Seus olhos se mantinham fixos no homem sentado na cama hospitalar,, seu corpo estava coberto por faixas brancas e tecidos leves que são particulares de hospitais.
— Pai...? — Sua baixa voz ecoou naquele cômodo pequeno de uma maneira surpresa, deu mais alguns passos para frente ainda incrédulo, nunca imaginou que todo o ódio direcionado ao seu pai um dia se tornaria real. — O seu olho... — Sasuke caminhou ao seu lado direito e colocou a mão lentamente em cima de onde estaria a sua suposta mão direita.
— Braço errado filho. — Fugaku levanta seu braço esquerdo e com movimentos delicados, ele retira os tecidos que cobriam aquela parte de seu corpo.
Os leves tecidos caem e se despejam no chão e na cama, os olhos do Uchiha mais novo se arregalaram e suas mãos foram até sua boca, a cobrindo. Suas sobrancelhas tremiam assim como suas pernas, seu pai estava completamente cego de um olho e sem um dos braços, aproximou-se e olhou mais a procura de algo novo.
Fugaku pegou os lençóis e os retirou de cima de suas pernas, mostrando o gesso revestido em suas pernas. Três passos para trás foi o suficiente para Sasuke demonstrar seu espanto, agarrou na cortina atrás de seu corpo para que não caísse, nem mesmo sentia o frio por estar longe de Naruto.
— As pernas quebradas, sem um de meus olhos e sem um de meus braços, sua mãe os vingou bem, não concorda? — O sorriso morto nos lábios finos de Fugaku tiraram do rosto do moreno uma enorme indagação. — Oh... Vejo que sua mãe não lhe contou que foi ela quem fez isso comigo. — O Uchiha começou a ajeitar os lençóis de volta para cobrir seu corpo novamente, o vento que entrava pela janela era frio.
— Eu não sei de nada que aconteceu nesses últimos três dias... — O moreno mexeu na cortina e conseguiu sentir um puff do outro lado, afastou os tecidos e o puxou para que pudesse se sentar e conversar um pouco.
— O que fez nesses três dias? — Sua pergunta saiu em uma voz suave e gentil, Sasuke jamais imaginou que seu pai poderia fazer essa voz. O mesmo perguntava enquanto se ajeitava na cama, para que pudesse ver melhor seu filho com o único olho que lhe restou.
Sasuke ficou em silêncio assim que seu pai terminou a pergunta, não sabia como estava tão calmo para conversar com ele depois de todas as coisas que ele havia lhe feito.
— Não precisa ter receio em me dizer, não é como se eu fosse fazer algo. — Fugaku sorriu mais uma vez enquanto estica seu braço, que pousou delicadamente no topo dos cabelos de Sasuke e começou a acariciar.
— É engraçado parar e reparar. — O moreno abaixou um pouco sua cabeça e inclinou para frente enquanto o Alfa tentava entender o que o Ômega se referia. — Você sempre me punia com a mão direita, mas sempre me acariciou e me acolheu com a mão esquerda. — A mão de seu pai de repente ficou mais leve, o mesmo puxava em sua memória todas as vezes que abraçou e bateu em Sasuke.
— Creio que com isso, mesmo que eu peça seu perdão, não serei digno de recebê-lo. — Ele retira sua mão de Sasuke e ajeita seu corpo, olhando fixamente para o teto acima de sua cabeça.
— Não. — Sua voz foi grossa e firme. — Não posso dar o luxo de tirar a culpa de suas costas, não depois de tudo que você me fez em todas essas vidas... — Os punhos de Sasuke se encerravam cada vez mais em suas coxas, o mesmo segurava as lágrimas de ódio e tristeza.
— Hum... Isso quer dizer que eu já fui seu pai em outras vidas... — O Uchiha menor levou suas mãos aos seus olhos segurando as lágrimas. Um barulho de porta se abrindo se emitiu baixo. — Espero que em algumas delas eu tenha lhe feito feliz, mas se você não vai me perdoar nem pelas outras, presumo que eu sou e nunca fui o homem certo para ser seu pai... Me perdoe por isso também... — O Alfa enterrou mais sua cabeça no travesseiro, agora virando um pouco seu rosto para olhar em seu filho.
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Alfa no Alfa
Fiksi PenggemarOmegaverse Um erro, péssimo erro. Não havia percebido que estava mexendo na conta errada, agora estaria tudo arruinado, anos de trabalhos duro jogados no lixo por um erro medíocre. Por mais que corresse, não havia para onde se esconder, mesmo que pu...
