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— Pelo amor de Deus, o que está fazendo aqui? - Ailyn estava parada na porta da frente da casa alugada de Keisuke, em Napa Valley, como se tivesse aparecido do nada.
— Vim ver você, Keisuke. Conversar, e esclarecer as coisas. — O olhar dela recaiu sobre os lábios dele antes de murmurar: — E beijar mais um pouco.
Keisuke tinha pensado em Ailyn cada segundo desde que se beijaram no meio das vinhas. Trabalhando atrás do balcão a noite toda, fora uma tortura vê-la dançando com uma fila interminável de homens. Saber que alguns deles eram antigos amigos da família não servira de empecilho para seu estômago se revirar e seus punhos se fecharem. Ele também era um velho amigo da família e olhe só o que queria fazer com ela: arrancar-lhe as roupas e possuí-la sem parar. Esforçando-se para ignorar a maneira como seu corpo reagia à proximidade dela, Keisuke saiu da casa e fechou a porta atrás de si.
— Não há nada para conversarmos. Nada a ser esclarecido. E não vamos nos beijar. Nunca mais. - Depois daquele tom áspero, ela deveria ter ido embora. Em vez disso, chegou ainda mais perto. Perto o bastante para enlouquecer as células que ainda estavam funcionando na região sem sangue do cérebro dele.
— Kei, se me deixar entrar...
— Eu poderia estar na cama com outra pessoa.
Ela não pôde evitar o golpe das palavras duras dele, ao fazê-la lembrar-se de que ele especificamente escolhera não levá-la para a cama essa noite. Mas, em vez de recuar, ele a viu erguer os ombros e colocava o queixo para cima.
— Mas não está, está?
— Não. — Que merda, deveria estar. Isso mostraria a ambos que tudo de que ele precisava era um corpo quente e cheio de desejo, em vez de querer Ailyn com aquela vontade que estava quase a ponto de deixá-lo maluco. — Mas isso não quer dizer que estava esperando você. - Os cantos dos lábios dela subiram levemente ao ouvir esperando você.
— Pare de tentar negar o que aconteceu entre nós, Keisuke. Não vai conseguir me convencer de que nossa ligação não é verdadeira.
Ela estava certa; as faíscas entre eles praticamente tinham colocado fogo nas vinhas. Convencê-la de que não a desejava não funcionaria; tinha que fazê-la tomar outro rumo. Ele mataria qualquer um que pudesse machucar Ailyn, nem que fosse só um fio de cabelo. No entanto, já sabia que levaria muito tempo até que conseguisse se perdoar por aquele beijo... E pelo que estava prestes a fazer com ela agora.
Só porque afastar-se dela era um mal necessário, isso não queria dizer que não era mal. Passou os olhos pelo corpo dela, parando nos seios e nos quadris mais tempo do que deveria.
— Você é inocente demais pra mim, princesa. Por que não vai embora antes que aconteça alguma coisa da qual se arrependa amargamente depois?
Obviamente que era parte daquela inocência que o atraía, mas Ailyn não precisava saber disso. Não quando ele tinha a missão de fazê-la ir embora antes que seu controle fosse por água abaixo. No entanto, em vez de reagir ao sarcasmo dele, ela simplesmente sorriu.
— Uma das vantagens de ser uma bibliotecária é ter acesso infinito aos livros. — Ela lambeu o lábio inferior, devagar e propositalmente. — Todos os tipos de livros.
De repente, Keisuke não conseguia tirar da cabeça a imagem de Ailyn debruçada sobre o kamasutra, usando seu cérebro maravilhoso para decorar todas as posições sexuais. Era errado; muito errado. Mesmo assim, o corpo dele parecia achar aquilo impossivelmente correto.
— Ler sobre sexo não significa porcaria nenhuma, princesa. — Ele forçou uma fungada, odiando-se a cada palavra que saía de sua boca. — É o que você fez e o que topa fazer que conta. — Ele baixou o olhar de novo sobre os seios dela, absolutamente lindos.
— Eu topo qualquer coisa.
Ah, que inferno! Não era para ela dizer isso! Keisuke nunca havia sido colocado contra a parede. Nunca se sentira tão desesperado, tão sem controle, nem mesmo com seu pai alcoólatra. Precisava retomar as rédeas da situação antes que aquela deusa diante dele o fizesse embarcar em uma viagem na qual não deveriam estar.
— Qualquer coisa, hein? - Ela assentiu, mas o rosto corou de novo, um rubor que desceu pelo pescoço até a curva dos seios que saltavam na parte de cima do vestido.
— Já disse a você — ela lembrou-o com a voz suave, porém firme. — Você não vai conseguir me mandar embora, não importa quanto tente. Você não me assusta porque conheço quem você realmente é. - Quem ele realmente era? Ele mostraria a ela quem era, com certeza.
— Quantas vezes você já teve os olhos vendados? E não estou falando de brincar de cabra-cega.
— Sei que não — ela retrucou.
— Quantas vezes, princesa? - Ela olhou-o diretamente nos olhos.
— Tem certeza de que quer mesmo saber? - Que merda, por essa ele não esperava. Sabendo que mal podia suportar a ideia de Ailyn na cama com outro homem, antes que ela lhe respondesse, Keisuke tentou novamente com alguma coisa que ela provavelmente nunca experimentara antes.
— E sexo em lugar público? - A doce e boazinha Ailyn Sano sorriu para ele.
— Defina público. - Keisuke respirou fundo, sentindo-se como se tivesse acabado de levar um soco no estômago. Ainda assim, tentou mais uma vez, uma última cartada para que Ailyn visse o erro que estava cometendo com ele.
— Ok — ele disse entre os dentes, o mais relaxado possível —, então, quer dizer que você aprontou por aí. Mas você e eu sabemos que o que um cara como eu quer não é algo que uma garota como você queira dar.
— Quer apostar?
A última coisa que esperava é que Ailyn fosse dizer de volta as mesmas palavras que tinha lhe dito antes de agarrá-la e beijá-la. Ele não deveria fazer isso de novo, não deveria estar a um passo de atirá- la contra a porta da frente e rasgar o vestido de seda para mostrar-lhe que faria jus a cada palavra que acabara de dizer.
— Não sou um amante gentil e carinhoso como os outros caras com quem você esteve antes. Se cometer o erro de dar um passo para dentro desta casa — ele avisou-a com uma voz dura —, não há volta.
Como se estivesse em câmera lenta, Keisuke viu Ailyn alcançar o trinco da porta, virá-lo e dar aquele passo fatídico para dentro da casa. Ele ficou petrificado, não conseguia fazer nada senão olhá-la entrando cada vez mais, os quadris mexendo-se de um lado para o outro a cada passo que dava. Quando chegou à sala de estar, ainda na linha de visão da porta da frente, ela parou um momento antes de virar-se para encará-lo. O rosto dela mostrava esperança, desejo e algo que parecia muito mais com amor quando alcançou o zíper lateral do vestido e começou a abri-lo.
Não. Meu Deus, não.
Tinha que fazê-la parar agora mesmo. Mas, em vez de gritar pedindo-lhe que parasse de agir feito louca, em vez de dar as costas como se não fizesse diferença se ela tirasse a roupa na frente dele, Keisuke ficou paralisado novamente. Era como se ela tivesse jogado um feitiço sobre ele, um feitiço que não poderia ser quebrado caso precisasse perder um só segundo daquela revelação absurdamente maravilhosa. Mais cedo, achara que ela não estivesse usando nada debaixo do vestido, mas não esperava confirmar isso pessoalmente. Em segundos, o vestido dela cairia e ele não teria condições de fazer a coisa certa.
— Ailyn... — o nome dela soou como um pedido trêmulo saindo dos lábios dele.
Um pedido para que ela parasse... E um pedido para que finalmente pudesse vê-la por inteiro. Um pedido para ir embora... e um pedido para que prometesse nunca desistir dele, não importava o que acontecesse. O zíper desceu até o final e ela segurou o vestido no lugar, com as mãos firmes. Os olhos estavam bem abertos, mas Keisuke não viu medo nem nervosismo neles. Somente expectativa. Um desejo forte o bastante para fazer páreo com a luxúria que o devorava por dentro.
Um momento depois, Ailyn deixou o vestido cair no chão de madeira e ficou na frente dele usando nada além de um par de sandálias cor-de-rosa.