Capítulo 11

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  Jungkook

-Anda anjo desviado, tenho que voltar.

-Não acho minha cueca, você viu minha cueca?

-Sei nem da minha. -Escutei uma risada engraçada.

-Anda porra. -Meus olhos já estavam vermelhos no mais puro ódio, Jimin está cansadinho querendo ir pra casa descansar e esse trem não desenrola. -Vou te deixar aqui.

-Não. -Um grito. -Calma aí, já tô saindo, prometo.

-Kookie? -Virei pro meu bebê que estava brincando com os pequenos dedinhos. -Ta bravo comigo? -Fez biquinho.

-Não meu amor.

-Desculpa, ta?

-Oh meu bem, porque está me pedindo desculpas?

-Você está voltando lá pra baixo só por causa de mim. -Murchou os ombrinhos.

-Bebê, isso não é motivo para se desculpar, você está cansado, já fizemos o que tínhamos pra fazer, uh? -Ele me olhou. -Não vejo problema em voltar pra casa agora.

-Mesmo?

-Mesmo, eu nunca ficaria bravo com você meu bem, estou bravo com seu amigo folgado. -Ele sorriu e me abraçou. -Vamos pra casa, ficar de chamego o resto da madrugada uh?

-Vamos amor. -Ele deu os bracinhos todo feliz, peguei meu toquinho de gente e o aconcheguei a meu corpo.

Quando dei meia volta e comecei a andar a porta se abriu, dela saiu dois doidos arrumando a roupa no corpo.

-Tô pronto, simbora.

-De hoje você não passa. -Ele arregalou os olhos. -Prepara a mudança, você vai trocar de casa.

-Eu sabia que ia me lascar todinho.. tô nem aí. -Deu de ombros. -Pelo menos Jin vai comigo.

-Quem disse? Eu tô vivinho.

-Está me chamando de morto? -Namjoon fez uma cara de cachorro abandonado.

-Claro que não meu querido.

-Eu faço uma boa ação, te deixo descer.

-Fazer o que né, não é todo dia se que transa com um anjo e de quebra conhece o diabo, o que vier depois disso é lucro.

Cada coisa que tenho que vivenciar.

[...]

Alguns dias se passaram, no momento meu pequeno amor está sentado no meu colo olhando os demônios a nossa frente trabalharem.

Mandei que mudassem a decoração, colocassem coisas mais "animadas" para o meu neném.

-Se deixar cair eu faço que engula os cacos. -O demônio assentiu afobado e segurou firmemente.

Com um estalar de dedos tudo estaria como eu quero, mas gosto de dar trabalho para os outros, adoro ver as pessoas se ferrando e fazendo o melhor pra tentar me agradar.

Quando na verdade apenas meu Jimin me agrada, agrada mesmo sem fazer nada.

Mais minutos se passaram e eu comecei a notar meu pequeno diabinho mais mole em meus braços.

-Estrelinha?  -Quando não houve respostas, mas sim um suspiro manhoso eu tive a confirmação do que na verdade eu já esperava.

Meu bebê havia dormindo em meu colo, deitei ele ali e me inclinei beijando sua testa.

-Dorme bem meu amor. -Passei a mão em seu pequeno corpo e deixei minha mão na bunda farta.

Mas com o passar do tempo os demônios começaram a fazer barulho e a conversarem para resolverem as coisas eu fiquei receoso com o soninho da minha estrelinha, não podia o levar para o quarto pois estava de certa forma ocupado, e sozinho meu Jimin não fica.

Gosto que ele saiba que eu estou sempre pertinho dele, principalmente enquanto dorme.

Então deixei que minhas asas aparecessem e as envolvi ao redor do meu pequeno, fazendo assim ele ficar confortável sem que qualquer som atrapalhasse seu soninho.

Escutei um gemidinho manhoso e percebi que minha missão estava completa, então apenas aí eu voltei a atenção para a redecorarão do inferno.

Meu diabinho estava envolto como uma lagartinha em seu casulo, bem apertadinho, seguro e confortável.

Ao voltar a atenção para as "pessoas" notei que a maioria estava de olhos arregalados e alguns até tremiam.

Talvez seja por nunca ter deixado que vissem minhas asas, nunca achei necessário tal exposição.

Mas nesse momento é além do necessário, meu Jimin está dormindo e eu nunca deixaria que o atrapalhassem, fazer ato tão grandioso não é problema algum.

É ele, é por ele.

Tudo é necessário para sua segurança e conforto.

-Voltem ao trabalho, não deixem que eu me irrite a essa hora da manhã. -Assentiram rápido e voltaram a mexer nas coisas.

Estalei os dedos e o fogo ficou mais intenso, subindo mais calor ao ambiente.

-Hum. -Sorri pelo resmunguinho da minha vidinha e logo assumi a postura rígida de sempre.

[...]

-Seja bem vindo, coisa branca.

-Eu fui exilado. -Falou logo de uma vez.

-Estou sabendo, senta.

-Não tem.. -Ele semicerrou os olhos. -Como isso apareceu aqui?

-Não pergunte, apenas faça.

-Grosso.

-Jimin me fala isso com uma frequência enorme. -Ele fechou a cara depois de fazer uma cara de nojo. -E então? Como foi.

-Você não acredita.. -Relaxou a postura escorando as costas na cadeira macia que eu havia lhe arrumado. -Ele mandou eu escolher entre a farra com você e a santidade no céu.

-Pelo visto escolheu certo.

-Na verdade não foi bem assim, depois de uma longa conversa eu estava decidido a ficar, aquela noite foi boa, não me arrependo de momento algum mas eu ainda era um anjo, ainda tinha responsabilidades no paraíso. -Assenti prestando atenção no coisa branca. -Até ele afirmar que para o meu perdão completo que eu não poderia mais me encontrar com Jimin. -Fechou a mão em punho. -Que Jimin era um ser "sujo" e que não fazia parte da minha conduta ser amigo de um demônio.

Ele se levantou de supetão.

-Aí eu mesmo pedi pra descer, onde já se viu, largar farra e o sexo gostoso com Jin é uma coisa, agora querer que eu me desfaça da amizade daquele demoninho? Não não, mais olha, pedi minha passagem pra cá imediatamente.

-Jimin vai ficar muito feliz quando souber que o escolheu.

-Eu sei. -Sorriu. -Eu sempre o escolheria, Jiminie é como meu irmão mais novo e nada mudaria isso. -Sorri pra ele.

Eu realmente gostei dessa coisa estranha.

Ainda mais agora, tratou meu coraçãozinho bem tem pontos comigo, e ele ganhou vários.

Só espero que não mude, eu não exitaria em acabar com ele e nem com qualquer outro caso chagasse a incomodar minha pequena estrela.

Ainda faria com um sorriso no rosto.

Little DevilOnde histórias criam vida. Descubra agora