Babi
Corro na calçada da concessionária segurando a alça da minha bolsinha. Ainda bem que eu vim de tênis hoje, ta tendo manifestação na avenida com pneus incendiados na pista, o ônibus teve que fazer outro trajeto depois de meia hora parado o que me deixou quarenta minutos atrasada. Com o rosto suado entro na loja e nem rendo pra duas vadias que me olham com sorrisinho debochado. Olho pro andar superior e vejo Roberto falando com um homem de terno que está de costa pra cá. Naty vem em minha direção olhando lá pra cima e volta a atenção pra mim
Naty- e aí gata. O que aconteceu? Tava preocupada, você não é de se atrasar _ continuo o percurso até a área dos funcionários e ela segue do lado
- tava tendo manisfetação e o ônibus fico parado meia hora e teve que fazer outro trageto_ falo cansada e ofegante da corrida do ponto até aqui
Um mês sem celular tá sendo u ó. Graças a Deus hoje eu recebo e vou direto na loja compra outro. Ia compra um usado mesmo, mas o bônus desse mês vai ser alto porque, graças a Deus vendi mais quatro x6 e duas Ranger Rover e com o valor que eu pega dou de entrada num novo.
Naty- o filho da Luiza tá ai! _ abro meu armário e coloco minha bolsa dentro
- o que ele tá fazendo aqui?_ franzo o senho sem saber quem seja, a única que vem sempre aqui é a Luiza
Naty- parece que ele estava viajando e agora vai fica no comando daqui. O boy é babado bem, fique até sem ar quando ele começou a falar_ olho pra ela encostada no portal, com um braço dobrado em baixo do peito e o outro abanando o rosto com cara de safada e dou risada
- você não vale nada Natália, só por Deus _ fecho a portaria do armário sorrindo
Naty- Roberto pediu pra que assim que você chegasse, que fosse lá fala com ele. Não vo nem te conta os detalhes do boy pra tu chega lá e fica de cara como todo mundo. Só te digo que ele parece aqueles mafioso o Massimo do filme 365 dias _ ela diz com sorriso malicioso, batendo os dedos na bochecha
- tá bom. Vo só seca meu rosto e já subo e vejo se esse tal "mafioso" e tudo isso mesmo_ falo sarcástica ela sorri assentindo e vai pra frente
Me olho no espelho ajeitando o cós da minha calça na cintura, olhando pra minha bunda marcada no jeans lavagem escura. Seco meu rosto com papel toalha, olhando meus olhos marcados pelo rímel e delineador, e minha boca com batom rosé. A jeito a camisa da loja e refaço meu rabo de lado, colocando o comprimento no ombro direito com uns fios solto atrás das orelhas. De frente ao bebedor, puxo copinho descartável e encho de água gelada e tomo duas vezes me recuperando da maratona que fiz correndo do ponto a duas quadras daqui. Jogo o copinho no lixo e faço o trajeto paro o andar de cima. No ultimo degrau vejo o homem de costa conversando descontraído com Roberto que ao me vê sorri
Roberto - oi Barbara, pode chegar aqui_ ele diz sorrindo e eu retribuo
Caminho até eles e o homem vira na cadeira rotatória me fazendo dá uma travada ao ver o homem da boate. Seus olhos azuis cravam no meu enquanto balança uma caneta entre os dedos próximo ao seu rosto, com o cotovelo apoiado no braço da cadeira estilo Christian Green. Mesmo aprienciva caminho até eles
- me desculpa a demora Roberto, tava tendo manisfetação no caminho e o ônibus acabou atrasando _ justifico sentindo minhas bochechas esquenta
Roberto - imaginei. Vi no jornal agora pouco e supus ser sua rota por isso a demora. Você sempre chega no horario_ assinto aprienciva pelo olhar do homem que me observa com atenção _ então Barbara como você não estava pedi pra que assim que chegasse subisse pra te apresentar. Esse é Emerson Bragança, filho do Otávio e Luiza donos da empresa_ Emerson levanta estendendo sua mão de dedos longos com relógio prata no pulso
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Amor No Jacarezinho Vol. 1 ( Morro)
AcakEste livro contém palavras de baixo calão, sexo eróticos, uso de drogas e violência. Se você não curte não se envolva e se envolver não leve a história pra vida pois é apenas ficção nada aqui é somente fruto da minha imaginação com acontecimentos re...
