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— Você não pode aparecer lá desse jeito. — Ela passou as mãos pelos cabelos de Ailyn, arrumando a bagunça que Keisuke fizera quando a agarrara. Emma tirou uma mancha de batom do canto da boca da irmã e mexeu o vestido levemente para a direita. — Assim está melhor. E, sério, deveria voltar para lá antes que a Ellen tenha um ataque cardíaco achando que algum convidado idiota foi estúpido o bastante para levar você para dentro do vinhedo. - Ailyn ficou em silêncio por um momento.
— Você está certa. Não quero que nada dê errado hoje. Não seria justo com o Wakasa e a Dahlia.
— Vamos para lá em um segundo — Emma disse. — Preciso conversar com o Keisuke sobre uma coisa.
— Ele me beijou. — Ailyn disse à irmã, a expressão de teimosia estampada no rosto enquanto a encarava. — Agora, não precisa falar sobre isso. Vamos. — Ela agarrou a mão da irmã para ter certeza de que atravessariam juntas o armazém.
Mais uma vez, Keisuke estava impressionado com Ailyn. Emma tinha uma personalidade forte o suficiente para pressionar a maioria das pessoas. Ele sempre assumira que Ailyn era a beta e sua irmã, alfa. Será que tinha entendido tudo errado durante todos esses anos? Será que tinha cometido o erro de subestimar Ailyn só porque ela não sentia necessidade de ser o centro das atenções, como o restante deles?
— Ah, não — Ailyn exclamou. — Aquele garotinho está quase derrubando a Torre Eiffel de chocolate. - E começou a andar rápido em direção à longa mesa de comida e do garoto faminto, deixando Keisuke sozinho com a sargento Emma. Ele definitivamente era um homem morto.
— Que diabo estava acontecendo lá trás? — Ela semicerrou os olhos, soltando fogo pelas ventas. — O que estava fazendo com minha irmã?
Keisuke gostaria de saber. Num momento, tentava proteger Ailyn de um convidado inútil que só queria levá-la para a cama... no outro, ela estava nos braços dele, e ele a beijava como se sua própria vida dependesse daquilo. Emma deu um passo à frente e Keisuke teve que lutar contra a vontade de dar um passo para trás, recuando.
— Se magoá-la, vou te perseguir e ter o maior prazer em te machucar. Muito. — Ela sorriu para ele, a expressão dos lábios prometendo uma grande dor futura caso ele pisasse na bola no que se referia a Ailyn. — E é melhor você acreditar que vou te manter vivo só para poder mandar meus irmãos acabarem com você. — Ela tirou a expressão assassina do rosto antes de continuar: — Agora, me acompanhe até minha mesa e finja que você e eu só estávamos tendo uma de nossas brigas de sempre.
Ela escorregou a mão para dentro do braço dele e beliscou-o com força, para lembrá-lo de que o verdadeiro problema era ficar se enroscando com Ailyn. Um problema muito maior do que qualquer cafajeste como ele jamais se metera antes.
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Depois de arrumar a torre de fondue num piscar de olhos e apontar uma cumbuca cheia de bombons para o garoto, Ailyn foi lavar as mãos e tirar alguns minutos para recompor-se. Ainda sentia o frio na barriga ao lembrar-se de quanto se sentira deliciosamente sensual nos braços de Keisuke. Ele era ainda mais gostoso, mais perigoso e mais potente do que ela jamais imaginara. Se Emma não tivesse vindo procurá-los, talvez Ailyn tivesse ignorado o evidente remorso de Keisuke.