Aaron
Depois do papo que tive com minha mãe resolvi correr atrás mesmo, eu preciso disso, não posso deixar o medo me vencer. Sai da casa dos meus pais e fui para o hospital, queria passar um tempo com eles. Chego lá e vejo que Sofie tá tomando banho, sento na poltrona e fico olhando Adam dormir, essa rapazinho jaja vai para casa e não sei como vai ser para visitar eles, pois não tenho nada com Sofie ainda, fico perdido em meus pensamentos, o "ainda" roda minha cabeça, eu quero ter algo com Sofie, porém não sei se é recíproco. Um tempo depois Sofie sai do banheiro, seus cabelos estão molhados, ela colocou uma calça moletom e uma blusinha de alça, que destaca seus seios, e minha boca saliva para colocá-los na boca.
-Oii Aaron -diz empolgada.
-Oii -digo na mesma empolgação que ela, chega a ser fofo. -Estava vendo os exames do Adam, e creio que dentre dois dias vocês já poderão ir pra casa, a pediatra terá que passar aqui pra vê, mas está tudo bem com ele. Ele tá reagindo muito bem.
-Finalmente, não sei como você consegue ficar tanto tempo no hospital -diz rindo pra mim - Eu já não aguento mais.
-Não é tão ruim -digo pra ela.
-Como você descobriu que queria ser médico?
-Muitas coisas aconteceram comigo quando era criança, e com isso eu percebi que eu tinha uma vontade de ajudar muito as pessoas, de cuidar, e de fazer tudo que eu pudesse pra vê a pessoa feliz. Me tornar médico foi uma grande realização para mim, eu não me vejo fora dessa profissão. E principalmente ser cirurgião cardíaco, o coração humano é a coisa mais extraordinária do mundo, salvar vidas, dar mais tempo para alguém aproveitar a vida, fazer tudo que eu conseguisse para salvar a vida de alguém, isso realmente me fascinou para me tornar médico. -digo tudo meio rápido, não gosto de falar muito disso, mas eu amo minha profissão.
-Uau, você realmente ama isso. Eu entendo esse sentimento. -diz Sofie se aproximando de mim.
-Você faz faculdade?
-Sim, direito. -olho para ela e percebo que ela tem um jeito para ser advogada.
-Você tem jeito para ser advogada mesmo.
-Fico lisonjeada com essa informação, doutor brückner. -diz com seu jeito espontâneo, e rio com isso. Quando percebo estamos próximos, próximos demais, olho sua boca, e percebo que a mesma olha para a minha, eu a quero beijar.
-Eu vou te beijar agora -digo em um sussurro, então a puxo e a beijo com vontade, sinto seu corpo se arrepiar diante meu toque, seus lábios macios encostam os meus, peço passagem com a língua e ela cede, a beijo com vontade e fervor. Suas mãos rodeiam meu pescoço e minha costas, ela passa as unhas por toda essa volta, me arrepiei por inteiro, sinto meu pau ficar duro, pareço um adolescente, mais que se foda. Puxo seus cabelos e beijo com mais intensidade, nossos corpos se encostam ainda mais, precisando de mais e mais. Quando a falta de ar é presente nos afastamos, olho seus olhos castanhos, nossas respirações descompensadas, dou um sorriso bobo, mas ela se afasta, e nesse momento eu tenho certeza que lá vem bomba.
Sofie
O que dizer desse beijo? Além de uau. Eu senti tudo dentro de mim esquentar, querendo mais e mais, senti seu membro duro, sua boca que tem um hálito de menta, a puxada em meu cabelo me deixou aérea. Mas eu não posso, eu não posso, tenho Adam para cuidar, não posso me relacionar com ninguém, por mais que tudo dentro de mim queira mais que tudo Aaron, tudo dentro de mim ferve por aquele homem, para ter ele só para mim. Mas sei que não posso.
-Nos... -paro criando forças para continuar -não podemos. -digo em sussurro.
-Por que? -ele diz. Fico calada, eu não sei o que responder- Você não gosta de mim não é? Como gostaria não é verdade? Eu sou quebrado Sofie, muito quebrado, você merece alguém melhor. -diz e meu coração se quebra ainda mais, eu só quero ele, não ligo para suas cicatrizes do passado.
-Não é isso Aaron -digo mais perto dele
-Então o que é? -diz um pouco mais alto, mais nem tanto pois Adam ainda dorme, vejo que o mesmo levantou a cabeça, posso ver seus olhos lacrimejarem, essa cena me corta. Eu apenas aceno negativamente, e ele parece entender, ele se aproxima de Adam e dá um cheirinho em seu cabelinho e vejo uma lágrima cair ali. Ele se aproxima de mim e me dá um beijo na testa.
-Cuida bem dele tá? Antes de vocês irem eu venho aqui falar com ele. -diz e então se vai, e parece que meu coração vai junto dele, mas é o certo a fazer, eu acho. Me deito na poltrona e choro, um choro baixo, até que durmo.
Aaron
Dor, dor e dor, é o que eu estou sentido. Por mais que eu os conhecesse há tão pouco tempo, o que eu sinto por eles é forte, muito forte, eu sei que sou difícil de lidar, mas por um segundo eu pensei que ela fosse cuidar de mim, por um segundo eu pensei que seríamos uma família, por um segundo eu sabia que eles seriam meus. Eu não mereço ser amado, não mereço nada do que eu tenho, as palavras dele rodeiam a minha cabeça. Percebo que já cheguei em casa, nem sabia porá onde estava indo, apenas dirigi. Entro em casa e pego minha garrafa de whisky e viro na boca, sentindo tudo esquentar ainda mais, minha garganta rasga, sinto tá poltrona e bebo até a garrafa acabar, depois pego outra, e assim foi minha noite até eu conseguir dormir. Escuto o alarme tocar e vejo que tá na hora do meu plantão, eu não tenho condições de ir trabalhar hoje, mas lembro que Adam vai receber alta, vou lá apenas para ver ele, me olho no espelho e vejo que estou um bagaço, minha cabeça dói, dói muito, e vejo que tomei 3 garrafas de whisky, tomo um remédio de dor de cabeça e depois vou tomar um banho rápido, visto uma roupa quente, já que na Alemanha tá começando a esfriar demais novamente, e saio em direção ao hospital.
Chego lá e não falo com ninguém, as pessoas já não gostam de mim mesmo não tenho que fazer nenhum esforço para nada, mas antes eu estava cumprimentando, mas agora não tenho cabeça para nada, quero ver só meu menino. Chego no quarto deles e bato na porta, Sofie me olha assustada, tô tão feio assim?.
-Posso entrar? -digo um pouco rude, ela apenas acena com a cabeça. -Vim assinar a alta dele, e me despedir de você deixar -digo rude novamente.
-Claro que pode. -diz. Agora que percebo a presença de Bella.
-Oi Bella. -digo mais tranquilo com ela.
-Oi cunhado -diz sem brincadeira dessa vez, acho que ela já percebeu o clima. Me aproximo de Adam e o mesmo sorri quando me vê, ele já está sem os aparelhos, sem a sonda, sem nada, apenas com o curativo. O pego no colo e faço carinho. Ele solta um risinho.
-Oi meu garotão, você agora tá bem, e vai voltar pra sua casa, não quero ver você nesse hospital tão cedo viu? -digo baixo pra ele. -Cuida da mamãe pra mim tá? Ela não quer que eu cuide de vocês dois, então vou deixar esse missão para você tá bom? -digo baixo ainda. Fico mais um tempinho com ele, e vejo que ele dormiu, dou mais um cheirinho em dica cabeça, querendo guardar o perfume dele para sempre, depois entrego ele pra Sofie.
-Tchau garotão, e não esquece do que eu te disse-digo em um sussurro-Tchau Bella, e tchau Sofie, cuida bem dele -digo e saio dali sem ouvir qualquer resposta. Deixar Adam foi difícil, muito difícil, e não olhar para Sofie foi ainda mais.
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Pai de aluguel
RomancePLÁGIO É CRIME!!! Sofie sempre foi uma menina doce, carismática, gentil até demais, sempre foi aluna nota 11 tanto é que acabou sua escola com apenas 16 anos, faz faculdade de direito e está no seu último ano. Acabou engravidando do pequeno Adam, q...
