela manhã - Ele é incrível mãe. Eu gosto daqui.

Depois de uma longa conversa com minha mãe ela se foi, mas prometeu vir no outro dia.

Eu peguei um livro e comecei a ler um pouco desinteressada mal vi as horas passando.

Antes do crepúsculo do dia Charlie já estava em casa.

- Nessie?

A voz dele já me soava tão familiar.

- Que tal jantar em um lugar muito legal que eu levava sua mãe?

Aquilo parecia perfeito o dia tinha sido extremamente longo.

- Eu iria adora!

- Então pegue um casaco e vamos.

Eu subi correndo a escada eu não precisava de casaco as chances de eu me resfriar era 0,0%

- Vamos!

Ao sair de casa vi a a viatura estacionada ao meio fio.

Corri até ela e entrei no carro o mais rápido ( humanamente falando) possível.

- Nossa! Acho que sua mãe nunca ficou animada assim quando convidava ela para comer fora.

Eu sorri.

Ele ligou o rádio, estava tocando uma musica estranha do outro lado um detrimento afinado tocavas notas animadas e uma voz feminina cantava animadamente.

- O que é isso vovô?

- Musica Country.

Eu tentei dançar ao ritmo da música, mas o sinto de segurança atrapalhava um pouco.

Charlie começou a rir.

Eu parei e come ei a cantar a musica de melodia simples " Eu posso ler a sua mente como um livro é, parece fácil ama-la, mas acredite em mim, parceiro. É mais difícil do que parece..."

Ele foi cantando comigo a letra parecia tão boba, mas libertava algo ao mesmo tempo.

- Quem é esse cantor?

- Você cantou a musica tão bem que pensei que o conhecia - Ele desligou o carro - O nome dele é Eric Church.

Ele não queria esquecer aquele nome.

- Vou baixar umas musicas dele para mim ouvir. Gostei!

Entramos no pequeno estabelecimento.

Todos comprimentavam meu avô.

Uma senhora se aproximou de nós.

- Boa noite Charlie, quem é essa princesinha?

Ela sorriu para mim.

- Essa é minha sobrinha Nessie.

- Oi Nessie! Seja bem vinda - Ela virou para meu avô - Não sabia que tinha irmãos chefe Swan.

Ele sorriu amarelo.

- Quero o mesmo de sempre e traga um hambúrguer para Nessie e torta de limão para adoçar as nossas vidas.

Ela sorriu para mim novamente e foi atender outra mesa.

O celular do meu avô tocou.

- Alô.

As noticias não pareciam boas.

- Dentro de uma hora estarei ai.

Ele guardou o celular.

- Quem era vovô?

- Era do trabalho. Vamos jantar?...

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