~ Capítulo 3 ~

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LUCA LAZZARI

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LUCA LAZZARI


Hoje seria só mais um dia comum de trabalho... se não fosse por esse ser encapetado que agora está bem ali na minha frente, com aquela cara de cachorrinho que caiu da mudança. Deixa eu contar como tudo isso começou.

HORAS ATRÁS

Acordei às seis da manhã com o despertador berrando no meu ouvido. Contra a minha vontade, me arrastei para fora da cama e fui direto pro banho — precisava de uma ducha gelada pra fingir que o dia ia começar bem.

Depois de uns quarenta minutos debaixo da água (sim, eu demoro mesmo), finalmente saí do banheiro e fui até o closet pra me arrumar pro trabalho.

Escolhi um terno preto, sapato social combinando, e comecei a colocar meus acessórios: relógio, brinco e alguns anéis. Tudo no estilo, como sempre.

Apesar de ser empresário, nunca deixei que isso me impedisse de usar o que gosto — só porque alguns acham inadequado. Me visto para mim, não para os outros.

Arrumei o cabelo, alinhando os fios para trás com precisão, e fui até a área de perfumes no meu closet. Escolhi um dos muitos Paco Rabanne que tenho — cada fragrância ali carrega uma memória, uma intenção. Hoje, escolhi presença.

Já pronto e devidamente perfumado, desci para o andar térreo da casa e fui direto à cozinha. Meu café da manhã já estava servido na mesa, como de costume. Gosto de fazer minhas refeições ali, naquele espaço mais íntimo e funcional. A sala de jantar? Só uso quando recebo convidados — e mesmo assim, apenas os que valem a pena.

O café da manhã estava uma delícia — como sempre, dona Ana arrasou com suas receitas impecáveis. Depois de comer, voltei ao quarto para escovar os dentes novamente.

Pela segunda vez naquela manhã, deixei o quarto e segui para o escritório que tenho em casa. Uso esse espaço nos dias em que a empresa não exige minha presença física. Mesmo sendo o dono, há tarefas que só eu posso executar — reuniões, contratos, decisões estratégicas. E hoje, em especial, tenho três reuniões em sequência. Um verdadeiro teste de paciência e foco.

Já no escritório, peguei minha pasta executiva — uma bolsa discreta, onde carrego documentos e tudo que preciso para não sair por aí com papéis espalhados nas mãos.

Com tudo pronto, fui até a garagem. Escolhi um dos meus carros para usar hoje. Decidi que queria dirigir, então dispensei o motorista. Gosto de sentir que tenho o controle total — do volante, da rota, do meu tempo.

Saí queimando pneu e, em menos de trinta minutos, já estava em frente à empresa. Joguei a chave do carro na direção do manobrista e entrei sem dar muita atenção ao vai e vem frenético das pessoas pelos corredores.

Entrei no meu elevador privativo e segui direto para minha sala. No caminho, recebi um "bom dia" da minha secretária, que, ao me ver, abriu mais alguns botões da camisa social, exibindo o decote exagerado. Cá entre nós, aquele silicone mal feito não ajuda — um lado maior que o outro, nada discreto.

Amor ObsessivoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora