Olá, meus amores.
Harry acordou na manhã seguinte, se sentindo estranhamente anestesiado, era como se todas as dores tivessem desaparecido de seu corpo, era uma sensação diferente, desde que morava com os Dursley's a única coisa que ele sentiu foi dor, dor e mais dor, sempre havia uma ardência profunda em alguma parte de seu corpo, isso o acompanhava para todos os lugares em que ia e o impediria de viver muito, Harry nunca tinha passado um dia sem dor. Como se ele tivesse sido mergulhado em uma poção, era maravilhoso, era assim que alguém se sentia normalmente? Ele gostou disso, era diferente.
Suas costas principalmente não estralaram como normalmente acontecia quando ele acordava, mas ele estava estranhamente curvado por conta do espaço apertado, como se houvesse surgido uma corcunda em suas costas, tentou se sentar reto, mas isso doeu por conta do espaço estreito e sufocante do seu armário.
Ele suspirou desanimado, ainda deveria ser muito cedo se ninguém tinha vindo acordá-logo para fazer o café da manhã. Harry resmungou um palavrão, o pequeno armário parecia mais minúsculo, ele tentou abrir a porta, mas não conseguiu, então restou á ele ficar ali, encolhido na cama.
Fechou os olhos quando ouviu passos ruidosos na escada depois de algumas horas, ele suspirou cansado, a poeira caia sobre o seu rosto e cabelos, mas ele não sentia ânimo para se limpar, ele se sentou o mais confortavelmente possível, a porta foi aberta com brutalidade.
- Acorde, aberração! - Sua tia gritou com ele, Harry suspirou e saiu do armário, foi difícil passar pela a portinha pequena, ele se sentiu sem ânimo e cansado ao extremo quando finalmente estava em um ambiente iluminado, sua visão ardeu, mas saiu do armário desconfortável.
Sua tia o encarou por alguns segundos antes de gritar horrorizada, ele não entendeu o porquê, o grito dela era irritante, por que Petúnia não calava a boca? De repente ela se silenciou, olhando para ele com olhos arregalados, Petúnia permanecia de boca aberta como se gritasse, mas não havia voz, Harry suspirou cansado.
- O que foi? - Perguntou em uma voz baixinha e irritada, sentiu algo macio encostando em seus braços, suspirou nervoso e surpreso ao ver um belo par de asas negras e grandes, as penas pareciam macias e as pontas delas eram pontudas, tinham uma cor dourada nas pontas, eram lindas, estavam um pouco ensanguentadas, agora ele entendia o porque de ter sentido aquela dor horrível em suas costas á noite.
Harry suspirou novamente, não aliviado, mas sim com medo, o que ele faria com um par de asas? Sentiu o seu estômago revirar, suas costas e peito ficaram quentes por causa das penas quando fez um movimento para abrí-las e fechá-las, mantendo-as como uma blusa moletom, era um calor agradável, o que ele deveria fazer?
Viu a sua tia correndo até a cozinha, ele ouviu o barulho ruidoso de metal contra madeira, ela estava planejando matá-lo? Machucá-lo? Harry pegou a capa de invisibilidade no seu armário, colocando-a e escondendo-se totalmente debaixo da capa, ele se afastou cheio de medo da faca afiada que tinha voado em sua direção, correu para a porta, sua tia parecia ter ouvido os seus passos, pois foi atrás dele, ainda segurando uma faca.
Harry abriu a porta e saiu correndo o mais rápido possível, seu coração á mil dentro do peito, merda, sua tia estava planejando matá-lo ou cortar as suas asas. Ele precisava se proteger. Precisava de segurança. Onde ele se esconderia? O que deveria fazer? Como encontraria segurança?
Harry não tinha conseguido pegar a sua varinha, se sentiu indefeso, como se defenderia se alguém o atacasse? Também não tinha pegado roupas quentes para o frio, nem a sua vassoura para escapar dali, ele não tinha comida e nem mesmo dinheiro para se manter levemente seguro ou aquecido. Em outras palavras, Harry estava faminto, indefeso, sem modos de se preparar ou fugir de ataques diretos, o que ele deveria fazer? Sentiu o medo borbulhando em seu sangue.
Harry não sabia para onde ir, se encontrava sozinho novamente como sempre havia sido. Correu o máximo possível, estando escondido debaixo daquela capa ninguém poderia vê-lo, mas ainda se sentia inseguro, talvez devesse pedir ajuda á Hermione e Ronald? Eles o ajudariam, não é? Afinal eram os seus melhores amigos, sempre estiveram ali por ele, mas não tinha certeza, Ronald era ciumento, invejoso e muito desagradável as vezes, já Hermione, bem, ela poderia até ajudá-lo, mas o olharia como um tipo de criatura estranha e iria estudá-lo como se fosse uma nova espécie.
Não. Eles não.
Talvez Dumbledore? Sentiu o seu coração se apertar, não, o diretor de Hogwarts não era confiável era o que seus sentidos diziam, talvez ninguém pudesse ajudá-lo realmente, ele teria que dar um jeito em tudo sozinho, como sempre fizera em sua vida.
Só parou de correr ao sentir a falta de ar que parecia queimar os seus pulmões, ele sentia o coração palpitando loucamente no peito, Harry respirou profundamente, tentando se acalmar.
Ele voltou á andar depois de alguns minutos, percebendo que seus pés estavam machucados pois estava descalço, ele estava usando apenas meias que estavam totalmente imprestáveis agora por ter corrido tanto e uma calça moletom cinzenta, ele parou de correr e procurou algum lugar escuro para se esconder. A escuridão trazia segurança, ou pelo menos ele se sentia seguro no escuro.
Droga, o que ele faria?
Havia algum lugar onde ele ficaria seguro e bem?
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Até o próximo capítulo, meus amores.
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Me Encontre.
FanfictionHarry já passou por muita coisa, ele sabe que metade do que ele sofreu foi culpa de dois velhos loucos: Dumbledore, o diretor manipulador de Hogwarts, e, Voldemort, o homem louco que quer matá-lo. Mas e se em certa noite, Harry se tornar uma criatur...
