❝ 𝟐𝟗

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𝐃𝐎𝐈𝐒 𝐌𝐄𝐒𝐄𝐒 𝐃𝐄𝐏𝐎𝐈𝐒

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𝐃𝐎𝐈𝐒 𝐌𝐄𝐒𝐄𝐒 𝐃𝐄𝐏𝐎𝐈𝐒

Ailyn sorria, cantarolando uma das canções de Nymeria que tocava no rádio enquanto dirigia da biblioteca até a casa de Keisuke. Apesar de sempre ter sido perfeitamente feliz utilizando o transporte público, especialmente na cidade, onde poderia facilmente ir de um lugar a outro, Keisuke insistira em comprar um carro para ela.

A vida com Keisuke era muito melhor do que jamais imaginara; no entanto, dado que ele continuava a ser o homem dominante por quem ela se apaixonara há tanto tempo, Ailyn rapidamente aprendera a escolher suas brigas. Não valia a pena brigar por causa de um carro.

Ela se recuperou bem da cirurgia para retirar o mioma, mas, ainda que Keisuke estivesse sendo amoroso e absolutamente encantador durante os últimos dois meses, sentia falta do lado selvagem dele. Claro que tinham feito amor, e fora maravilhoso, mas ela podia sentir que ele estava se controlando por medo de, de alguma forma, machucá-la ou machucar os bebês. Ela virou um pouco o espelho retrovisor para olhar-se no espelho pela última vez antes de descer do carro.

Durante seu horário de almoço, sentira-se inspirada e saíra para comprar um vestido creme de manga fina e tecido macio. Tinha certeza de que, em duas semanas, não conseguiria vesti-lo, mas adorava o jeito como o tecido macio roçava e deslizava sobre sua pele. Fazia lembrá-la da maneira como Keisuke a tocava, tão delicado, tão carinhoso... E tão pervertido.

Já seduzira Keisuke Baji uma vez e estava muito empolgada ao pensar em seduzir o noivo novamente. Especialmente depois de ele ter lhe mostrado sua nova tatuagem na noite anterior, um nó celta que simbolizava o caminho eterno da vida, da fé... E do amor. Ele pedira ao artista que entreleçasse o nome dela ao desenho, feito bem em cima de seu coração.

Respirando fundo, ela tocou a campainha em vez de usar sua chave. Keisuke abriu a porta alguns segundos depois, com uma expressão desnorteada, mas, ao mesmo tempo, cheia de luxúria.

Ailyn? - Ela nunca esquecera aquela noite em Napa, quando tinha ficado parada na frente de outros degraus e implorado para entrar.

— Sei que acha que precisa ter cuidado comigo, mas a médica disse que estou completamente recuperada agora. — A voz dela ficava cada vez mais rouca. — Preciso de você, Kei. Muito.

Ele puxou-a para dentro e Ailyn foi imediatamente envolvida pelo delicioso calor dele; no entanto, apesar de ele visivelmente desejá-la tanto quanto ela, Ailyn podia dizer, pela dureza dos lábios, e pelo fato de estar mantendo um pouco de distância entre seus corpos, que seria difícil convencê-lo. Bem, teria que comprar essa briga. E ele não tinha a menor possibilidade de vencer.

— Pare de negar, Keisuke — ela disse em uma voz sedutora. — Precisa disso tanto quanto eu. - Ele não argumentou com ela, simplesmente declarou:

— Vou fazer você gozar, princesa, uma vez atrás da outra, tantas vezes quantas precisar. — E parecia que estava prestes a explodir de vontade de fazer exatamente isso. — Mas não posso ser muito selvagem. Não se for machucar você de novo.

— Sei muito bem o que está tentando fazer — ela continuou num tom de voz macio. — Está tentando tomar as decisões por nós dois de novo. Mas não vai funcionar.  - O fogo tomou conta dos olhos dele, juntamente com o sentimento que não tentava mais esconder dela. Ailyn continuou: — Quero você exatamente do jeito que está. Áspero nas arestas. Mandão. Cheio de energia. — Ela lambeu os lábios. — E estou disposta a fazer qualquer coisa para lhe provar isso.

Ela esforçou-se para controlar a risada que ameaçava escapar diante do quanto Keisuke estava adorável tentando evitar o inevitável.

— Vai fazer qualquer coisa para provar isso para mim? — A expressão dele finalmente mudou e ele se mostrou o amante pervertido de quem ela sentira falta ultimamente.

— Qualquer coisa — ela repetiu enquanto alcançava os botões da frente do vestido e começava a desabotoá-los. Os olhos de Keisuke expressavam esperança, desejo e tanto amor que ela quase perdeu o fôlego ao abrir por completo a parte da frente do vestido.

Ela adorava o jeito como seu nome saía feito uma súplica dos lábios dele, adorava o jeito como comia com os olhos seus seios, agora maiores do que o normal, e a protuberância de sua barriga. Ailyn puxou o vestido de cima dos ombros e deixou-o cair no chão.

Sou toda sua, Keisuke.

Ailyn era tudo para Keisuke. Apesar de todas as maneiras como ansiara possuí-la nos últimos dois meses, sabia que devagar, sem pressa e com suavidade era do que ela precisava enquanto se recuperava da cirurgia. Eles tinham para sempre para fazer tudo o que ele queria fazer com ela.

Nessa noite, entretanto, podia ver que ela precisava, e estava finalmente pronta, para mais. Graças a Deus.

O ar já estava pesado pelo desejo e pela promessa do prazer indescritível. Keisuke adorava a sensação do corpo dela sobre o seu enquanto a puxava para dentro de seus braços. A maciez da pele, a maravilhosa protuberância dos seios contra seu peito, sua barriga arredondada pressionando-lhe os quadris. Ela era o encaixe perfeito para ele de todas as maneiras, a única mulher com quem ousara ser completamente honesto e aberto. A única que queria em sua cama de novo.

Encaixou-a em seus braços, e Ailyn colocou os braços em volta do pescoço dele, rindo enquanto ele a carregava para o quarto.

— Vai ter que começar a treinar levantamento de peso logo, logo se quiser continuar fazendo isso.

Ele beijou-lhe a barriga quando a colocou sobre a cama, quase tropeçando na pilha de livros infantis coloridos sobre a mesinha de cabeceira. Ailyn e Keisuke tinham um encontro marcado na livraria uma vez por semana para selecionar os livros para seus filhos. Ele mal podia acreditar nisso, mas
realmente gostava de ler quando Ailyn estava em seus braços, e mal podia esperar para seus filhos estarem ali também. O fato de sua garotinha e seu garotinho estarem crescendo dentro de Ailyn ainda
o deixava estupefato.

Keisuke arrancou as roupas em tempo recorde, então dirigiu-se até os braços esticados dela. Ela lhe ofereceu os lábios e tinha um sabor tão doce que ele teve que tomar, tomar e tomar, ainda que não tivesse planejado nada além de dar. Ele encaixou uma das mãos no seio dela e pegou o quadril com a outra mão. Deus, como adorava encher as mãos com ela; podia passar horas roçando a ponta dos dedos em cada milímetro de sua pele. Melhor ainda era a maneira como ela lhe implorava para fazer muito mais do que tocá-la. O dedão lhe acariciou o seio e quando Ailyn pediu:

— Keisuke, por favor. - contra seus lábios, estava perto demais de perder o controle para fazê-la implorar ainda mais.

Toda vez que faziam amor, Keisuke agradecia silenciosamente pela maneira como ela lhe entregava não só o corpo, como também o coração. Mais tarde, usou as mãos e a boca para, aos poucos, fazê-la chegar ao clímax, vez após outra. Ele finalmente acreditava em para sempre. Mas precisava dela agora.

Colocando o rosto dela entre as mãos, Keisuke apertou-lhe a boca embaixo da dele enquanto seus corpos se tornavam um só.  Seus braços e pernas entrelaçavam-se apertados, à medida que se mexiam no ritmo perfeito de sempre, até ele engolir a arfada de prazer dela em um beijo avassalador, quando gozou com ela.

Keisuke tinha certeza de que nada poderia ser mais fantástico do que deitar-se com Ailyn depois de terem feito amor, com ela acomodada no vão de seu ombro, a mão dela sobre o coração dele, a mão dele sobre a barriga dela. Então, sentiu uma onda movimentado-se sob a palma da mão.

— Sentiu isso? Eles chutaram pela primeira vez? - O sorriso de Ailyn era tão radiante e tão cheio de amor que, toda vez, deixava-o maravilhado.

— Sim — ela concordou enquanto levantava o rosto para beijá-lo. — Eles acabaram de chutar.

𝐒𝐎́ 𝐓𝐄𝐍𝐇𝐎 𝐎𝐋𝐇𝐎𝐒 𝐏𝐑𝐀 𝐕𝐎𝐂𝐄̂, 𝖪𝖾𝗂𝗌𝗎𝗄𝖾 𝖡𝖺𝗃𝗂.Onde histórias criam vida. Descubra agora