TRÊS

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ZOE


Termino de me arrumar e me sinto um espetáculo. Vestia uma lingerie preta que era puro convite ao pecado — rendada, ousada, feita para provocar com elegância. O sutiã de renda transparente delineava meus seios com perfeição, realçando minhas curvas com detalhes delicadamente bordados. A calcinha combinava em estilo, baixa e insinuante, acompanhada por uma cinta-liga ajustada à cintura, da qual desciam tiras finas que se prendiam às meias pretas de seda, contornando minhas pernas como uma promessa não dita.

Meus cabelos estavam soltos, caindo em ondas sensuais sobre os ombros e pelas costas, selvagens e irresistíveis. A maquiagem era marcante, sem exagero, mas impossível de ignorar — olhos esfumados em tons escuros, delineador afiado e lábios pintados de vermelho profundo, quase vinho, que pareciam feitos para serem beijados.

O quarto era pequeno, mas decorado com luzes âmbar que lançavam sombras quentes nas paredes, criando um cenário perfeito para o que estava por vir. Um espelho de corpo inteiro refletia minha imagem, me fazendo sentir ainda mais confiante e pronta para a noite.

— Uau, está de tirar o fôlego, querida — Miranda comenta, parada na porta do meu quarto, os olhos brilhando com uma mistura de aprovação e malícia.

— Obrigada. — Eu estava mesmo um arraso.

— Pronta?

— Estou um pouco nervosa. — Confesso, sentindo o friozinho no estômago.

— Beba isso. — Ela me entrega um copo.

— O que é? — Pergunto, olhando o líquido âmbar.

— Uísque.

— É bom?

— Vai deixá-la mais solta.

— Obrigada. — Viro o líquido de uma só vez, sentindo o calor queimando minha garganta.

— Outro?

— Sim, por favor.

— Beba e vá para o palco.

— Certo.

Termino a bebida e sigo pelo corredor, o som abafado da música já me alcançando. Ouço a voz de Miranda me anunciando: hoje eu sou o espetáculo dela. Subo no palco cheia de coragem — ou talvez pela força do álcool. Quando a música começa, aqui em cima não sou a Zoe, sou a Candy.

O ambiente é tomado por uma iluminação baixa, com tons vermelhos e roxos que dançam no ar junto com as partículas de fumaça fina. O cheiro de perfume misturado a álcool e adrenalina cria uma atmosfera eletrizante.

A música preenche o espaço como uma promessa, seu ritmo lento e pulsante vibrando no ar, e eu me movo com ele — como se cada batida fosse uma extensão do meu corpo. Sozinha no centro da sala, iluminada por uma luz suave e provocante, aproximo-me do pole com passos lentos, os quadris balançando no compasso exato da sedução.

Meus dedos deslizam pela barra metálica com intimidade, como se já nos conhecêssemos há muito tempo. Com um giro suave, esfrego meu corpo no pole com domínio e graça. A cada movimento, minha pele brilha sob a luz tênue, como se estivesse coberta de desejo.

Desço devagar, corpo colado à barra, olhos semicerrados, respiração entrecortada se misturando à música. Cada gesto é calculado, mas ao mesmo tempo natural — como se eu tivesse nascido para isso: para provocar sem dizer uma palavra, para hipnotizar apenas com o movimento das ancas e o arquejo do corpo contra o aço.

Os olhares de cobiça me atiçam, e então começo a dançar ainda mais sexy. Rebolo até o chão, de joelhos engatinho pelo palco, passando as mãos pelos meus seios, apertando-os com firmeza, jogo a cabeça para trás... solto um leve gemido enquanto jogo charme.

MINHA OBSESSÃO ( DEGUSTAÇÃO )Histórias para pegar e não largar. Descubra agora