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Ailyn checava os preparativos finais para o casamento, cheia de satisfação. Em menos de Duas horas seu irmão Wakasa e a noiva Dahlia, diriam "sim" sob os arcos cobertos de rosas brancas, na presença de trezentos convidados.
A vinícola em Napa Valley, propriedade de Takeomi, o primeiro irmão mais velho de Ailyn, não era só o lugar perfeito para o casamento, era também o lugar onde Wakasa e Dahlia haviam se conhecido e se apaixonado.
A noiva e as madrinhas já se encontravam na casa de hóspedes, terminando a maquiagem e o cabelo. Ailyn já deveria ter se juntado a elas a menos de uma hora atrás, ma primeiro queria ter certeza de que tudo estava perfeito.
Ailyn era uma esforçada bibliotecária, não uma organizadora de eventos e de principalmente casamentos! Mas ela não deixaria passar a oportunidade de ajudar a planejar o casamento de Wakasa, e fora que tudo era tão divertido. Bem, exceto por aquele encontros com...
— Oe, boazinha! Fez um trabalho impecável, está tudo ótimo por aqui. - Cada músculo no corpo de Ailyn enrijeceu ao ouvir a fala arrastada detrás dela. Keisuke Baji estava ali.
Keisuke era o melhor amigo de seus irmãos, principalmente de Manjiro. Não era só o melhor amigos de seus irmãos mais velhos como era o seu relicário que guardava vinte anos de amor não correspondido. Obviamente, nesses vinte anos, ela nada fora além da pequena boazinha irmãzinha de Manjiro.
— Meu nome é Ailyn, não boazinha. - Ela retruca sem olhar para ele. Sentiu-o chegar mais perto, com o calor dele queimando— mesmo a muito metros de distância. Sempre se sentiu muito ligada a ele e sempre ficava instantaneamente em alerta à sua presença em qualquer ambiente.
Quando pequena, inventava milhares de desculpas para juntar-se aos irmãos mais velhos só para estar mais perto de Keisuke, mantendo-se absolutamente quieta para ninguém se lembrasse que se encontrava lá enquanto eles apostavam moedas enquanto jogavam cartas no porão e faziam piadas de mau gosto.
A necessidade de virar-se e absorvê-lo, de se perder no brilho malicioso daqueles olhos cor de chocolate era tão forte que ela quase não resistiu. Em vez disso, manteve os olhos focados na arrumação do casamento e nas extensas colinas cobertas de vinhas e flores de mostarda, como se não fizesse um pingo de diferença se Keisuke ficasse ali para conversar com ela.
— Difícil acreditar que o dia finalmente chegou. — Ele fez uma pausa, e, quando continuou, ela notou o humor um tanto desdenhoso na voz dele. — Um Sano vai mesmo se enforcar.
Ailyn era conhecida na família como a pessoa sensata e de fala mansa, aquela que sempre refletia sobre as coisas mil vezes antes de agir. Nunca fora feitas de surtos violentos ou de dar espaço às suas vontades mais íntimas, esse era o território de sua irmã gêmea, e era por isso que o apelido de Emma era mazinha e o de Ailyn boazinha. Entretanto toda a sua tranquilidade sumia e ela raramente sentia-se com os pés no chãp quando Keisuke estava por perto. Como podia quando seu coração sempre disparava ao pensar como seria estar nos braços dele, ou quando ele a deixava furiosa fazendo um comentário ridículo e até machista as vezes. Geralmente as duas coisas aconteciam ao mesmo tempo, exatamente como ele estava fazendo agora.