°CAP° II

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🌙

Cheguei na casa de Ashley e ela havia feito torta.
Comi morta de fome, enquanto ela falava sobre seus planos.

Ashley era rica, e sozinha. Ela me tratava como filha, e eu considerava ela minha mãe.

Ashley: O que achou da torta? Comeu rápido.ㅡ Sorriu com ternura.

Lua: Está perfeito! Pode me ensinar? Eu adoraria fazer para Emma.

Ashley concordou cortando mais um pedaço, e colocando em meu prato.

Ashley: Faz tempo que não a vejo...ㅡ Suspirouㅡ como está o seu pai?

Lua: O de sempre. Ele continua sentando no canto da sala, ranzinza.

Ashley: Está tudo certo? Não precisa de ajuda para pagar a faculdade... Alguma coisa?

Lua: Está tudo bem mãe. Emma faz questão de pagar minha faculdade.ㅡ Respondi comendo mais da tortaㅡ ela ganha bem com o emprego.

Ashley arqueou uma sobrancelha.

Ashley: Qual emprego?

Lua: Não sei.ㅡ Dei de ombro terminando de comer e levando até a pia.ㅡ Ela não fala muito... Diz que são negócios... uma empresa bem grande, algo assim.

Ashley ficou quieta. Fui até ela beijando sua testa e subindo para escovar meus dentes. Desci, me, despedi dela, e falei que em breve estaria de volta.

Fui para o restaurante. Ele era a nossa principal fonte de renda, tirando Emma.
Nossa mãe amava a culinária, assim como eu, e abriu o restaurante com meu pai. Ele é o gerente, e eu sou apenas a garçonete, e de vez em quando a cozinheira.

Nós tínhamos três funcionários, era o máximo que podíamos pagar. Entrei vendo Bruna já atendendo alguns clientes.

Falei com eles e fui para a cozinha. Hoje era dia de cozinhar. Trabalhei até tarde, eu estava exausta. O dia havia sido corrido, e muito cheio.

Fechei o restaurante, e já estava tarde.

Suspirei sentindo meus pés doerem de tanto fica em pé, sem nenhuma hora de descanso. O nosso restaurante, Michaels, era bem famoso até. Por isso estava sempre cheio.

Subi na moto, e fui para casa. Chegando lá estava tudo quieto, como sempre. Emma saía para trabalhar pela noite, e nosso pai ia beber ou algo do tipo.

Era o meu momento de paz. Me joguei no sofá vendo algumas mensagens de Adam.

"Vou ficar na punheta"
" pensar em você"

Fiz cara de nojo, e não respondi.

Eu não tinha muitos amigos para conversar... Na verdade eu não tinha ninguém.

Abri o insta no tédio, e vi que Sophia havia feito uma postagem. Na foto tinha a mão dela, e a de um homem.

"Do ensino médio, pra vida"

Ensino médio?

Automaticamente minha mente encheu de paranóias. Analisei bem a mão e se parecia com a do Adam.

Não demorou muito pra postagem ser apagada, o que me deixou mais curiosa. Rapidamente liguei pra ele que demorou de atender.

Adam: Oi amor, o que houve?ㅡ Notei que ele estava tentando disfarçar a respiração ofegante.

Lua: Tá onde?

Adam: Em casa ué.ㅡ Escutei alguns barulhos.

Lua: Tem como vir pra cá?

Adam: desculpa vida, eu tô ocupado. Meu pai tá mal, e ele quer que eu fique aqui.

Lua: Ah... Melhoras pra ele. ㅡ Nem fodendoㅡ tá, tchau amor.

Adam: Tchau, beijo.

Subi indo tomar banho, vesti um moletom quentinho, fiz um coque e peguei a chave da moto.

Peguei a moto e fui para a casa de Adam. Eu nunca estive muito lá, e isso me deixava espantada. Mas tudo bem! Se ele não estivesse lá, era o fim do nosso relacionamento. Eu não admito ser corna, e mulher não cisma com qualquer uma.

Toquei o interfone na enorme casa, e logo apareceu Carla, ela trabalhava lá.

Carla: Oi mocinha. Tudo bem? O que deseja?

Lua: Oi Carla, o Adam está?

Carla já me conhecia. Ela fez uma expressão não muito boa e respondeu.

Carla: Olha, ele saiu já faz um tempo.

Engoli em seco, e sorri fraco.

Lua: o pai dele tá mal?

Carla: Mal? Não, por quê?

Lua: Nada... Obrigada Carla. Não diga a ele que eu estive aqui.

Ela concordou e eu saí.

Ajeitei a moto para ir embora, mas antes um carro de luxo parou em minha frente com a luz acesa, me deixando cega.

Coloquei a mão no rosto, e vi um homem bonito.

Ele desligou a luz e saiu me observando. O mesmo estava vestindo um terno, que o deixava extremamente sexy. O cabelo bagunçado preto e um rosto impecável.

Ele havia me deixado molhada? Com apenas... Isso?!

Subi na moto tirando os fios de cabelo em meu rosto, e dei partida, saindo o mais rápido possível.















O Segredo ( Concluída)Onde histórias criam vida. Descubra agora