Capítulo 4

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Boa noite, olha quem resolveu aparecer. 

Desculpe, eu sei que era para ter atualizado ontem, como eu disse, mas minha sobrinha foi dormir tarde e eu estava TÃO cansada, crianças cansam pra caramba viu, meu deus. 

Enfim, minha rotina voltou ao normal depois de uns 5 dias, então as atualizações voltam a ser dia de terça ou quarta e sexta. 

Tenham uma boa leitura :) 

>.< 

– Eu morri? – As palavras saem da minha boca antes mesmo de meu cérebro despertar corretamente. Minha voz sai toda estranha e minha garganta seca reclama, mas é apenas mais uma coisa em meu corpo doendo.

– Que obsessão pela morte você tem, hein garoto. – A voz parecia debochada, e muito perto de mim. Abro os olhos de uma vez, o que foi mais uma das milhares péssimas decisões já tomadas por mim, porque isso traz uma dor insuportável à minha cabeça e ao meu olho. Contendo um gemido, coloco o braço por cima dos olhos e os mantenho fechados. – Bruce disse que você poderia comer o que quisesse, contanto que tenha os nutrientes que precisa. Então, o que vai querer?

– Água.

– Uh, claro. – Abrindo os olhos novamente, dessa vez muito mais devagar, me sento na cama e alcanço o copo de água que ele me estendia, bebendo todo o seu conteúdo. Minha cabeça doía como o inferno.

– Que horas são? – Murmuro.

– 9 da manhã.

– O que ele fez comigo?

– Bruce? Ele apenas limpou o seu braço, te colocou na cama e o manteve aquecido. – O menino arqueou uma sobrancelha.

– Só isso?

– Não, Peter, ele não te deu um calmante, sedativo ou qualquer merda assim. E se tivesse, não estaria totalmente errado. Você estava descontrolado em uma casa cheia de armas, era até que fácil para você pegar uma se quisesse.

– Fácil? Com esses brutamontes? Logo eu? – Ironizo, realmente não entendendo o seu ponto. Opto por ignorar o fato de ele achar normal me darem algo contra a minha vontade, com certeza a minha opinião sobre isso não seria válida para o mundo deles.

– Sim. Eles não podem lutar com crianças. Se alguém te machuca, meu pai acaba com eles.

– Eu tenho 15 anos! E a dinâmica de vocês não faz sentido.

– Viu? Apenas um bebezinho que não sabe como as coisas por aqui funcionam. – O garoto faz uma voz mais doce, apertando minha bochecha.

– E quantos anos você tem para estar falando assim?!

– 18. – Dá de ombros.

– Ual, que diferença. – Reviro os olhos, tentando me sentar na cama. – O que eu tenho de café da manhã? Normalmente só tomo iogurte. Minha cabeça está me matando.

– É claro que você está anêmico. – É a sua vez de revirar os olhos.

– Desculpe por não ser rico como você. – Ele encolhe os ombros, soltando um suspiro.

– Sobre a dor de cabeça, se não passar depois de comer vemos o que podemos fazer. Vou pegar tudo o que temos para comer na cozinha e trazer aqui. Acha que consegue não fugir?

– Não posso prometer. – Sorrio, cruzando as pernas em forma de índio. Ele apenas ri e acena, caminhando em direção a porta. Solto um suspiro, olhando para as minhas mãos no colo, brincando com elas.

The Avengers MafiaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora