Ni-juu Ni

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- Finalmente! - Kageyama suspira aliviado uns vinte minutos depois da saída dos amigos.  

- Hinata, deste um susto enorme em todos nós! - Tadashi fez um carinho nos cabelos do ruivo que continuava com uma carinha de confusão, algo que Tobio achou adorável.

- Onde está o Suga? O que aconteceu? - totalmente desperto, ele começou a lembrar-se da discussão do amigo com os pais e a última coisa que se lembra é de ter sentido uma pancada na cabeça.

Yamaguchi e Kageyama trocaram um olhar e silenciosamente, ambos concordaram que seria o de sardas a contar tudo o que aconteceu. Kageyama ficou apenas a ouvir outra vez a história enquanto abraçava mais firme o rapaz que agora deixava algumas lágrimas escapar. Os dois que observavam a cena, achavam que ele ia fazer alguma birra e chorar mais, ou até mesmo pedir para voltar à tribo, mas nada disso aconteceu. Eles viram o mais baixo apontar para a mochila de roupas, num pedido mudo para que Tadashi lhe desse algumas.

Os dois viraram de costas e deixaram o amigo vestir-se. Hinata enquanto deslizava as calças pelas pernas, tinha de se interromper para limpar uma lágrima ou outra, mas não era hora para ele fraquejar. Estava preocupado com os dois amigos mais velhos.

- Vamos até o Asahi! - ele disse antes de puxar Tobio e Tadashi pelo pulso para fora das cavernas.

- Não se preocupem, ele com certeza está a ser bem tratado. - o distribuidor tenta tranquilizar os dois tritões que mantinham uma expressão de preocupação.

Ele estava certo. Não muito longe dali, dentro da casa de Sawamura Daichi, Tsukishima Kei acaba de enfaixar a perna de Asahi depois de devidamente tratada. Com as incontáveis vezes que ele se magoava quando criança e não queria a ajuda de seu irmão mais velho, ele acabou por aprender por conta própria como cuidar de machucados.

- Pelo menos não partiste nada, o que foi uma sorte enorme, já que nada naquele momento estava a dar-te o mínimo de benefício. - Daichi comenta ao sair do próprio quarto, onde ele conseguiu fazer Koshi adormecer. O de cabelos cinza não tinha parado de chorar um segundo sequer, o que contribuiu para a sua grande exaustão. Bastou uns minutos deitado com Daichi a fazer carinho nos seus cabelos para ele entregar-se ao mundo dos sonhos. - Vou fazer algo para a gente comer, se eles chegarem, abre a porta Kei.

O loiro não teve de esperar muito para ouvir o som da campainha, porém, ao abrir a porta, quase voltou a fechá-la tamanho o seu susto por deparar-se com alguém que com certeza não poderia entrar na casa agora.

- Tsukishima? O que estás a fazer na casa do capitão? - a mania de chamar Sawamura de capitão, não seria facilmente ultrapassada.

- Isso pergunto eu Tanaka, o que estás a fazer aqui a um horário destes?

Azumane ainda sentado no sofá com a perna esticada, levantou-se rapidamente e desajeitadamente, foi para a cozinha, onde Daichi fazia um lámen.

- O Tanaka está na porta Daichi! - ele sussurrou e o antigo jogador da Karasuno deixou para trás a panela para levar o tritão para o seu quarto, onde estava um Sugawara ainda adormecido.

- Não saias daqui até dar-mos algum sinal. Se ele ver esse corte, vamos ter de inventar ainda mais histórias. - avisou rapidamente e fechou a porta.

No momento que a porta do seu quarto foi fechada, ele ouviu a voz de Tanaka bem atrás de si, o que lhe deu um susto enorme.

- Daichi! Não me digas que perdeste o telemóvel no meio do lixo outra vez? Eu estou a tentar ligar para ti desde ontem à noite!

" Ele já perdeu o telemóvel no lixo?" Pensou Azumane que ouvia a conversa toda atrás da porta.

Sun on the Water [Haikyuu!!] Histórias para pegar e não largar. Descubra agora