Seis

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Quando eu cresci um pouco, eu ja estava no segundo ano de escola, o segundo ano não era tão legal, mas eu pelo menos já havia me livrado do primeiro.
No segundo ano conheci uma pessoa, uma menina para ser mais específico, nós criamos um laço de amizade gigantesco.
Quando começamos a se falar foi algo super legal na época mas hoje em dia parece super estranho, tudo começou a acontecer quando um professor passou uma tarefa, algo super complicado que era: escrever de zero até cem, na época parecia muito complicado, então eu sempre deixo de lado o fato de que um dia eu prescisaria de ajuda para escrever números.
Todos na sala se sentaram com seus pares e eu fiquei sozinho, dando uma de ''eu" , acabei ficando sozinho, até que ela chegou, eu acho que ela não queria fazer par comigo, mas, foi obrigada para que menhum de nós ficassemos sozinhos, então ela puxou uma carteira que estava a minha esquerda, depois puxou a cadeira e ai ela se sentou, olhou para mim e disse:
- Oi.
- Oi. - Eu disse, absolutamente estranho, já que eu estava conversando com alguém(o que era bem raro).
- Você conseque ?- eu disse
- Acho que sim. até onde você já conseguiu?
- Até o quatro!
- Hum...Então vamos terminar o que falta, para que nós não tenhamos de ficar aqui o intervalo inteiro.
- Claro.
E então durante a aula nós começamos a escrever, e quando nos demos conta já faltavam mais ou menos quinze minutos para o intervalo, e então entregamos, mas todos já haviam intregado. Fomos os últimos. Mas enfim bateu o sino e ela saiu, eu não, eu fiquei fazendo cara de paisagem.
- Ei, você virá, Ou terei de busca-lo?
- Eu acho que não.
- Mas, o que você acha que vai acontecer na sua vida se você não se arriscar? - Ela disse em um tom de voz heróico.
E aquilo soou como um balde de água fria, vindo do nada e eu apenas assenti e fui atrás dela.
- Qual o seu nome?- eu disse após perceber que ainda não sabia o nome dela.
- Estela. E o seu?
- Bruno.
- Legal. Se você me desse sua letra R eu seria Estrela.
- Mas se eu te der o R eu seria Buno, e ficaria horrível.
- Tá, não vou roubar seu R.
- Eu sei - Ela disse ao mesmo tempo que ela deu uma risadinha discreta. E então coversamos mais um pouco, e após o sinal voltamos para a classe, que estava cheia de garotinhas e garotinhos soados.
E quando bateu o sinal de que a aula havia acabado, eu corri para minha mãe que me esperava ansiosamente ao lado do carro.
Não conversamos nada no trajeto, nenhuma palavra sequer.
Quando chegamos em casa eu fui para o quarto e troquei a roupa, joguei ao lado da cama e desci para baixo devorei o almoço ferozmente e fui novamente para o quarto, onde tive uma tarde normal de uma criança de hoje em dia: vídeo game.
A noite dormi intensamente, para acordar amanhã, ter mais um dia normal, e depois simplesmente esquece-lo como se não tivesse acontecido.

CÉU AZULOnde histórias criam vida. Descubra agora