OITO

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ZOE


— Hoje vou pegar mais leve com você, não quero forçar você a ultrapassar seus limites — ele sussurrou com a voz rouca de desejo, um misto de controle e tentação que me deixou arrepiada.

— Não precisa se conter, mestre — respondi, a voz trêmula, mas firme. Queria ele inteiro para mim, sem reservas, sem meias medidas. A ideia de que ele pudesse me deixar ali e terminar com outra só me deixava inquieta, ansiosa.

Meus olhos não paravam de explorar o quarto, cada detalhe, cada canto daquele universo proibido.

— Concentre-se apenas em mim — ordenou, a firmeza em sua voz não admitia outra resposta.

— Desculpe, senhor — murmurei, lembrando que ali, naquele espaço, ele era mestre.

— Mestre, aqui, é mestre — corrigiu com um leve sorriso que fez meu corpo estremecer.

— É difícil de lembrar — confessei, meio envergonhada.

— Então se acostume — disse ele, caminhando até o armário.

Eu não conseguia desviar o olhar do cavalete que ficava num canto do quarto, com buracos para o pescoço e pulsos, correntes espalhadas... E aquelas agulhas? Meu corpo gelou só de imaginar.

Santiago voltou segurando uma faixa de cetim vermelho. Me puxou para um beijo intenso, quente, molhado, como se quisesse me consumir inteira.

Começou a explorar meu corpo, cada toque, cada beijo, despertando em mim uma excitação que eu não sabia até onde iria me levar.

Meu robe deslizou, escorregando pelos meus ombros, até cair no chão, deixando minha pele exposta aos seus olhos famintos.

— Vá para a cama — ordenou, firme.

Me deitei no centro da cama, sentindo a textura macia dos lençóis contra minha pele já sensível.

Santiago subiu sobre mim, sua boca devorando meus mamilos com uma mistura de carinho e desejo selvagem. Mordeu um deles com firmeza, fazendo um grito escapar dos meus lábios, enquanto meu corpo arqueava em resposta.

Aproveitou a oportunidade para deslizar dois dedos quentes e úmidos em minha boceta, movendo-os com ritmo firme, arrancando gemidos involuntários de prazer.

Quando tentei agarrar seus braços, arranhando sua pele, ele se afastou com um gesto firme, retirando minhas mãos.

Meu pulso esquerdo foi preso por uma corda de algodão vermelha na beirada da cama. Logo depois, ele amarrou o outro pulso da mesma forma.

— Assim está melhor — murmurou satisfeito.

Levou minhas pernas, depositando beijos ardentes antes de prendê-las também, me deixando completamente amarrada e exposta.

— Como se sente? — perguntou com a voz grave.

— Muito bem, mestre — respondi, meu corpo já entregue.

Ele voltou para cima de mim e mostrou uma venda de cetim vermelho.

— A partir de agora, você não vai ver mais nada.

A venda cobriu meus olhos, mergulhando-me em um escuro profundo, onde todos os sentidos se aguçavam.

Senti sua respiração quente contra meu rosto, o afastar dele e, então, o silêncio.

— Já usaram um chicote de montaria em você, Zoe? — perguntou com uma voz quase sussurrada.

— Não, mestre — respondi, o coração acelerado.

MINHA OBSESSÃO ( DEGUSTAÇÃO )Histórias para pegar e não largar. Descubra agora