Capítulo 5

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Olá, boa noite! Olha, só por ter mais de 3 mil palavras, acho que mereço umas férias viu KKKKKKKKKK

Enfim, mais um capítulo para vocês, não esqueçam de interagir para deixar essa autora aos prantos, obrigada. 

Tenham uma boa leitura e até sexta-feira :)

>.<

– Você realmente pensou que estávamos mortos? – A gargalhada de papai ecoava por cada canto de minha mente, fazendo eu me encolher mais contra a parede suja. – Ingênuo. Nós apenas queríamos nos livrar de você, seu fardo inútil! – Não... não poderia ser verdade; eles morreram em um acidente de avião. O avião deles caiu! Mas então... como era possível que estivessem ali, na minha frente, dizendo essas coisas?

– Tão imprestável... – mamãe se aproximou, e o sorriso em seu rosto me dava medo. – Sabe, – a mulher se abaixou na minha frente, suas mãos apertando meu queixo e me obrigando a olhar em seu rosto. – Eu nunca quis você, por mim, teria te abortado no mesmo mês que soube de sua existência.

– Nã-não, parem, parem! É mentira! Vocês me amam! – Mas as risadas deles só me mostraram o contrário.

– Ora Peter, quem é que consegue ter qualquer sentimento afetuoso com um fardo como você?! Faça-me o favor. – Deboche escorria em suas palavras, e eu juro que senti cada pedacinho de meu coração sendo esmagado.

– Não, não... vocês morreram me amando.

– Você ainda vai insistir nisso? Por que acha que May te deixou? Ela não suportava ter que olhar para a sua cara todos os dias e saber que você era o motivo deles não terem mais a vida confortável que tinham antes. É tudo culpa sua.

– Não, não, não! É mentira, é mentira! Para de dizer isso! – Grito, tapando os ouvidos com as mãos, me encolhendo ainda mais contra o concreto áspero. Fecho os olhos, desejando que isso fosse apenas um pesadelo, mas as risadas exageradas deles ainda permanecem em meu cérebro, agora se misturando às de Ben e May.

– Ingênuo.

– Fardo.

– Escorado, eu te odeio! – Por favor, por favor, faça isso parar!

– Você deveria estar tão morto quanto nós.

– Não! – Grito novamente, abrindo os olhos em um rompante. Então, percebo que estava em uma cama, dentro de um quarto que não era meu. Sozinho. Não há quarto escuro com foco em apenas seus rostos cheios de ódio contra mim, não há parede de concreto e não há outras pessoas. Somente eu e minha confusão. O ar parecia abafado demais, e eu estiquei o corpo para pegar a garrafinha de água, percebendo que minhas mãos estão tremendo demais. Tomei metade do conteúdo, a colocando de volta e afastando as cobertas, levantando da cama. Preciso respirar. Ando de um lado para o outro, tentando puxar e soltar respirações, assim como sempre fiz quando tinha uma crise, mas estava quente e abafado demais e eu não conseguia fazer meu coração parar de bater aceleradamente e nem acalmar a tremedeira em minhas mãos e tudo o que se passava em meu cérebro eram seus sorrisos bizarros e os sons de suas gargalhadas.

Ando até a porta, girando a maçaneta gelada. Trancada. A porta estava trancada. Giro de novo, com um pouco mais de força, desejando que apenas tenha sido um equívoco. Mas nada, ela continua trancada. Giro de novo e de novo, meu peito subindo e descendo ainda mais rápido, eu só preciso sair e sentir o vento frio da noite tocando minhas bochechas, apenas respirar ar puro.

– Me deixa sair! – Imploro, dando batidas na porta. – Eu preciso sair, por favor! – Bato novamente, dessa vez mais forte. Continuo socando a madeira, mais forte e mais forte, a mão dolorida não sendo nada, porque não consigo parar. – Ei! Alguém? Por... por favor! – As lágrimas escorrem por minha bochecha, deixando minha visão livre por alguns segundos, porque logo vêm outras.

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