Draco dormia tranquilamente em meu peito enquanto minha mão acariciava seus cabelos com delicadeza.
Promfrey desistiu de tentar me convencer a acordar Draco para que ele pudesse dormir e foi para seu quarto. Eu sabia que Draco tinha que ir, mas ele dormia tão docemente em meu peito que eu não consegui acordá-lo e sim me aconcheguei em seu calor.
Alexy estava sentado na cadeira ao lado da cama e eu o olhei com atenção. Ele suspirou, agarrando minha mão.
— Eu tenho que ir atrás das Horcrux. — Ele diz e eu concordo com a cabeça. — Mas da última vez que eu virei as costas para você, isso tudo aconteceu. Se os comensais tomaram Hogwarts...
— Se isso acontecer, Hogwarts terá a mim, a Draco, a Nix, ao Longbottom, a Luna e a Leo representando as casas. Tudo ficará bem. — digo, sorrindo levemente — acredite em mim. HÁ uma coisa que Dumbledore não contava em seu plano, eu. Não vou deixar Hogwarts nas mãos de Tom.
— Prepare-os para a guerra. — Ele encarou a marca negra no céu. — Vamos declarar guerra?
Eu sorri, tirando Draco de meu peito e o deitando na cama, enquanto me levantava, andando com Alexy até a janela e a empurrando, fazendo a mesma se abrir e um vento frio entrar na enfermaria.
Ele ergueu a mão, sua varinha apontada para o céu, e eu coloquei minha mão em encimaa sua enquanto ele agitava a varinha. Nossas magias se uniam em um brilho laranja forte que saía da varinha e atingia o céu ao lado da marca negra, e um estrondo foi ouvido, como fogos de artifício.
Quando meus olhos se focaram, eu fiz uma linda fênix ao lado da marca negra, brilhando tão forte que seu brilho deixava a marca negra no escuro.
— A guerra começou. — Digo, olhando meu irmão, e logo ouvi um grito de fênix e eu olho Fawkes voando do lado de fora. — Quem vai ficar com ela?
— Ela gosta de você. — Me olhou com atenção. — Sua doninha não fica com você, poderia cuidar dela também.
— Acho melhor você ir. — O olhei sorrindo. — Vou cuidar de tudo aqui.
Me abraçou fortemente e eu retribuí, fechando meus olhos ao sentir o conforto de seus braços.
— Vou arrumar um jeito para nós comunicarmos. — Ele me olhou sério. — Não morra.
— Isso não é um adeus, Alexy. — digo, olhando-o — Se você morrer, eu te mato.
— Essa frase não faz sentido. — Riu, bagunçando meu cabelo. — Volte para Draco, eu tenho que ir.
Ele me olhou sorrindo antes de sair da enfermaria e eu andei até o Malfoy deitado na cama e me deitei ao seu lado acariciando o rosto dele.
Se remexeu lentamente, abrindo os olhos, reclamando sonolento, segurando minha cintura.
— O que aconteceu?
— Nada, meu amor, vamos dormir. — digo acariciando os fios loiros de seu cabelo e escondendo meu rosto em seu pescoço — vamos apenas dormir.
☽
Draco e eu estávamos sentados no telhado da minha casa encarando a fênix no céu que não havia desaparecido mesmo depois de uma semana. Uma semana que Alexy partiu para ir atrás das Horcruxes.
— É uma bela fênix. — Draco diz, se virando para mim e segurando minha cintura com uma das mãos. — Eu tenho que ir, você sabe.
— Você não gosta da sua casa.
— Mas meus pais me chamaram, eu estou aqui há um dia já. Seu padrinho briga comigo toda vez que a gente se beija. — disse, me fazendo rir — e seu irmão?
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O Menino que Morreu - Drarry
FanficOs gêmeos Potter, os gêmeos que sobreviveram à morte. Na mesma noite em que os gêmeos derrotaram Voldemort, Peter Pettigrew sequestrou Harry Potter enquanto seus pais ainda estavam desacordados. Crescendo sem saber nada do seu passado por uma mentir...
