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Harry não havia prestado atenção no Beco Diagonal quando esteve ali antes, e não percebeu como aquele lugar parecia sombrio. Claro, deveria ser comum para ele, já que ele já viu o pior de Londres, mas aquele lugar parecia um pós-guerra.
James guiou o filho até uma loja. Olivaras ainda tinha algumas varinhas, mesmo que o dono da loja não estivesse mais ali.
Entrando na loja, Harry abriu a porta, ouvindo-a ranger, e observou a loja escura, seus olhos tentando se ajustar à escuridão. Encolheu os ombros em alerta ao ouvir um barulho nos fundos da loja, tentando recuar, sentindo as mãos de sua mãe em seu ombro.
Uma mulher apareceu no campo de visão de Harry. Ela olhou a família na porta, sorrindo tristemente.
— Senhorita Park, é um prazer vê-la, mesmo que não seja em uma situação tão boa. — Lilian sorriu, acariciando os cabelos de Harry. Os olhos verdes ainda encaravam a mulher apreensivos. — O senhor Olivaras preparou uma varinha especialmente para Harry. Queríamos saber se ela ainda está aqui ou se também foi levada.
— Ele manteve a varinha em segurança. Ele disse que essa varinha iria pertencer a um grande bruxo. Por isso tinha tanto orgulho de tê-la feito, assim como a de Alexy. — sorriu, indo até uma prateleira vazia e empurrando o fundo da mesma — Lágrimas de fênix, sangue de unicórnio, madeira de espinheiro-negro, núcleo de pena de fênix e um pequeno fragmento da pedra filosofal, a única do mundo. — ela se aproximou com a varinha na mão — Ela é boa para bruxos com facilidade e controle sobre suas magias. O senhor tem isso, senhor Potter?
— É um dos meus dons. — Harry agarrou a varinha, suspirando ao sentir sua magia se conectar com ela. Ele a encarou e balançou a varinha em um feitiço mudo, vendo a ponta da mesma brilhar. Um simples lumos fez todos presentes piscarem várias vezes para se acostumarem com o brilho, e ele logo retirou a magia, sorrindo — O senhor Olivaras deve ser um homem admirável, eu suponho.
James e Lilian se surpreenderam com a fala do pequeno garoto, o respeito através dela era evidente. A mulher no balcão sorriu.
— Ele me disse para nunca vender esta varinha, apenas para entregá-la ao seu verdadeiro dono. Ela esteve esperando por você por muito tempo, Harry Potter. Faça bom uso dela. — a mulher disse, sorrindo ao ver o adolescente curvar a cabeça
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Harry estava em seu quarto, juntando todas as suas coisas no baú organizadamente.
Junto com as coisas de Hécate, obviamente.
Ele iria para Hogwarts essa noite e queria saber como seus pais estavam se sentindo. Não havia passado muito tempo com eles antes de partir novamente. Eles estavam se sentindo apreensivos ou aliviados? Ele nunca iria saber.
Trabalhou duro para se acostumar com os toques constantes de sua família, lutou contra sua mente antissocial e contra sua indiferença. Não era difícil lutar contra tudo isso com sua família, mas sabia que, em algum momento, iria deixar seu verdadeiro lado à mostra.
Todos odiavam seu verdadeiro lado, o lado sem sentimentos.
Claro, depois da discussão com sua "irmã", muitas emoções diferentes o tomaram, fazendo lágrimas escorrerem por suas bochechas. Mas ele sabia que, em algum momento, iria se acostumar com aquele sentimento e as lágrimas iriam parar de cair novamente.
Sentou-se na cama com as mãos tremendo de ansiedade enquanto cantarolava uma música, uma música que Kei sempre cantava para ele quando ele chegava da escola, onde passava por abusos com as crianças.
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O Menino que Morreu - Drarry
FanficOs gêmeos Potter, os gêmeos que sobreviveram à morte. Na mesma noite em que os gêmeos derrotaram Voldemort, Peter Pettigrew sequestrou Harry Potter enquanto seus pais ainda estavam desacordados. Crescendo sem saber nada do seu passado por uma mentir...
