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No planeta terra jamais alguém discriminou outra pessoa por causa de sua etnia, fé ou sexualidade. As multidões se relacionavam Constantemente com outras pessoas, de forma quase que mágica.

Tudo funcionava calmamente por conta de uma característica que todo ser humano funcional possuía: Alma gêmea, ou como alguns chamam, "sua metade".

Durante a puberdade, os indivíduos desenvolviam sua tatuagem na qual um pequeno nome aparecia em seu pulso direito, indicando assim quem seria o dono de seu coração pelo resto da vida.

Talvez Riki devesse ser grato por não ter nenhuma. Para dizer a verdade, apenas a idéia de que alguém poderia ser seu dono, como se fosse um objeto pequeno e frágil, era assustador. Estava prestes a cruzar a linha tênue entre a adolescência e a idade adulta, e segundo os médicos, era quase impossível desenvolvê-lo.

Sim, realmente deveria ser grato.

Mas não conseguia.

Porque, naquele mundo as pessoas sem uma alma gêmea estavam condenadas a nunca sentir amor. Ali, se inundar de sentimentos não correspondidos era o pecado mais sujo e repulsivo.

Uma doença como a dele não era apenas uma tragédia, mas também uma vergonha, uma punição do destino por não ser normal como os outros.

ah, ele realmente queria estar destinado a Hayato

Mas no pulso liso de seu melhor amigo era claramente visível o nome de "Lee Kely" com a mais bela e perfeita caligrafia já vista, e isto doía, doía muito.

                         ...

—filho, por favor... Se você se operar tudo ficará bem. Você vai continuar com a gente e ninguém terá que saber sobre isso...

—mãe, prefiro falecer do que esquecer todas as coisas que sinto por ele.

—por que você quer algo assim? -as lágrimas escorriam dos olhos da senhora Yamamoto traçando caminhos por suas bochechas - Riki, por favor! Você está morrendo!

—Se eles me curarem, vou parar de sentir. Isto é o mais próximo do amor verdadeiro que eu jamais poderei ter.

Wildflower | Hanahaki FicOnde histórias criam vida. Descubra agora