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Kevin

Olhar pra cara dessa mulher me faz senti um ódio que me queima por inteiro, papo reto o bagulho é surreal. A raiva e o rancor que eu sinto por ela faz meu peito até treme. Olho pro pivetinho no seu colo amedrontado, com os braços bem magro e sua roupa bem maior que ele. Senti uma parada estranha quando ele chamou ela de mãe. Não sabia que essa maldita tinha tido mais filho, quando ela veio aqui só veio ela e o outro cuzão lá. Ver a atenção que ela da ao menor me faz senti uma parada estranha. Ver seu medo alimentar ainda mais meu ódio e a vontade de ranca sua cabeça do lugar com as próprias mãos

Babi - kevin.. _ ela da um passo em minha direção quando olho pra ela a mesma trava receosa

- não tem papo Barbara, essa filha da puta de mim não tira um real. Já avisei que se pisasse aqui outra vez ia sai morta não foi? _ sou frio ela aperta as mãos aprienciva olhando pra Odete que chora passando a mão na cabeça do moleque

Odete - por favor meu filho...

- meu filho o caralho dobra tua língua pra se referi a mim desse jeito _ vozifero travando os dentes ela se encolhe mais _ tu nunca foi mãe pra me chama de filho porra da achando quem tem moral pra me chama assim por quê?_ aponto o dedo pra ela _ Me largou com seus pais e saiu pro mundão pra curti e agora depois de velha vem com esse papo de filho? _ ironizo com iscarnio_ Filho é o caralho, vai toma no meu do teu cu sua desgraçada. Pra mim tu não passa de uma vagabunda, safada que me largou aqui e meteu o pé com o outro arrombado lá pra viver livre da responsabilidade. Sumiu no mundo sem da uma notícia, nem se quer a porra de uma satisfação e volta depois de anos dizendo está arrependida? Agora que tá na merda vem achando que tem filho? O caralho rapá tu vai e se fude_ arqueio as sombrancelhas, com sangue nos olhos apontando o dedo pra ela que nega com a cabeça soluçando

Odete - eu não fiz isso, pensando da maneira que se ta pensando _ ela suspira estremecida _ me deixa te conta pelo menos a minha versão dos fatos. Eu nunca quis te abandona, nosso objetivo era...

- eu não quero sabe PORRA_ rosno alterado perdendo a paciência _ nada que vem da tua boca me interessa. Por mim tu pudia tá morta que eu estaria pouco me fudendo, não tô nem aí pra porra nenhuma que vocês passaram. Eu nunca vou aceita o fato de ser abandonado por vocês _ começo a fica ofegante, sentindo os nervos ficarem tenso demais_ o ódio que eu sinto por vocês não tem justificativa nenhuma que vai fazer apaga, nada que venha da tu boca imunda vai me fazer perdoar tudo que vocês me fizeram passa _ aperto mais meus punhos sentindo minhas mãos transpirando _ tua mãe morreu na esperança que te viria pela última vez antes dela morre e tu nem ai. Já teu pai sempre foi convicto no caráter fudido de mulher que tu é, ele sempre soube que estaria pouco se fudendo pra tua família e iria continuar vivendo tranquilamente seja lá onde caralho tu tava. Tu jamais ia larga sua vida de lá pra vir pra cá se não estivesse precisando de ajuda. Porque é isso que tu é pra mim. Uma puta de uma oportunista que veio atrás do otário aqui querendo paga de mãe só pra usufruir da porra do meu dinheiro _ soco a mesa com ódio e o barulho ecoa na sala fazendo ela estremece de susto

Babi- não fala assim kevin _ olho pra ela que está com os olhos marejados _ ela não é uma oportunista como você pensa, ela nem sabia que você que iria fala com ela_ ela enfrenta apertando só punhos

- fodasse que não sabia. Deveria ter metido o pé quando soube porque meu papo foi reto na primeira e última vez que ela boto a porra do pé no meu morro_ vocifero olhando dentro do seus olhos que vacilão com medo mais ela não deixa se abalar

Babi- mesmo depois de saber que tem um irmão pequeno, que quase foi morto hoje se eu não estivéssemos chegado lá pelos capangas do agiota que te falei. Sabendo da situação horrível que eles estão vivendo você vai vira as costas e deixa o garoto morre por eles ou por fome? _ travo meu maxilar respirando ofegante sem deixa de encarar ela_ eu entendo sua dor e sua mágoa pelo que se passou, mais ele não tem nada haver com isso. Olha pra ele_ desvio a atenção pro muleque que me olha com medo, agarrado no pescoço dela que não para de chora _ tá todo magrinho, com certesa eles estão com fome _ sua voz embarga e eu desvio o olhar pra ela outra vez_ você não precisa perdoar ela nem ter contato se não quiser_ sua voz suave entra na minha mente causando um sentimento estranho _ mas por favor não deixa eles voltarem pra lá e corre o risco de morre outra vez. Os meninos tiveram que troca tiro com os caras assim que pegamos eles na rua, quase atropelando com carro quando ela tentava fugi deles _ franzo a testa e olho pro Diego e perninha que concordam com a cabeça e minha atenção volta pra ela que se aproxima de mim cautelosa _ você não precisa ajuda ela por ela e sim pelo menino tadinho, tão pequeno passando por toda essa situação, ele tá assustado com medo. Você vai se capaz de deixa ele continua vivendo assim?_ ela para do meu lado e eu esquadrinho seu rosto sentindo a garganta doer

Amor No Jacarezinho Vol. 1 ( Morro)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora