*POV DUDA*
Dentro de mim havia confusão, o meu interior não concordava com as palavras que eu tinha acabado de proferir..., mas eu tenho que usar a razão, não quero ser só um peão no meio de tudo isso, estava cheia de ressentimento.
Fiquei cantarolando músicas para lavar a alma, não poderia perder a cabeça, não era apenas um romance, ou qualquer coisa que seja, era o futuro da empresa do meu pai em jogo, me iludi em pensar que poderíamos ter algo a mais, mas vida que segue, vou deixar isso de lado.
Passaram uns dias e não vi a Bianca, nem sequer nos falamos, mas como nossa empresa estava se mudando para a sede da empresa dela teríamos que nos ver todos os dias a partir de hoje. Confesso que estou mais calma e não quero mais arrumar confusão. Hoje teria uma reunião importante e estava preparada para tal.
*POV NARRADOR*
A manhã seria longa, a notícia que as empresas estavam se fundindo causou alvoroço na bolsa de valores brasileira, as ações da empresa subiram 43%. Chegando na reunião Bibi estava sentada ao lado de seu pai, Duda chegou com o seu pai e sentaram um ao lado do outro, uma de frente para a outra, elas só trocaram cumprimentos formais e seguiram em silêncio, prestando atenção na reunião.
Pai de Bianca elogiou toda a sua equipe, a sua filha que cuidou das filiais espalhadas pelas cidades e elogiou Duda.
- Quero agradecer mais precisamente a senhorita Maria Eduarda Kropf, que foi a alma dessa transição, com tua sua destreza e eficiência conseguiu chegar a uma logística que beneficiou a todos, o aumento das ações da nossa empresa em 43% foi mais do que tudo pela sagacidade e inteligência desta mulher. Uma salva de palmas para a senhorita Kropf, por favor! – todos aplaudem - Com isso a reunião está encerrada, somente Bianca, Maria Eduarda, advogados e seus assessores aqui, por favor.
Enquanto o pai de Bibi elogiava Duda, a mesma estava envergonhada, porem honrada com isso tudo. Bianca não tirava os olhos da morena, admirando-a.
- Bom, estamos aqui porque queremos que o noivado e casamento de vocês aconteçam em até um ano, a partir dessa semana vocês sempre irão sair juntas. Seus assessores e advogados a partir daqui vão tomar as rédeas, agora se vocês me derem licença, tem uma surpresa pra todos os funcionários lá no saguão, uma comemoração por mais essa conquista. – Disse meu pai com o consentimento do pai de Bianca.
- Bianca, mostre o novo escritório de sua futura esposa. – Disse o sr. Tatto.
Bianca segurou a porta para Duda passar – por aqui, Duda.
A morena assentiu e esperou Bibi leva-la até o escritório. Chegando lá Duda viu que era grande, com móveis amadeirados, bem iluminado, tinha um pequena adega, pensou logo que era ideia de Bianca, tinham uns quadros de natureza, alguns relacionados a música, umas plantinhas, uma mesa de centro com poltronas escuras, sua mesa era grande, tinha um tv, era bem aconchegante e elegante.
- A arquiteta do prédio decorou e eu dei algumas ideias, mas você tem a total autonomia para mudar tudo que não gostar, vou pegar minhas coisas na minha sala, que fica ao lado, qualquer coisa pode me chamar. – Disse Bibi saindo da sala de Duda.
Duda ficou olhando sua sala nova, pensando em tudo que havia acontecido, ficou passando as mãos nos móveis e pensando no que a Bianca ajudou a decorar. Rapidamente trancou a sala e foi para a sala de Bibi.
- Oi – disse abrindo a porta e vendo a mesma colocando uma dose de whisky em seu copo – não agradeci por ter ajudado a decorar a minha sala – entrou e sentou em um poltrona ao lado de Bibi.
- Não precisa agradecer, quer uma bebida? – ofereceu para a morena.
- Não deu nem a hora do almoço, Bianca – disse para Bibi que continuou olhando para a mesma – quero o mesmo que você – completou.
Bibi então serviu a morena e sentou na poltrona em frente a dela.
- Maria Eduarda...
- Bianca, quero conversar com você sobre aquele dia – a morena interrompeu a Bibi.
- Então, sei que não terminamos a conversa bem, mas estou disposta a ter uma relação confortável com você, acho melhor a gente tentar, pelo menos, nos tratarmos apenas como amigas e não passar disso.
- Tudo bem Maria Eduarda – Bianca suspirou se rendendo aos argumentos de Duda - concordo com você, acho que fomos no calor do momento e não pensamos muito bem, então permanecem os mesmos acordos de antes? Você vai voltar pra casa?
- Sim, é o melhor para todo mundo, já que teremos que ser midiáticas a partir de hoje. – Disse Duda bebendo o resto de whisky de seu copo.
- Bem, então vamos, temos que manter as aparências para o povo lá em baixo.
As duas foram então juntas. Ficaram a maior parte do tempo sem falar, só escutando as histórias que os colegas de trabalho contavam. No final do dia Bibi foi ajudar Duda a levar o resto das coisas de volta para sua casa.
Bianca pode notar que Duda não estava mais fazendo brincadeiras, mas estava calma, Bibi não estava escondendo a felicidade de ver a morena de volta para sua casa, mas ao mesmo tempo estava triste, pois sabia que tinha machucado ela.
- Duda, eu devo desculpas para você, foi minha culpa tudo ter saído dos eixos – Kropf olhava atenta – não vou negar que estou feliz por você ter voltado para cá, fico feliz também por você me permitir ainda ficar na sua vida.
- Está tudo bem, Bianca. Agora vou subir.
Bibi sabia que seria difícil uma aproximação, então não quis forçar mais nada. Os dias se passaram, Tatto sempre levava Duda junto consigo ao trabalho, tomavam café juntas, falavam sobre trabalho ou qualquer coisa superficial, no almoço não ficavam juntas, diferente da Bibi, Duda sempre almoçava com os colegas de trabalho, Bibi era mais marrenta, não dava abertura para ninguém, intimidava todos.
Duda era o oposto, sempre acolhedora, exalava simplicidade e alegria, logo conquistou todos ao seu lado.
Eis que um dia Bianca resolve almoçar com Duda e seus colegas de trabalho, havia uma tensão na mesa, Bianca sempre calada, observando tudo.
- Veio almoçar com a gente pra ficar com essa cara amarrada, Bibi? – soltou um riso, o que fez a mesma sorrir largo, todos da mesa ficaram atentos com esse ilustre sorriso.
Acabaram o almoço e a morena conseguiu arrancar algumas palavras de Bianca e sorrisos durante o mesmo.
- Bom, foi muito agradável o almoço, mas agora voltarei para minha sala. Duda quando tiver um tempo passe na minha sala – disse levantando da mesa e indo embora.
- Nossa Duda, que nervoso eu passei nesse almoço, pensei que ela poderia demitir a gente a qualquer momento – disse um dos colegas de trabalho de Kropf.
- A Bianca só é assim por fora, por dentro é uma boa pessoa, mas ela tem essa barreira para ninguém passar dos limites com ela, mas caso ela queira almoçar com a gente sempre, vai se soltar e sei que no final disso tudo vai até chamar vocês pra sair. – Disse Duda.
No final do expediente Duda foi na sala de Bianca saber o que ela queria.
- Duda, hoje a noite vamos lá na Faber, chame seus amigos, chamarei os meus, vamos comemorar o sucesso da união das empresas, não fizemos isso e merecemos, pode chamar também seus colegas de trabalho, caso queira.
- Ah, vou chamar só os meninos mesmo, queria mesmo beber, ando muito pilhada e não quero que o pessoal do trabalho me veja bêbada, porque hoje eu vou dar trabalho – riu.
- Então vou pedir pro motorista ficar a postos, Sofia falou que trouxe duas bebidas exóticas da sua última viagem, você sabe como é. Eu estou terminando aqui uma papelada, se você quiser me esperar pra irmos juntas...
Duda acena com a cabeça e espera Bianca terminar tudo para ir. Depois de chegarem em casa, se arrumaram e foram para a Faber.
- Você está linda, Duda. – Disse Bibi entrando na Faber com a morena.
- Obrigada, você também. – Duda respondeu tentando ao máximo não dar abertura para Bianca.
Chegando lá cumprimentaram todos e começaram a beber, só Sofia e Matheus ainda não tinham chegado.
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Negocio a parte - Duanca
Fan-FictionBibi Tatto é herdeira única de uma das maiores redes de gravadoras musical do mundo, dona de uma vida badalada e de uma presença mais que marcante. Duda Kropf trabalha para seu pai, que é dono de uma companhia de agencia de influenciadores, segura d...
