Depressão

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Muitas vezes nos arrependemos de nossas ações e isso é uma coisa comum, todo ser humano já passou por isso em algum momento de sua vida ou irá passar.

Draco havia passado a informação para Alexy do sonho, sonho que eu passei a ter todas as noites. Sonhos em ondevia Voldemort torturando todas as pessoas à sua volta quando algo não saía do jeito que ele queria.

Ver Key sendo torturado faz meu coração se apertar em meu peito.

Eu não sabia o que estava acontecendo, os sonhos não paravam e agora eu estava com medo de dormir. Draco já não dormia mais comigo por escolha minha, tinha medo de o machucar enquanto acordava assustado de um dos pesadelos.

Era como se a única parte que me protegia desses pesadelos tivesse sido retirada de mim. Foi fácil juntar esse fato ao ritual que havia mesmo tirado minha azaração, coisa que Pomfrey havia denominado como milagre, já que ela se foi de um dia para a noite.

Eu estava me arrependendo de ter feito aquela escolha, arrependendo-me de ter feito o ritual por conta dos pesadelos que me enlouquecem mais a cada dia .

As aulas e a Mikaela estavam cada dia mais me estressando, além da falha de achar algo útil nos milhares de livros que eu estava lendo e não ter nenhum tempo de paz para que eu ficasse com Draco ou com Nix, ou passasse no dormitório de Sirius para comer cookie.

Meu namorado fazia isso diariamente, me trazia alguns, mesmo que eu esquecesse de comê-los, ele sempre trazia.

Agora era uma manhã de sábado e eu estava deitado na cama, tremendo, após o pesadelo que tinha acabado de ter, tentando ter o mínimo de força para me levantar.

Eu estava ficando exausto.

- Harry, eu... - ouço uma voz da porta e ouço passos se aproximarem enquanto a porta se fechava - amor, amor, sou eu. - segurou minhas mãos, me puxando para ficar sentado e me abraçou, me puxando para seu colo - você não está mais lá, shiii.

- Ele faz coisas horríveis. - Comecei a balbuciar, deitando a cabeça no ombro dele. - Por Merlin, Draco, ele tortura crianças. Ele matou uma criança.

- Vai ficar tudo bem agora. - Acariciou minhas costas com a mão livre enquanto a outra segurava meus pulsos juntos. - Eu estou aqui pra você agora. Ouça minha voz, esqueça completamente tudo ao redor e foque na minha voz. - pediu e eu fechei os olhos me concentrando na sua doce voz - eu te amo, meu Harry. Você e eu vamos reescrever as estrelas, lembra? Juntos, nós podemos fazer tudo, tudo. Acredita em mim?

- S-sim. - Digo, relaxando aos poucos e me aconchegando - Eu estou exausto, Dray...

- Eu sei, meu amor. - Me roubou um selinho delicado. - Eu tenho que te levar até Promfrey para que ela cure seus machucados.

Eu o olhei confuso.

- Que machucados? - pergunto, vendo-o arregalar os olhos surpreso.

- Harry, quando eu cheguei aqui, você estava arranhando seus olhos. - disse, e eu o olhei assustado, levando minha mão até meu olho esquerdo, arfando pela ardência. - Vai ficar tudo bem.

- O que está acontecendo comigo? - pergunto baixo e assustado.

Draco me deixou deitado na maca enquanto Pomfrey passava um remédio em meus olhos, espalhando como se fosse uma pomada trouxa.

Respirei fundo, mantendo meus olhos fechados, e Malfoy segurou minha mão com delicadeza, acariciando-a enquanto se sentava na ponta da cama.

- Pode abrir os olhos, Harry. - Promfrey diz e eu obedeço, a olhando com atenção. - Agora me diga, o que aconteceu?

O Menino que Morreu - DrarryHistórias para pegar e não largar. Descubra agora