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Dois meses depois..

Babi

Olho as batatas na banca ouvindo meu vó chamando a freguesia. Estou sentada num caixote esquentando no sol pois o clima aqui é bem frio. Eles moram em Maria da Fé uma cidade pequena conhecida como um das cidade mais frias daqui de minas e só hoje amanheceu -1° negativo e haja coberta pra me esquanta. Acostumada com calor do Rio aqui pra mim ta que nem o Polo Norte que nunca fui mais posso imagina. Estou usando a blusa de frio que peguei do kevin e mais duas meia estação por baixo. Por mais que seja dele ela é a mais quente que trouxe e eu gosto dela. Não quis sabe nada sobre ele nem pela página de fofoca e tudo que envolve ele eu excluí pra fica ausente de qualquer coisa que me faça pensa lá, especificamente nele. Sofri demais. Chorei muito nas primeiras noites mais depois fui me controlando dizendo pra mim mesma que não vale apena. Minha tristeza maior não é tanto pelo que aconteceu mais pela falta que eu sinto de pelo menos ouvi sua voz nem que fosse uma vez no dia. Me apeguei a ele demais e o ódio que eu senti passo e só fico a saudade e o que eu mais temia senti hoje eu reconheço que meu sentimento por ele é mais do que só amizade. Eu amo ele de verdade e isso não poderia te acontecido sabendo quem ele é e a vida que vive. Sinto falta do seu cheiro, daquele gostinho de maconha na boca e seus olhos apertadinho com sorriso safado, falando bobeira no meu ouvido e me pegando daquele jeito que só de lembra fico arrepia e os hormônios alucinados. Mesmo sabendo prefiro luta contra e faço de tudo pra esquecer ele. Nem ouvi as musicas do Ferrugem que parece ter escrito elas exatamente pra me ferra nesde momento eu não escuto mais. Falo com a minha mãe todos os dias mais sem toca em qualquer assunto referente as coisa de lá. Falo com a Tay também que sentiu muito tudo que aconteceu e mesmo triste por me afasta dela apoio minha decisão. Como eu imaginei ela e Diego acabaram voltando e estão melhor que antes segundo ela. Ela me chamou pra ser madrinha do seu bebe que está completando 4 meses e ela vai fazer um chá revelação sábado agora e quer minha presença. Estava pensando em fica mais um mês aqui. Apesar de não ter o agito da favela tem um clima de paz gostosinho e comer pinhão assado na brasa do fogão de lenha e um dos meus robs favorido sem fala nas coisas de milho que minha vó faz todo dia e vende aqui na banca também tem sido a minha perdição. Tirando meu tio que é um mala quando ta bêbado e leva seus amigos pinguço pra almoça em casa todos os domingos eu estou curtindo demais fica com eles. Meu vô me da 80$ por ajuda ele na feira no sábado aqui na cidade e no domigo e terça na cidade de Itajuba aqui próximo. Sem ser pra isso não saimos pra nada, meus avós não curtem sai e acabam dormindo cedo. Oito horas da noite ja tão todos dormindo e eu assistindo filme até uma da manhã e quando é dia de feira durmo mais cedo também.

Vô- ocê ta com fome Bárbara, se quise pode compra pastel ali no Arlindo_ olho pra ele usando seu chapéu de palha com seu rosto enrugado e queimado pelo sol

- jaja eu vou vô, to com frio sentindo as pontas dos meus dedos gelada _ olho a palma da mão branca e os dedos vermelhos e unhas com leve roxeado

Vô- toma café que isquenta

- não goto de café vô

Vô- deixa de frescura, café é a mió coisa que tem _ faço careta com a língua pra fora negando

- não posso nem com o cheiro _ ele acende seu cigarro de paia negando

Vô- vai embora amanhã memo?_ seu rosto fica cheio de fumaça ele abana com a mão espalhando

- tenho que ir no chá revelação da minha ou meu afilhado. A mãe exige minha presença tem nem como nega_ puxo as manga da blusa e aperto nas mãos pra esquenta do frio

Vó- a Maria faz umas roupinha de crochê que é a coisa mai linda. Se quiser te levo la depois do armoço e se leva de presente pro bebê _ sorri concordando

Amor No Jacarezinho Vol. 1 ( Morro)Onde histórias criam vida. Descubra agora