Tortura

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Pense, pense, pense.

Cada ação pode resultar na morte de alguém.

Alexy não estava ali, a proteção de Hogwarts dependia de mim.

Virei a página do livro em minhas mãos enquanto andava pela biblioteca empoeirada de Salazar Sonserina, nada interessante sobre horcrux.

Nada sobre como desfazer uma horcrux sem ser destruindo completamente.

Pensa, pensa, pensa.

Joguei o livro na parede com força, vendo-o cair no chão enquanto pegava a escada, subindo nela e olhando os outros livros, procurando o que eu precisava.

Draco entrou na biblioteca com Blaise e Theodore enquanto eu fazia os livros que eu julgava interessantes flutuar ao meu redor.

— Harry? — Draco pergunta enquanto eu me pendurava para alcançar o livro que queria. — Você vai cair.

— Presa de basilisco, espada de Godric Gryffindor, Avada Kedavra... tem que ter algo que eu estou deixando passar. — Penso, pegando o livro e lendo a sinopse. — Blaise, pega isso. — Joguei o livro para ele. — Tem que ter outra opção, tem algo que eu não estou vendo.

— A gente veio conversar. — Blaise diz, colocando o livro na mesa. — Dá para parar de agir como louco?

— Rituais! Bruxos não têm rituais? Sabe, eu fiquei um tempo em um orfanato católico e eles falavam sobre rituais satânicos e blablabla. — Começo a descer a escada andando até a parte dos livros de rituais antes de Draco me puxar, me fazendo ficar sentado.

— Precisamos pensar no que fazer agora, você precisa relaxar. — Ele diz, me olhando com atenção. — Você precisa ir falar com a McGonagall. Precisamos começar as aulas de combate e precisamos conquistar a confiança do resto da escola. Nisso a gente não pode te ajudar, mas aqui a gente pode, com as pesquisas. Entendeu?

— Você tem razão... — respiro fundo, o olhando — quem vai comigo?

— Combinamos ser um representante para cada casa, vamos abusar do privilégio de você ser irmão de Alexy Potter. — Theo diz, olhando os livros com atenção — Nix Potter, Luna Lovegood e Leo Black Lupin.

— É agora?

— Sim, Harry. — Draco acariciou meu ombro, me olhando com atenção. — Vamos sair desse lugar, aqui cheira a poeira.

Concordo com a cabeça e nós saímos da câmara secreta rapidamente, andando em direção à sala da diretora, e Draco me jogou um feitiço de limpeza.

Os representantes das casas estavam na frente da estátua quando eu me aproximei, cumprimentando a todos e abraçando minha irmã com delicadeza.

— Alexy está bem, me enviou uma carta. — digo a olhando e a vendo sorrir — depois te dou os detalhes.

— Vamos? — Lovegood pergunta animada.

Eu sorrio dizendo a senha, vendo a estátua começar a se mover, e eu olhei Draco com atenção, vendo o mesmo se encostar na parede. Sua forma de me dizer que estaria ali quando eu saísse.

Subi as escadas com os outros atrás de mim e ajeitei meu uniforme andando até a porta, batendo três vezes nela e abrindo quando recebo a autorização.

Nada no escritório havia mudado ainda, só tinha as caixas de McGonagall, mas ela ainda não havia se desfeito das coisas de Dumbledore, seu melhor amigo.

Melhor amigo que eu matei.

Respirei fundo, me concentrando, e olhei para McGonagall sentada em sua mesa, esperando nossa ação, e eu logo me sentei, sendo seguido pelos outros.

O Menino que Morreu - DrarryOnde histórias criam vida. Descubra agora