-Eu vou sentir tanta saudades!- Remus me abraçou e deu um beijo no topo da minha cabeça.
Hoje eu voltaria para casa, voltaria para minha rotina de sempre.
Ao mesmo tempo que eu estava feliz de voltar para minha vida e ver meu gato, eu também estava muito triste de ter que me despedir dos meus padrinhos.
Estar com eles não tinha preço, eles sempre foram a minha família e sempre será difícil me despedir, mesmo que por um curto tempo, já que nos víamos a cada um mês.
-Eu também vou padrinho, mas no próximo feriado eu venho passar com vocês.- me afastei um pouco para poder olhar Remus.
Ele me olhava com um olhar quase maternal, um olhar que dizia saber de tudo e que me amava incondicionalmente.
-Espero que na próxima vez você esteja pronto para me contar o que está acontecendo, saiba que eu te amo filho.- ele sussurrou para mim e me soltou, dando um sorriso.
Olhei para ele e acenei com a cabeça, claro que ele sabia que tinha algo errado, ele sempre sabia de tudo.
-Vá em paz e cuide de Sirius no caminho.
-Eu ouvi isso!- disse Sirius, que estava fechando o porta malas e vindo em nossa direção.
-Era pra ouvir mesmo.
-Você está vendo isso Harry? Eu sofro nessa casa, agora que você vai embora eu não vou ter ninguém para dividir o fardo- Sirius reclamou fazendo cara de cachorro sem dono.
-Para de frescura Sirius, agora leve o menino que ele tem que descansar para voltar a trabalhar amanhã.
Nos despedimos e logo já estávamos na estrada, o rádio estava ligado baixinho e meus pensamentos estavam longe.
Doente de amor procurei remédio na vida noturna.
A música começou a tocar no rádio e Sirius começou a cantar baixinho.
Como uma flor da noite em uma boate aqui na zona sul.
Ele continuou, concentrado na estrada.
A dor do amor é com outro amor que a gente cura.
Cantei também, ele olhou para mim e sorriu. Começamos a cantar juntos, totalmente desafinados.
Vim curar a dor deste mal de amor na boate azul.
Sair de que jeito, se nem sei o rumo para onde vou.
Muito vagamente me lembro que estou.
Em uma boate aqui na zona sul.
O coro da música começou a tocar e cantamos o mais auto possível, sem nos importamos com as pessoas dos outros carros da estrada que passavam e nos olhavam como se nós fossemos malucos.
Eu bebi demais e não consigo me lembrar se quer
Qual era o nome daquela mulher
A flor da noite na boate azul...
✨✨✨
-Onde está meu gato?
Depois de uma despedida chorosa e dramática com Sirius ele me deixou em casa, logo que arrumei minhas malas fui para a casa de Pansy para buscar meu gato.
-Ola Harry, também senti saudades. Se eu estou bem? Sim, estou muito bem. Obrigada por perguntar- Ela disse irônica.
-Vamos Pansy Parkinson, cadê meu gato?
Assim que eu terminei de falar uma bola de pelos passou pelas pernas dela e veio em minha direção.
-Ola meu amor! Senti saudades. A tia Pansy cuidou bem de você?- peguei ele no colo e fiz carinho nas orelhinhas dele.
Pansy revirou os olhos e abriu espaço para eu entrar.
Seu apartamento era simples, mas bem arrumado. Era composto por uma combinação de verde e preto, realmente muito bonito.
- Eai, alguma novidade? Como foi com os seus padrinhos?
Contei para ela sobre os 15 dias e o incidente da moto e da farinha, depois de muitas risadas eu me lembrei das cartas e das flores.
-Eu recebi outra carta.- disse simples.
-Outra? Eu achei que a portaria não iria receber encomendas até você chegar de viagem.
-Nao, ele não mandou a carta para a minha casa, ele mandou para a casa dos meus padrinhos.
- O que?! Ele sabe o endereço dos seus padrinhos? Harry você tem certeza que não quer fazer um boletim de ocorrência?
-Nao Pansy, esse cara não é qualquer um, provavelmente não adiantaria nada procurar a polícia, mas aqui, eu trouxe as cartas.
Abri minha bolsa e entreguei os dois envelopes para ela, ela os leu e ficou comparando os dois por alguns segundos.
-Harry.. Esse final das cartas.. Não parece ser uma contagem regressiva?
-Que? Contagem regressiva? Como assim?
Olha aqui- ela me mostrou uma das cartas- aqui tem o número 8.. e aqui o 7.. qual era o número das outras cartas?
-Bom.. a primeira tinha um "10".. e a segunda um "9"... MEU DEUS é uma contagem regressiva!
-Sim.. mas uma contagem regressiva do que?
A olhei e pensei por alguns instantes, ele sempre falava que a cada carta estávamos mais próximos da tal "surpresa", e se...
-É uma contagem regressiva para o dia da surpresa que ele citou nas cartas.
-Sim! É isso Harry, se for por esse raciocínio falta só...
- Seis cartas para eu me encontrar com ele.
✨✨✨
Oi!
Olha que bonitinha eu, trazendo capítulo no dia prometido! Que orgulho.
Sobre a fic.. quem aí conhece boate azul? Essa música está na minha cabeça a uns três dias e eu não poderia perder a oportunidade de enfiar ela no meio da fic kkkkk.
Pra quem ainda tinha alguma dúvida, Sim! Os números nos fins das cartas eram uma contagem regressiva. E surpreende o total de zero pessoas kkkkkkk. Se não fosse a Pansy o Harry nunca ia se tocar.
Eai? O que acharam do capítulo? Não se esqueçam de virar e comentar, além de ajudar muito eu amo ler os comentários!
Até o próximo!
Xau.
VOCÊ ESTÁ LENDO
To letter
FanfictionOnde Harry recebe cartas misteriosas de um tal "L". Ou Onde Draco Malfoy escreve cartas anônimas para Harry. Os personagens não são de minha criação, todos os direitos deles são reservados a J.K. Porém a história é de minha autoria.
