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Kevin

Aperto meu lábio inferior no dente, sentindo meu coração acelerado, respiração ofegante e a minha mente completamente fudida vendo ela chorando assim. Tô nervoso pra caralho nem sei controlar essa porra que tá ardendo meu peito. Até um tempo atrás nada me abalava e durante esses últimos meses ando sentindo essas parada que tá me desestabilizando geral, papo reto tô neuroticão. Tô lombrado, cheirei pra caralho na zona tentando esquecer essa diaba e nem consegui entra no clima pra come as putas. Das sete que eu escolhi só comi duas e mandei elas me estiga dançando pra mim enquanto uma chupava a outra mais nada mano, só os flash da noite que eu tive com ela vinha na mente e o momento que ela entrou com aquela mulher na boca. Outra coisa que tá me fudendo também foi ver essa mulher que fudeu com a minha vida. Geral pensa que é fácil ver alguém que tu quis mas te abandonou sem nunca se quer liga pra sabe como tu tá ou alguma parada do tipo. Assim como o menor quis ela quando me viu e sentiu medo um dia eu senti e ela não tava lá. Quando era menor fui perseguindo pra caralho pelos muleque maior que gostava de judiar dos pivete da minha idade na escola. Eu mal tinha o que come imagina o que vesti? Usava roupa tudo remendada que minha vó sempre costurava quando rasgava. Faze de crescimento era foda nem sempre ganhava o que vesti. Quando a gente é menor a gente não entende porque passa por essas parada mas sobrevive como pode. Eu não tinha nem dez porcento da maldade que eu tenho hoje então eu sofria pra caralho na mão desses muleque que hoje nem moram mais aqui. O peito chega a doer quando lembro de quando juntava aquela tropinha de zé ruela pra começar a zomba na intenção de me humilhar. Quando tu não bate de frente com um pela saco desses eles vem grandão tocando o horror até te fazer chora. Eu queria tenta enfrentar mais o medo me travava tá ligado?! Via eles fazendo a covardia e não conseguia reagir por medo de sofre mais. Eles eram em seis e eu só um e como eles gostavam da judiaria sempre vinham de turma e vez e outra de dois e nunca passavam a batido, era só me vê que já vinham na intenção de sacanear. Eles pegavam meu caderno tacava no chão e pisavam, tinha vez que até rasgavam, quando me viam passando perto do valão, me jogaram dentro duas vezes, cuspiam na minha cara e diziam que eu não era ninguém me humilhavam na covardia mermo tá ligado?! Não sei o que eu tinha que encomendava os filho da puta que não pudia me vê ver já vinham de graça fazendo piada e os caralho. Insultavam minha família como a do cachorro coragem o cão covarde, como meu vô era magro alto e ranzinza, minha vó gordinha de óculos redondo e cabelos enroladinho branco e eu era o cachorro medroso sem coragem pra bate de frente com eles.

A quem diga que isso não faz mal a ninguém e que é coisa de criança, defende a judiaria a humilhação desmerecendo o sofrimento de quem passa mas mal sabe o estrago que essa porra causa na mente ainda mais na minha que tava passando pela dor do abandono. Demorei pra pega a maldade e aprender a briga. Fui acumulando ódio até meus nove, dez anos mais ou menos e tomei coragem pra enfrentar um deles. Tava cansado já na moral, chega uma hora que tua mente não consegue mais aceitar tanta humilhação desnecessária. Nunca fazia nada prós pau no cú e eles me cercavam só pra tira onde e paga de maioral. Mais de anos sofrendo na mão dos filho da puta e eu já não aguentava mais, até que um dia eu estourei e peguei um pra loco. O ódio queimava dentro e de mim e eu só queria descontar no arrombado toda minha fúria e foi aí que eu quase tive meu primeiro assassinato. Chandinho tava vindo no meu encontro junto com um outro menó que hoje eu nem lembro, eu fui passa perto como sempre já me olhou com aquele sorriso sarcástico e começou a imita o choro do cachorro e o bagulho me estresso. Tinha acabado de discute com meu avô pela merma fita de sempre quando ele bebia e sai de casa cheio de ódio e foi no desgraçado que eu descontei. Nois peloto socando um o outro e ele me derrubo perto de uma pedra de ponta. Não pensei duas vezes e só fui socando na cara na cabeça dele com toda a força e quem tava ao redor começou a grita quando o sangue na cara dele começou a espalhar. Não tinha nada ali que fazia meu ódio para e eu continuava a soca até dois cara me junta pelo braço e me tiraram de cima dele ofegante e eu olhava pra ele desmaiado ensanguentado. O bagulho foi loco rapá, fui para na Febem que hoje é fundação casa correndo o risco de só sai de lá depois dos dezoito. Xandinho foi para na UTI e fez cirurgia no nariz que desloco e deformou sua cara com vários corte e o crânio trincado. Não me arrependo de nada que eu fiz tá ligado?! Geral me chamou de delinquente, loco, menino perturbado e os caralho, me julgaram pra caralho mas filho da puta nenhum me acudiu quando eles faziam essas parada comigo na rua perto dos mesmo que me taxaram de monstro. Fiquei recluso por um ano e pouco, depois fui solto por bom comportamento mas a maldade ta cravado no peito e depois desse dia só foi crescendo. De medroso passei a ser considerado o destemido malucão e geral que me olhava ficava cabreiro porque até meu semblante mudo. Botei na minha cabeça que nunca mais ia deixa ninguém me humilhar e quem batesse de frente ia toma esculacho igual. Nunca mais ia baixa a cabeça pra filho da puta nenhum e mantenho esse lema até hoje.

Amor No Jacarezinho Vol. 1 ( Morro)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora