- Dove e Luke podem se declarar seres totalmente diferentes. Os dois cresceram em cortes, lares e culturas distintos, mas desde quando acompanharam seus pais em uma reunião oficial dos Grão-Senhores, e os olhares se cruzaram... deuses, eles sabiam q...
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Luke Archeron
Eu sempre admirei minha mãe.
Não apenas pela força, inteligência, coragem e destreza, e nem pelo fato dela ter se tornado Grã – Senhora em meio a uma sociedade tão preconceituosa e também de ter governado a Corte dos Pesadelos durante anos e nunca ter matado qualquer um daqueles machos e fêmeas insuportáveis.
Tudo isso é o que faz dela alguém incrivelmente especial, mas tem uma coisa, que para mim é o que faz ela se destacar mais.
A paciência.
Enquanto observava do outro lado do vidro que separava a sala do ateliê do corredor, as crianças correndo, gritando e algumas jogando tinta uma nas outras, e a Feyre no meio, com calma, acalmando cada uma dela... Era impossível não se perguntar como é que ela consegue.
Criança nunca foi o meu forte.
Elas são barulhentas, choram por qualquer coisa, e tem algumas... que parecem eu estão possuídas por algum ser do mal. Talvez um valg ou algo do tipo.
Posso ter mais de cem anos, posso já ter enfrentado inimigos terríveis e lutado em guerras sangrentas, mas se derem duas opções, ir para um campo de batalha ou entrar em uma sala cheia de crianças, sabiamente escolherei a espada, a lama e o sangue.
— Tire esse espanto do rosto Luke, você e seu irmão eram piores. — Foi impossível não me assuntar quando a voz da minha mãe ecoou em minha mente.
— Que nós dois tocamos o terror em Velaris, como papai fala, disso eu não duvido, mas creio que não éramos nesse nível.
Feyre riu incrédula do que eu tinha falado.
— Caso não se lembrem, vocês dois já tocaram fogo na cozinha da casa tentando fazer brigadeiro. Além de terem quebrados várias espadas e adagas dos seus tios, e também destruídos várias peças da sua tia Mor quando inventaram de aprender a costurar e usaram as roupas dela como cobaias.
O fogo na cozinha foi acidente, não sabíamos que o gás era algo tão inflamável daquele jeito, papai nos proibiu de qualquer atividade que envolvesse fogo, até mesmo acampar, mas se tivesse alguém responsável por perto tudo bem.
Já as adagas, eramos crianças descobrindo a força feérica, e os vestidos... nunca vi a Morrigan tão assustada como no dia em que entrou no quarto e nos viu recortando o seu vestido vermelho favorito.
— Pelo menos nunca mexemos com nada da tia Amren. — Rebati.
E a Feyre murmurou um tipo de prece quando disse. — Graças a Mãe.