The Real Draco

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Quando as lágrimas escorrem pelo seu rosto
Quando você perde algo, você não pode substituir
Quando você ama alguém, mas vai para o lixo
Poderia ser pior?

Luzes vão te guiar para casa
E inflamar seus ossos
E eu tentarei consertar você

-fix you, coldplay

Depois do café da manhã, Draco, estava sentado na minha secretária com um caderno vermelho com bordas douradas aberto enquanto lia atento, seu rosto às vezes estava confuso, irritado, pensativo ou com um sorriso que não sei o que significava.

Eu o encarava nervoso. Apenas o vendo mudar de página, o único som naquele quarto silencioso.

- fala homem! - falei nervoso um pouco mais alto do que o normal, ele se assustou me olhando rápido, segurando na secretaria para não cair para trás, o que não aconteceu visto que ele caiu de bunda no chão.

- você é louco, eu poderia ter morrido, seu lunático! - eu ri, me jogando na cama com dor de barriga, eu ri tanto que meu estômago começou a doer.

- você colou no chão! - ri mais ainda.

- engraçado você tá com o patati e patata no cu!? - criticou, porém ele acabou rindo comigo, ele se levantou retornando a se sentar, lendo onde parou.

- agora eu entendo porque seu pai me ameaçou. - falou pensativo e com uma expressão séria.

-meu pai te ameaçou!? - minha voz saiu alta, como um grito contrariado, ele me olhou confuso e logo concordou com a cabeça.

- as músicas são boas, eu realmente gostei. - falou encarando novamente pensativo o caderno em suas mãos.

- mesmo?

- Uhum. Me pergunto que idiota foi baseada. - Falou sem me olhar. - Você é perfeito demais para esta na mão de qualquer filho da puta.- Falou continuando a não me olhar.

- Pelo menos rendeu umas boas letras. - Falei encarando o chão.

- Eu e a galera poderíamos estrear alguma de suas músicas. Os gémeos são bons com tecnologia, eles podem fazer o som.

- Você acha que daria certo? - Ele finalmente me olhou, saindo do transe pensativo em que tinha se enfiado.

- As músicas? - Eu concordei com a cabeça. - Claro que dariam. Qualquer coisa fica boa se me tiver dentro.

- Meu deus - eu ri, ele me encarou confuso. - Isso teve duplo sentido!- ele riu parecendo perceber.

- Seu pervertido. - Falou rindo, logo seu celular vibrou, ele pegou-o do bolso da calça, seu sorriso aos poucos foi desaparecendo.

- Que aconteceu?- perguntei o olhando preocupado. Ele se levantou sério.

- Tenho que ir para casa.

- Aconteceu algo?- Me levantei depressa chegando perto dele, seu corpo parecia tenso, em alerta.

- Não te interessa, caralho.- Respondeu ríspido, me olhando irritado, porem logo suspirou colocando um sorriso leve e triste em seu rosto.- Está tudo bem, não se preocupe, pequeno. - Eu odiei o "pequeno", porem eu amei quando ele deu um beijo na minha testa com um sorriso triste.- Depois eu mando mensagem. - Eu assenti ainda nocauteado, me sentando na cama enquanto ele saia do meu quarto.

Draco nunca tinha sido rude comigo. Ele nunca tinha perdido o controle daquele jeito.

Teria acontecido alguma coisa? Tinha haver com a briga que ele teve com o pai ontem? Tinha algo a ver com a Layla?

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