Capítulo 3

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Oie gente, tô uma bosta ainda mas aqui está mais um capítulo! 

Não esqueçam de me mimar (favoritar e comentar) e boa leitura! :)

quem se sentir confortável me siga no instagram também: autora_maduh

>.<

– Você acha que ele está bem?

– Não, definitivamente ele não está. – As vozes estavam sussurrando, mas de alguma maneira, era insuportável para a minha cabeça. Tudo estava doendo, desde o meu corpo até o mínimo fiozinho de cabelo. Um trem poderia ter passado por cima de mim e ainda acho que o estrago não seria tão grande quanto como estou agora.

– O que teremos que fazer?

– É agora que vocês vão me matar?! – Abro os olhos devagar, tentando processar a claridade e a realidade. Eu estava naquela salinha daquele doutor mandão! Ele não me matou!

– É claro que não, garoto. Já disse que não matamos crianças. – A voz era fria e vagamente familiar, e eu mirei em sua direção, o coração gelando ao ver que era o grande chefão.

– Mas eu não sou criança! – Boca estúpida. Na verdade, eu culpo o sono. Sim, ele está sendo responsável por tamanha estupidez dessa vez. Se para não morrer teria que deixá-los me chamarem de criança, que seja! Qual é o meu problema?!

– Como eu ia dizendo, criança. – Fez questão de enfatizar. – Nós não iremos lhe matar. Andei pesquisando sobre a sua vida e acabei por não encontrar nenhum outro parente vivo para lhe abrigar. – É claro que não. May havia assinado os papéis de divórcio e mandado para Ben há algum tempo, então ela provavelmente tirou de todos os seus registros o sobrenome Parker. Como eu disse, era como se May Parker nunca tivesse existido. – Portanto, você vai ficar aqui até decidirmos para qual orfanato irá.

– Não, por favor! – Era claro que eu iria parar em um lar adotivo. Mas a ideia ainda era desesperadora. O grande chefão arqueou uma sobrancelha. – Não me mande para esse lugar, por favor!

– Você tem outro lugar para ir?

– Eu tenho o meu apartamento, eu tenho um emprego! Posso me cuidar sozinho! – A sobrancelha que ainda estava arqueada, parece levantar mais. O desespero toma conta do meu ser, e tudo o que quero fazer agora é chorar até não haver mais lágrimas em meu corpo. Minha vida estava, definitivamente, acabada.

– Você não deve lidar com as coisas sozinho. Tem apenas 15 anos, é uma criança. Adultos têm que tomar a rédea, garoto, adultos têm que cuidar da casa e ter um emprego. Você deve estudar e fazer coisas de crianças ou adolescentes, tanto faz, mas isso e apenas isso.

– Claramente você vive em uma bolha. – Solto um riso nasalado. – De onde eu venho, pessoas como eu raramente estão na escola o tempo que deveriam. Elas estão ajudando os pais a bancar as contas, porque ninguém tem emprego bom o suficiente para fazer isso. – Encaro a parede atrás dele, porque tudo é melhor do que a expressão dura de seu rosto.

– Você não vai morar sozinho.

– Por favor, senhor, eu imploro! – As lágrimas embaçam a tinta branca da parede, e posso escutar um suspiro ecoando pelo ambiente.

– Não.

– É por sua culpa que isso está acontecendo! Fazer o que eu quero é o mínimo! – Pisco uma vez, tentando limpar a visão, e se isso faz as malditas lágrimas caírem por minhas bochechas, pouco me importa. Olho fixamente para o seu rosto, tentando transmitir toda e qualquer raiva que estou sentindo apenas em minha expressão.

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