Medo

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Harry Potter

Não foi Key que me torturou, não me lembro de ter sido levado ao banheiro da Murta. Apenas soube que estava lá quando acordei com um homem encapuzado e de máscara à minha frente com Pansy Parkinson ao seu lado.

A garota soluçava pelo seu choro e tremia de medo, me olhando; aquela lembrança era péssima.

Eu estava imóvel, ainda tendo uma crise de azaração e os cortes nos meus peitos não ajudavam nada a situação.

Não me lembro do que meu torturador disse, mas lembro de ter dado a resposta errada, fazendo com que ele me jogasse o feitiço Cruciatus. Isso aconteceu duas vezes até eu aprender a resistir ao feitiço de tortura.

Mas ao descobrir que eu estava resistindo ao feitiço, o torturador pegou sua varinha, apontando-a para meu braço, jogando um feitiço cortante, me fazendo gritar enquanto as palavras eram gravadas em meu braço.

"Prioridade do Lorde"

Ele queria me tirar respostas sobre o plano de Dumbledore, mas eu não tinha forças para falar, eu estava à beira da morte.

Pansy entrou na minha frente quando o homem iria me jogar o mesmo feitiço que Key me jogou, o recebendo por mim e fazendo-o cair no chão aos meus pés. A pior tortura foi ouvir seus gritos enquanto era arrastada para o outro canto do banheiro, enquanto começava a gritar de dor e pavor.

Encaro Murta, que estava escondida em um canto, olhando a cena com pavor, e movo meu dedo lentamente, apontando para a porta, vendo-a entender rapidamente, saindo pelos corredores e começando a gritar, fazendo o torturador quebrar a janela do banheiro e fugir.

Depois disso, o que aconteceu foram flashes. E agora aqui estou eu, sentado em minha cama um dia depois, contando tudo aos meus familiares, amigos e professores. Desta vez, não fiquei dias desacordado por estar inquieto e em alerta, isso não me permitia dormir.

Draco estava ao meu lado o tempo todo com sua mente nas nuvens, provavelmente pensando em Pansy e no que ela foi obrigada a fazer. Me obriguei a segurar sua mão, mesmo sabendo que isso iria me causar dor, mas sabendo que diminuiria a dor de Draco.

Alexy estava do meu lado direito acariciando meu cabelo enquanto me ouvia narrar a história. Seu olhar era de fúria e eu sabia que ele iria querer vingança, assim como Draco. Estava óbvio demais.

Óbvio até demais.

Eu precisava de um plano, a guerra estava prestes a se iniciar e todos sabiam disso. Não tinha um tempo para um plano elaborado.

Fiquei uma semana de cama até ser liberado e descobrir as mudanças em Hogwarts e suas novas medidas de segurança. Havia aurorais que estavam na Ordem da Fênix - que eu descobri por Alexy o que era depois de muito tempo - espalhados por toda Hogwarts. Uma barreira rodeava a escola, só permitindo que alunos e pessoas autorizadas por Dumbledore entrassem, assim como um dragão na torre de astronomia.

Aquele era um anúncio de guerra.

- Como está Pansy? - pergunto a Draco quando entramos em meu quarto, me sentando em minha cama e vendo ele fazer o mesmo.

- Ela não vai voltar ao normal. - Ele diz, me olhando com atenção. - Foram cinco minutos, isso a enlouqueceu. Assim como os pais do Longbottom. Não tem cura, ela vai ser internada no St. Mugus e provavelmente nunca irá sair de lá.

- Sinto muito. - Digo acariciando seu cabelo ao notar sua voz falha. - Tudo bem querer chorar, Draco, é uma situação difícil. Você não é fraco por isso, você só é humano.

O Menino que Morreu - DrarryHistórias para pegar e não largar. Descubra agora