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09/Julho/2005 09:45 PM

É como se atropelado por um trem, sem trocadilhos, quando seu cio finalmente, finalmente, o deixa. Takemichi se sente um lixo, o que era esperado.

Foi exatamente como lembrava, dolorido, molhado e bagunçado. Exceto que não foi totalmente o mesmo. Com a ajuda dos suprimentos que Takuya e Akkun trouxeram para ele, foi mil vezes mais agradável do que antes. Os adesivos supressores fizeram maravilhas para a temperatura de seu corpo, os comprimidos foram ridiculamente úteis contra a dor e a coleira cumpriu seu dever de manter seus feromônios sob controle.

E o brinquedo...Bem, vamos apenas dizer que Akkun estava certo.

Era pequeno.

Takemichi se sente nojento enquanto arrasta seu corpo para o banheiro anexando ao quarto de hóspedes ("Ele é totalmente seu, desde o dia em que você nasceu." Sua tia disse a ele com um olhar divertido.), afundando na banheira assim que ela está cheia com água quente e confortável, lavando seu suor e qualquer outro fluido que esteja em seu corpo.

Quando ele sai do banheiro, cheirando a shampoo de erva doce e sabonete de lavanda, tudo que Takemichi deseja é dormir pelo resto da semana.

Imediatamente, no entanto, quando ele termina de se vestir, calças largas e o moletom de Shuji, alguém bate na porta de seu quarto.

Por um segundo, ele para, confuso. Se virando para o relógio digital na mesa no canto do quarto. São quase dez da noite. Mitsuya-san já havia deixado o jantar naquela noite, às oito e meia, não muito tempo atrás - ainda estava intocado. Nesse momento, seu avô já teria se recolhido aos seus aposentos e sua tia estaria trabalhando. Masaru foi instruído a ficar longe de seu quarto e nenhum dos outros empregados tinha permissão para se aproximar além de Mitsuya-san e a empregada estóica que Takemichi descobriu ser Kimiko-san.

Mesmo confuso, ele ainda se aproximou da porta, empurrando o shoji.

O que o cumprimentou foi um punho, ágil e impiedoso. Imediatamente ele se esquivou, as mãos correndo para desviar o soco do agressor em direção a parede enquanto ele próprio dava um salto para trás, criando distância entre ele e o intruso. Uma risada divertida soou com isso, o agressor o encarando com olhos estreitos mas brilhantes.

"Nada mal, jovem mestre ~." O outro, um garoto alto com cabelos descoloridos e com uma longa trança, se curvou para ele com um sorriso irritante no rosto. "Eu sou seu novo instrutor, Ran."

Takemichi recua ainda mais, quando o outro garoto se curva, confuso e irritado. Ele franze a testa, deixando de lado qualquer ansiedade e timidez que normalmente apresentaria em uma situação assim. "E o que isso deveria significar?"

Ran-san ri, tão irritantemente quanto antes, um brilho irritante e travesso em seus olhos. Ele empurra seus óculos quadrados para trás, os ajeitando no rosto e então deu um passo atrás, colocando ambas as mãos atrás das costas.

"Isso significa que seu treinamento começou, jovem mestre." Ele se distanciou da porta, começando a andar na direção oposta a ala principal da casa, se virando apenas para sorrir mais uma vez. Takemichi queria muito socá-lo. "Siga-me."

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09/Julho/2005 10:04 PM

Ran, que Takemichi ainda não havia determinado a designação de gênero secundário, o guiou para o interior da mansão e então para uma escada escura que os levou ao subterrâneo. Honestamente, ele nem deveria estar surpreso pela mansão na verdade ter um subsolo.

O dito subsolo era bem mais arejado do que ele esperava, no entanto. O teto era alto e as paredes eram largas, havia um grande corredor totalmente branco, com luzes claras e brilhantes, assim como entradas de ventilação. Não parecia assustador e escuro como se via em filmes.

( glass heart )Onde histórias criam vida. Descubra agora