Doeu.
Muito.
Ana lembrava de cada mínimo detalhe.
Ela se lembrava de como Christian a abraçava, a tocava, as vezes ele a beijava, ele tentava distraí-la da dor o tempo todo.
Mas então começou a doer de forma insuportável.
E Ana se lembra de olhar nos olhos de Christian e ver como ele ficou perdido enquanto ela implorava para que ele simplesmente a matasse.
Que matasse rápido. Que ele parasse a dor.
E ela se lembra que ele disse quatrocentas e setenta e duas vezes que a amava além da vida.
E então, tudo acabou.
Finalmente.
Foi como desligar um interruptor, como acender uma luz, foi como... morrer.
_ Amor? - ele chamou, e Ana tinha os olhos fechados e ela nem sabia quando havia os fechado.
Ela não resistiu ao chamado, e de repente seus olhos estavam abertos e ela encarava os olhos de Christian e ela nem sabe como fez aquilo tão rápido.
Ela observou o sorriso dele se fazendo, de repente, enquanto a encarava, e ela não entendia o que podia fazê-lo sorrir daquela forma, mas ela queria continuar daquele mesmo jeitinho para ele nunca parar de sorrir
_ Prometo que você vai ser ser sempre meu motivo para sorrir - ele declarou, acariciando seu rosto tão delicadamente.
Ana franziu o cenho.
Como ele sabia que ela estava pensando naquilo?
Então ele levantou uma das sobrancelhas, e Ana arregalou os olhos porque ele sabia.
Nossa.
Ele sabia.
Como ele sabia?
Ah ele sabia então.
Ela também sorriu, não se incomodando quando entendeu. Não conseguia parar de olhar o sorriso dele, ou os olhos dele, ou então ele.
Christian estava mais bonito de repente, e ela não conseguia parar. Nada mais importava, só olhar para ele importava.
Ele se inclinou sobre ela, deixou um beijo sobre sua testa, e então voltou a ficar reto, sentado ao seu lado.
_ Voce vai ter a existência inteira para ficar admirando a beleza do seu marido, meu amor, mas será que podemos levantar para eu poder olhar para você direito? - ele falou em tom divertido.
Ana sorriu ainda mais, porque ela estava gostando muito em perceber Christian lendo seus pensamentos.
Finalmente.
De repente ela estava em pé, ao lado dele, e encarou o próprio corpo porque sequer processou levantar e já estava.
Christian riu. E mais uma vez Ana foi tomada por ele.
O som da sua risada era tão bonito.
Nossa, nada fazia jus a antes. Ela sempre achou Christian extraordinário, mas de repente ele estava além do limite. Era como se tudo fosse mais intenso. Ela o via como era de verdade... e ele era acima da perfeição.
_ Assim você já está enchendo demais o meu ego - ele brincou, se levantando também, mas devagar, e nada apressado e sem controle como Ana, e ela sentiu inveja.
Ele riu novamente, deixando ela encantada.
_ Voce também vai conseguir se controlar logo. É tudo muito novo, você tem força e habilidades diferentes agora, só precisa conciliar sua mente e seu corpo - ele explicou, devagar pegando em suas mãos.
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50 Tons de um Crepúsculo
FanfictionO perigo sobrenatural, as incertezas do começo da vida adulta; a atração, a ansiedade que antecede em cada palavra, cada gesto, e todos os medos. O clichê do amor proibido. Christian Grey é lindo, perfeito, misterioso, e elegantemente hostil. E é um...