Me and you... and a few more?

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Esse é o capítulo final :')... WCBE foi minha primeira fanfic Larry que tive coragem de publicar e a que mais amo até agora, compartilhar ela me faz muito feliz e ver outras pessoas gostando da personalidade e evolução dos dois aqui me aquece o coração, espero que o final atenda as espectativas de vocês. Eu falaria muito mais, como o porquê de escrever uma fic que se passa na pandemia, de onde vem a personalidade dos dois, e muitas outras ladainhas, mas ninguém merece né?! Eu me pularia, então isso é tudo. Até a próxima, e obrigada por acompanhar <3

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Eventualmente o quarto de Harry se transformou no quarto de Harry e Louis, que fez o mais velho ganhar um novo escritório muito útil conforme os meses foram passando. Louis insistiu em comprar um ou outro porta lápis aleatório para Harry, o que deixou o mais novo completamente confuso, mas feliz com o novo visual de sua mesa que agora tinha um bob esponja em formato de caneca, e algo que lembrava um boneco assombrado para colocar suas canetas.

A pandemia não acabou no ano seguinte como tudo indicava. Nos primeiros momentos, a cada mês de esperança vinha um mês aterrorizante com novas variantes e perspectivas ruins para uma baixa final no número de casos. A forma como as notícias eram dadas passaram a não assustar tanto, apesar de continuarem alarmantes. Mas logo tudo parecia apenas uma questão lógica, visto que as medidas de proteção eram sempre afrouxada ao mínimo sinal positivo nos números, não havia como almejar uma melhora significativa com um passo para frente e dois para trás.

Era difícil continuar em casa dia após dia. Harry adorava a companhia de Louis, assim como Tomlinson tinha certeza que enlouqueceria se não fosse por Harry, mas eles sentiam falta de coisas cotidianas como todo mundo. Styles mal podia esperar o dia que voltaria com suas caminhadas matinais, ou quando poderia levar Louis até a fazenda de sua mãe para conhecer os irmãos felinos dele e todas aquelas plantas. Louis por mais que tivesse apresentado toda família via facetime, queria que Harry soubesse em pessoa como era um abraço da dona Anna, além de que mal podia esperar o dia em que voltaria a ir a pubs com os dois melhores amigos, e agora, também com o namorado.

Essa realidade não era bem algo que estava cada vez mais próximo, na verdade, quanto mais tempo passava, mais ficava claro que eles teriam adaptar suas vidas por um longo período de tempo, até que atividades antes comuns, voltassem a ser possíveis.

E aos poucos eles conseguiram, suas táticas de encontros inusitados foram uma grande parte disso, porque eles poderiam incluir seus amigos e familiares também, além de incentivar eles a fazerem o mesmo. Louis e Harry conheceram a família um do outro por telas, e passaram momentos importantes do mesmo modo. Mesmo que sentissem falta do calor humano, não poderiam dizer que estavam perdendo muita coisa. Harry não escapou do questionário de todas as irmãs de Louis, aprendeu que as mais novas eram muito mais sérias e protetoras do que as mais velhas e quase derreteu quando viu os gêmeos pela primeira vez. Assim como Louis teve de decorar os nomes de todos os gatos da senhora Styles e acabou por escolher um favorito. Ele descobriu que poderia criar seu próprio 'pé de muitas e muitas frutas, mesmo dentro do apartamento, e sob incentivo e conselhos de sua sogra, transformou a sala de Harry num verdadeiro matagal, e agora se intitulava orgulhosamente pai de toda aquela plantação improvisada.

Como era esperado, os trabalhos dos dois continuaram remotos, o que não era realmente um problema. Louis só sentia falta de interagir com a equipe cara a cara, tomar café nas salas de descanso e fazer suspense ao apresentar suas ideias de conceito. Mas ele estava bem, com colegas legais o suficiente para que não fosse um fardo vê-los por vídeo.

Já Harry ficava cada vez mais feliz com a modalidade nova de trabalho, não ter que ver os colegas tão estranhos e pouco amigáveis pessoalmente era realmente algo de que não podia reclamar. Ele só sentia falta de visitar pessoalmente os lugares para os quais fazia os projetos, mas os programas 3D, apesar de trabalhosos, davam a sensação de que ele conhecia tudo como a palma de sua mão.

We could be enough - L.S.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora