Capítulo 10

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Gente, namoral, não quero mais ser universitária, podem ficar com a minha vaga, não aguento mais.

Enfim, uma coisinha: não vai ter atualização por algumas semanas, porque esse capítulo é como um final de temporada, sabe? A partir do capítulo 11 as coisas vão mudar um pouquinho e eu preciso pensar direito no que vai acontecer. Sem falar que tá difícil conciliar as publicações com ainda ter que escrever e a faculdade k

Aviso dado, tenham uma boa leitura :)

>.<

Jantar com eles novamente foi, de todas as maneiras, algo bom em meu dia. Pela primeira vez, não havia aquele peso em meu peito, a sensação ruim de que eles poderiam me machucar a qualquer momento ou que estavam apenas com pena de mim. Tudo o que havia eram piadas, sorrisos e brincadeiras. O clima estava leve, eu estava leve.

No outro dia, entretanto, por mais que estivesse com Harley e me divertindo enquanto jogávamos videogame, tudo o que havia em minha cabeça era o que Tony havia dito. Repassei aquela conversa em minha mente a noite toda, o fato de meu tio estar em um cemitério estampado em letras neons em meu cérebro. Eu poderia vê-lo, se quisesse, ou poderia apenas deixar o homem se decompor em paz. Mas eu era um Parker, burro pra caramba, e pensei que talvez, se estivesse fora daquela casa e analisasse as coisas por outro ângulo, pudesse encontrar a resposta que tanto queria.

Então as palavras estavam fora da minha boca, aquela que aparentemente havia perdido o filtro entre o cérebro e ela.

"Eu quero ir ver meu tio." Lembro até mesmo de como Harley virou com tudo em minha direção e quase derrubou o controle de suas mãos, seu joelho esbarrando no meu.

"O quê?"

"Tony disse que eu poderia ver meu tio, lembra? Então, eu quero ir vê-lo."

"Ah, claro, sim... é, ele disse." Mais confuso do que nunca, ele levantou-se e pediu para que eu esperasse um pouco, se retirando da sala ainda desnorteado. Eu esperei alguns minutos, resolvendo desligar o videogame e arrumar a bagunça que nós fizemos naquele lugar. Depois, quando já estava começando a me perguntar se ele havia desistido, Harley apareceu com outro homem atrás de si, ainda parecendo desnorteado, com suas bochechas vermelhas.

"Esse é Happy, nosso melhor segurança e motorista, você estará seguro com ele."

"Oi, Happy." O homem apenas levantou o queixo, continuando com a cara fechada e pose dura. Para alguém chamado Happy, ele não parecia ser muito feliz.

"Você quer que eu vá junto?" Ponderei por alguns segundos, mas logo estava com as bochechas coradas de vergonha, respondendo:

"Não, é uma coisa que preciso fazer sozinho."

"Entendo." E foi assim que acabei no carro com assentos de couro e vidros escuros demais, a caminho de algum cemitério. Parece que no fim descobri a saída daquele jardim gigante, mas não estava tão contente assim. O homem dirigindo não me falou uma palavra, e eu particularmente não estava com ânimo para dialogar. Tudo o que havia no carro era uma daquelas músicas pop chicletes, que nunca havia escutado. Não havia muito trânsito no caminho que pegamos, e Happy dirigia devagar, o que me permitiu apreciar a vista que tanto desejei apreciar novamente.

Não demorou muito, mas logo o carro estava sendo estacionado. Limpei minhas mãos suadas na calça jeans, novamente uma roupa emprestada de Harley, e abri a porta do carro em conjunto com Happy.

– Estamos no galpão do chefe, um pouco mais adentro da floresta iremos encontrar um cemitério. Me siga. – Isso era bizarro, mas não comentei nada, apenas o segui por todo aquele caminho, desviando dos galhos das árvores no chão do mesmo modo que ele desviava. A sensação de nervoso revirando cada vez mais a boca do meu estômago. Quando a trilha acabou, havia um campo à nossa frente. Era coberto com as mais lindas flores e árvores e parecia bem cuidado. O que deixava o lugar estranho eram as lápides. Muitas delas. Um arrepio passou direto por minha espinha enquanto caminhávamos entre elas, podia ver os nomes, mas alguns estavam apagados demais e pareciam velhos. Dentre todas as que passamos, as que estavam mais limpas e bem cuidadas, cheias de flores e outros enfeites, eram as de Pietro Maximoff 1989-2015 e Edwin Jarvis 1946-1993. A pergunta sobre quem eram eles estava na ponta da língua, mas decidi utilizar o filtro e mordi o lábio, seguindo, mesmo que curioso, o caminho até o fundo daquele lugar. Havia uma placa lá, e dessa vez dizia: Benjamin Parker 1985-2020. Ao contrário das outras duas, me deixou enjoado.

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⏰ Última atualização: Aug 11, 2021 ⏰

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