Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Ailyn preencheu a ficha de registro com a recepcionista, então se sentou nas poltronas forradas de couro na sala de espera e pegou uma revista. Estava determinada a ignorar Keisuke. Claro que era quase impossível, com todas as outras mulheres na sala olhando maravilhadas para ele.
Pelo amor de Deus, todas essas mulheres estavam grávidas! O que pensavam estar fazendo, olhando para um estranho daquela maneira?
Não que ela fosse possessiva, disse a si mesma, mas é que elas estavam se comportando de forma inadequada. Seus maridos não ficariam nada satisfeitos se soubessem que as esposas estavam praticamente babando, prostradas diante da beleza máscula de Keisuke.
— Então... - ele perguntou a uma das mulheres -, Como está indo sua gravidez? - Claro que ele não poderia deixar passar, não é? A mulher sorriu para ele como se tivesse presenciado o milagre do Advento.
— Muito bem. - A mulher inclinou-se mais perto, como se fosse lhe contar um segredo. - Vou ter um menino. - Keisuke chegou ainda mais perto e sorriu para a mulher.
— Que maravilha!
— Eu vou ter uma menina! - Outra mulher contou, lá do fundo da sala. Keisuke sorriu para ela também.
— Parabéns! - Ele cumprimentou todas as mulheres com um movimento de cabeça. - Realmente não há nada mais lindo do que uma mulher grávida.
Ailyn nunca vira pessoas tão felizes quanto essas mulheres depois da declaração de Keisuke. O que havia de errado com elas? E por que ela sentia esse ciúme patético?
— Eu sabia - ela resmungou para dentro da revista e a mulher que estava perto dela ergueu a sobrancelha.
— O que você sabia? - ele indagou, colocando-lhe uma das mãos sobre o joelho. Por que ele tinha que ser tão carinhoso? E por que ela tinha que gostar tanto de ser tocada por ele? Tanto. Ailyn cruzou e descruzou as pernas de propósito, assim Keisuke teve que tirar a mão de seu joelho.
"Sabia que você era um daqueles malucos com fetiches em mulheres grávidas!" Era o que ela estava pensando, mas simplesmente respondeu:
— Nada. - Ele inclinou-se bem perto, e ela sentiu seu hálito no lóbulo da orelha.
— Vou achar um jeito de convencer você a me contar mais tarde, sabe disso.
A língua dele roçou-lhe o lóbulo da orelha antes de afastar-se dela, e Ailyn mal conseguiu impedir que um gemido de prazer escapasse de seus lábios. Zangada consigo mesma por não ter nenhum controle sobre seus hormônios com Keisuke por perto, ela sussurrou:
— Você é um pervertido, isso, sim! - A risada de Keisuke diante da declaração maluca ecoou pela sala de espera.
— Mal posso esperar para saber por quê.
— Sabe muito bem por quê. - Ele olhou-a, confuso, e ela teve que apontar com a cabeça em direção às outras mulheres para que ele pudesse entender. Dessa vez, a risada dele foi tão alta que ressoou por todo o consultório.