Capítulo 12

274 44 22
                                    

Pov Lisa

Talvez trazer Roseanne para conhecer meus pais não foi uma ideia tão boa assim.

A única garota que apresentei em casa, toda minha família odiou, pois a menina era incrivelmente chata, mimada e ainda por cima era mal educada.

Daí eu trago Roseanne, super doce, educada, sem frescura, ainda é linda.

Agora aguente seus pais te falando o quando Roseanne é perfeita, Lalisa, e tendo a certeza que não tenho nenhuma chance com uma garota dessas.

Tinha mandado o rapaz que cuida dos cavalos arrumar pérola para um passeio. Quando cheguei no estábulo com Roseanne, meu cavalo já estava pronto.

— Que cavalo lindo!

Rosé avançou para cima de pérola, tentei puxar ela, pois meu cavalo não é tão dócil assim com estranhos, infelizmente eu não consegui, e felizmente pérola não tentou atacar a garota, bem pelo contrário, ficou passando a cara contra o corpo de Roseanne pedindo carinho. Ele só faz isso comigo e com o cara que cuida dele. 

— Lisa ele é tão fofo!

O que essa garota tem, que consegue encantar a todo mundo? Primeiro foi eu, depois Kuma e Hank, em seguida meus pais e Jennie, e agora meu cavalo.

Ela é alguma espécie de feiticeira?

— Vamos lá Roseanne Park..

Ajudei ela a subir, depois subi atrás, circulei meus braços em sua cintura.

— Vou te apresentar uma nova Lalisa, se sinta lisonjeada, ninguém conhece essa minha versão.

— Já me sinto assim desde que você esbarrou em mim, e venho me sentindo mais a cada dia.

Deixei um beijo no ombro dela, bati com meus pés nas costelas no meu cavalo e saímos cortando os campos.

Passamos em um campo de borboletas, o cavalo corria e as borboletas voavam. Rosé soltou um grito de empolgação e abriu os dois braços enquanto sorria, eu automaticamente sorri também, mas estava com medo dela bater a mão em alguma galha e fazer um escândalo por entrar algum espinho.

Sempre tive uma sensação de paz e liberdade ao andar a cavalo nesses campos, mas a companhia dela deixava tudo mais mágico ainda.

Entramos em uma mata mais estreita, uma mão de Rosé bateu em um galho de árvore e ela choramingou. Eu fiquei apenas rindo. Sabia que isso iria acontecer.

— Lisa tem um espinho no meu dedinho!

Parei o cavalo no meio do caminho mesmo, segurei a mão dela e olhei.

— Não estou vendo nada Roseanne.

— Aqui ó!

Ela apontou para o espinho.

Fiz uma pinça com minhas unhas e retirei.

— Obrigada, pensei que ia morrer!

Dei um beijinho na mão dela, e voltamos a cavalgar por mata a dentro.

Nem percebi o caminho que estava fazendo, quando dei por mim, já estava nos fundos da minha casa de campo.

Por que eu trouxe Rosé no meu lugar secreto?

— Uau! Essa casa é sua?

Desci e a puxei pela cintura. Rosé parecia uma criança empolgada, correu em direção a casa, já olhando para o grandioso lago.

— Lisa que lugar espetacular!

Rosé se apoiou em uma cerca de madeira, eu parei atrás dela e a abracei.

Princesa Da Tailândia Onde histórias criam vida. Descubra agora