A voz

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De acordo com Sirius, não havia dois príncipes há anos. Os últimos foram um príncipe e uma princesa que se amaram intensamente e decidiram "reinar" ao lado um do outro.

Ali estava eu, Harry Potter, o segundo príncipe da Sonserina.

Para isso acontecer, precisava ter uma reunião com alguns sonserinos e que o escolhido passasse por um teste de poder, o qual eu não precisei passar o conta dos meus feitos recentes. Além disso, ele precisava da aprovação e lealdade do príncipe. E eu tinha isso.

Foi impossível esconder o sorriso de ódio em meu rosto enquanto eu me aproximava da mesa. Draco conseguiu tirar minha pose de indiferente de mim.

Eu não sei o que me deu para me entregar tão facilmente, eu não o conhecia direito. Não era algo rápido como Romeu e Julieta, mas me fez entender o amor à primeira vista, algo que eu nunca acreditei.

Algo que eu nunca achei possível.

Quero conhecê-lo melhor, quero saber seus defeitos e suas maiores características. Quero saber sobre suas dores, seu passado, sua família, seus medos. Quero conhecer o verdadeiro Draco Malfoy.

Eu quero que ele fique.

Me sentei ao lado do loiro que me observou com um sorriso no rosto.

— Não precisava usar agora. — disse, me fazendo sorrir.

— Eu quis.

Era algo que aconteceu rápido, mas não significa que não seja verdadeiro.

Ele não era como meus outros relacionamentos, eu não o queria apenas por prazer. Mas eu não iria assumir isso para ele tão cedo.

Não tão simples assim.

Pansy nos observava com um sorriso no rosto. Eu e os outros membros da corte continuamos anos fingindo não saber de nada e agindo normalmente perto da garota.

Comi tranquilamente, olhando Dumbledore de relance, erguendo minha sobrancelha ao vê-lo conversando com Snape.

— O que foi?

— A mão de Dumbledore. — digo, olhando as veias negras com curiosidade. — É uma maldição?

— Eu não sei. — Draco diz, também olhando a mão do diretor com curiosidade — Azaração?

— A única azaração que eu conheço é a minha.

Ele respirou fundo.

Fomos para a comunal da Sonserina após a comida e cada um foi para seu quarto. Com exceção de mim e de Draco, já que eu fui para seu quarto.

Ergui uma sobrancelha ao ver uma tela em um cavalete com algumas tintas espalhadas.

— Não sabia que você pintava. — Me aproximei da pintura, sorrindo ao ver que era uma grande e bela cerejeira inacabada.

— Comecei há pouco tempo. Você desenha muito bem, acho que iria ser legal tentar algo diferente. — Ele olha a pintura por cima do meu ombro. Ele se aproximou, tirou minha tiara com delicadeza e abraçou minha cintura — como vão os planejamentos de invadir o ministério?

— Eu só precisei descobrir em que sessão ficam as profecias. — Digo, observando os detalhes da pintura. — Vamos no final do ano letivo.

— Entendo... — Ele beijou meu ombro com delicadeza. — Adorei o presente que você me comprou.

— Livros trouxas? Isso não se compara à tiara. — digo arfando baixo quando ele morde meu pescoço, fazendo minhas pernas tremerem — Malfoy...

Com um movimento rápido de suas mãos em meu quadril, eu me virei para ele, sentindo seus lábios entrarem em contato com os meus.

O Menino que Morreu - DrarryHistórias para pegar e não largar. Descubra agora