Traidor

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Música: rewriting the stars - James Artur, Anne-Marie

Saí do escritório de Dumbledore, forçando um sorriso doce ao ver Draco me esperando no corredor, e o segui para o refeitório, sentindo a dor em meu peito se aumentar cada vez mais.

Sorri levemente para Alexy, sentindo minhas bochechas doerem pelos sorrisos falsos, e me sentei, sentindo o olhar de Theodore em minhas costas.

Ele havia se afastado um pouco da corte por problemas com sua família, mas eu descobri que ele estava ajudando Dumbledore no plano e havia descoberto minha participação nele.

Blaise se sentou ao lado do amigo, roubando seu suco de abóbora, iniciando uma discussão. Parecia mais um dia tranquilo em Hogwarts.

Apenas um dia normal.

Eu me sentia mal por mentir para Draco, para Alexy, para a minha família. Aquilo tudo estava me tirando o sono.

Desde o ataque, tudo se tornou tão confuso em menos de uma semana, uma pequena semana.

As lágrimas insistiam em querer sair de meus olhos cada vez que Draco sorria, cada vez que eu mentia para ele ou para meu irmão era uma crise nova.

— Harry, podemos conversar? — Theodore se aproxima e eu concordo. — Draco, estaremos na torre de astronomia.

— Certo.

Levantei-me seguindo o Nott até a torre, a torre onde tudo iria acontecer naquela noite.

Arregalei os olhos em surpresa quando o outro me abraçou com força, acariciando as mechas de meu cabelo.

— Pode surtar agora. — Ele diz, fazendo meus olhos encherem de lágrimas. — Eu já sei de tudo.

Fechei os olhos, ajeitando-me no abraço, começando a chorar enquanto me sentava no chão junto ao outro sonserino que acariciava minhas costas em uma tentativa de me acalmar.

Foi enquanto eu descontava toda minha dor em apenas um grito, enquanto os braços de Theo me apertavam com força.

Ele apenas me soltou quando minha respiração começou a se regular.

— Não posso fazer isso. — Encaro a pequena sacada com o telescópio. — Não posso sem falar para Draco e Alexy.

— Você terá que fazer.

Respirei fundo, concordando com a cabeça, limpando meu rosto e sentindo meus olhos inchados.

Levantei-me com as pernas bambas, olhando todo o local. Theo ficou ao meu lado, me olhando com atenção enquanto eu descia as escadas, voltando a fingir que estava tudo bem.

Para a minha surpresa, eu vi Draco e Alexy conversando normalmente, encostados na parede, me esperando, e eu agradeço o feitiço de glamour em meu rosto.

Eles estavam se dando bem.

— Eu estou te dizendo. Harry realmente disse isso. — Alexy diz enquanto eu me aproximo, o assustando. — Oi, maninho.

— Eu disse o quê?

— Você disse para ele que os trouxas fazem sabão de crianças? — Draco diz, passando o braço por minha cintura. — Para de assustá-lo, amor, ele é seu irmão.

— Me falavam isso quando eu era pequeno. — Digo, ouvindo meu gêmeo rir. — Que foi?

— Você ainda é pequeno. — Ele diz, começando a rir quando eu avanço em direção a ele, sendo segurado por Draco.

O Menino que Morreu - DrarryHistórias para pegar e não largar. Descubra agora