Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Como Keisuke sabia que andar de bondinho era uma de suas coisas favoritas? Ailyn não teve outra opção além de sorrir quando o vento passou por seus cabelos.
Uma criança, de mãos dadas com a mãe na calçada, acenou e Ailyn acenou de volta. O fato de ele querer passar o dia inteiro com ela já fora uma surpresa e tanto. Mas não esperava que fosse levá-la até Ghirardelli Square para comprar dois ingressos e fazer o passeio mais turístico de São Francisco... ou que fosse segurar a mão dela o tempo todo.
Ainda estava reticente em confiar nele de novo depois da maneira como ele tinha se afastado dela de manhã, mas já não o sentia tão tenso ao seu lado. Desde que ameaçara terminar aqueles sete dias mais cedo, o músculo do maxilar dele não parara de tremer. Ailyn puxou-lhe a mão para que olhasse para ela.
— Faz muito tempo que não ando de bondinho. — Ela sorriu para ele. — Obrigada! - Ficou feliz ao ver um pouco da tensão desaparecer dos ombros de Keisuke.
— Toda vez que vejo um, me lembro de você.
A surpresa lhe tirou o fôlego ao mesmo tempo em que o bondinho deu uma parada brusca na rua, jogando-a diretamente nos braços de Keisuke. Deus, como adorava ficar ali, sempre se sentia tão segura quando ele a abraçava. Ailyn olhou para aquele rosto lindo.
— Como sabia que eu gostava de bondinhos?
— Você sempre foi importante para mim, Lyn.
A simples declaração a fez resplandecer de alegria. Ah, seria tão fácil se entregar a ele. Mas lembrou-se de que com Keisuke precisava de cautela, e, assim, tentou se afastar dos braços dele, comentando:
— Às vezes quase me esqueço de que você praticamente cresceu comigo, meus irmãos e a Emma. - Em vez de soltá-la, Keisuke puxou-a ainda mais para perto.
— Passei bastante tempo na sua casa. Não tente se convencer de que não prestei atenção em você, porque prestei.
Verdade?
Ele praguejou do nada e, então, soltou-a; o vento frio entre eles fez Ailyn arrepiar-se imediatamente.
— Prometi não tocar em você.
Ailyn odiava aquela promessa. Depois de tantos anos sem poder tocar em Keisuke, e então finalmente poder se entregar àquela vontade incontrolável de ser fisicamente carinhosa com ele, doía não poder voltar para os braços dele e beijá-lo do jeito que vinha fazendo nas últimas vinte quatro horas.
No entanto, sabia por que ele tinha feito essa promessa. Era muito fácil se perderem nas faíscas sensuais, sempre acesas entre eles, muito mais fácil do que ter certeza de que havia uma ligação verdadeira, uma conexão real que os manteria juntos durante a provação dos gêmeos... E uma possível vida juntos como marido e mulher. Mesmo assim, quando ele soltou sua mão, Ailyn recusou-se a retirá-la. Não abdicaria disso também; não quando parecia tão certo; não quando ficar de mãos dadas era quase melhor do que fazer sexo com ele.