Capítulo 22

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S/n POV:



                A névoa ao meu redor era densa, sem dúvidas o ambiente em que me encontrava era desconhecido; não conseguia identificar nada com clareza devido à baixa visibilidade. Uma voz conhecida ecoou ao longe, quase em um murmuro. Mesmo sem ter noção de direção, comecei a andar rumo ao local de onde ela vinha.

                Estava um pouco mais perto, mas ainda não era capaz de distinguir suas palavras ou sobre o quê elas se tratavam. Fui me aproximando mais, com certo desespero para finalmente entender-lhe.

S/n. — dessa vez, ouvi em alto e bom tom.

Imediatamente pude reconhecer quem dizia meu nome. Era minha mãe.

Mamãe? Onde você está? — perguntei enquanto olhava ao redor, tentando encontrá-la.

Tudo girava e a sensação de vertigem tomava conta de mim; sentia que poderia cair a qualquer momento. Porém, no instante em que tudo parou de se movimentar daquela maneira, ela estava na minha frente, sua imagem perfeitamente nítida a meus olhos.

Você precisa me perdoar. Por favor. — nesse momento, as lágrimas já desciam pelo meu rosto.

Perdoar... por quê?! Pelo quê?! — a angústia soou em minha voz.

Eu não deveria ter mantido vocês afastadas. Não deveria ter sido assim! — a culpa que sentia transformava seu semblante, e eu não entendia o que essas palavras queriam dizer.

O que você está dizendo, mamãe? De quem você está falando?

Da sua irmã. — e agora, tudo estava confuso novamente. Um sorriso gentil se estampou em sua face enquanto sumia novamente. — Em um tempo não muito distante, tudo fará sentido. Perdoe a mim e a seu pai quando souber da verdade.

Antes que eu pudesse sequer fazer alguma outra pergunta, ela já havia partido e agora a névoa fora substituída pela escuridão e eu me vi despencando em um penhasco, do topo de uma montanha muito alta.

***

                Meu corpo teve um espasmo pelo choque da sensação de queda que tive em meu sonho. Acordei extremamente atordoada e com os olhos molhados. Estava nos braços de Tobirama, que acabou acordando também pelo meu movimento brusco ao me sentar na cama.

— Tobirama: Hey... o que foi? Está tudo bem? — perguntou rouco pela sonolência; não o respondi, apenas o olhei por cima do ombro enquanto o mesmo acariciava meu braço levemente. Minha respiração ainda estava descompassada e meu coração parecia querer saltar da boca. — Foi um daqueles pesadelos de novo?

Apoiei minha mão direita em minha testa, começando a chorar realmente.

— S/n: Não foi exatamente um pesadelo. Mas foi tão confuso. — desviei o olhar para um canto aleatório do quarto e funguei de leve enquanto as lágrimas rolavam pela minha bochecha. — Eu não consigo entender por que fico sonhando com essas coisas sem sentido que mexem comigo.

                O platinado não me respondeu, apenas se sentou e me abraçou de lado meio desajeitado enquanto dava um selinho carinhoso no meu ombro.

— S/n: Qual a possibilidade de eu ter uma irmã? — o olhei novamente.

Ele franziu as sobrancelhas, um tanto confuso com o que eu acabara de indagar.

𝒯𝑜𝒷𝒾𝓇𝒶𝓂𝒶 - 𝒮𝑒𝓃𝓈𝑒𝒾Onde histórias criam vida. Descubra agora