(Capítulo não revisado)
Havia uma árvore de dois metros no meio da sala de estar quando Andrew acordou naquela manhã.
De alguma forma, encontrá-la não o surpreendeu tanto quanto deveria e isso fez Andrew sorrir ao parar em frente a ela. Era uma árvore enorme, muito maior do que de qualquer outra casa que Andrew já esteve, e ele meio que queria sorrir o dia inteiro por saber que eles iriam comemorar o natal.
Andrew não saberia dizer de onde veio o pensamento que Tony não iria querer comemorar o natal, mas parecia certo pensar porque Tony mostrava não se importar com os feriados que reuniam famílias.
Ele não considera você da família, uma parte traiçoeira da mente de Andrew o lembrou.
Esses pensamentos eram perigosos, traiçoeiros e levavam Andrew a um ciclo vicioso de sentimentos negativos e dolorosos. Ele estaria mentindo se dissesse que não caia em um desses ciclo ao menos uma vez ao dia, porém quando você mora com Tony Stark, seu pai, que olhou para você há meses atrás e disse que nunca quis ter um filho... Bem, Andrew começou a se ver aprisionado por pensamentos ruins.
Ele estava determinado a acreditar que em algum dia Tony acordaria, o veria sentado na mesa do café da manhã e o obrigaria a sair de lá, mandando Andrew de volta para o orfanato. Por mais doloroso e angustiante que parecesse – Andrew sempre ficava sem ar com o pensamento –, ele sabia que não ficaria surpreso quando esse dia chegasse. Entretanto, saber que um dia isso vai acontecer não deixa Andrew preparado o suficiente.
– Vamos decorar a árvore depois do almoço. – Tony disse, surpreendendo Andrew.
Tony desceu a escada, olhando para Andrew como se tivesse passado muito tempo observando ele admirando a árvore. Céus, Andrew conseguia imaginar o que Tony devia estar pensando dele sobre achar maravilhoso uma árvore. Para Tony deveria ser somente uma árvore. Para Andrew era uma lembrança de que o natal chegaria em breve e ele iria comemorar com seu pai, depois de anos vagando por lares adotivos com pouco amor e natais tristes no orfanato.
De todos os natais, os mais tristes sempre eram os no orfanato. Algo sobre crianças abandonadas e não amadas tornava a atmosfera natalina parecida com facadas no peito. Andrew preferia pular a ceia e dormir com fome a ter que descer as escadarias, olhar para a árvore que as crianças mais novas decoraram – ainda alimentadas pela esperança de serem adotadas algum dia, enquanto os mais velhos estavam amargurados por terem crescido como crianças que voltaram da terra do nunca –, e perceber que a árvore ainda conseguia ser triste com os pisca-pisca e as bolas douradas que foram decoração dos anos anteriores. Desde que Andrew morava lá, ele se lembrava daquela decoração.
– Sério? – Andrew não foi capaz de reprimir o sorriso que se expandiu por seus lábios, a felicidade borbulhou em seu peito e ele precisou se conter para não sorrir mais ainda. – Teremos que usar uma escada?
Estranhamente, Tony pareceu extasiado com a felicidade de Andrew, como se a felicidade de Andrew o contagiasse de alguma forma. Esse pensamento aqueceu o coração de Andrew, como uma lareira quente e aconchegante.
– Sim. – Tony concordou e foi em direção ao sofá.
Andrew não havia percebido as caixas de papelão empilhadas ao lado do enorme sofá de oito lugares. Sinceramente, Andrew precisava constantemente ignorar a surpresa que o alcançava toda vez que via algo particularmente diferente da habitual tristeza que pairava no orfanato. Apesar da mansão ser enorme e deslumbrante, não era ela em si que surpreendia Andrew e sim a delicadeza dos móveis, da costura perfeita do sofá e dos móveis que tinham uma aparência tão nova que pareciam ter sido feitos no dia anterior, embora Andrew estivesse morando nessa casa há meses.
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Stark
FanfictionQuando Tony Stark descobriu que tinha um filho, seu primeiro instinto foi ir atrás dele. Porém não passou por sua cabeça que ele teria que aprender a ser pai ao mesmo tempo que precisaria lidar com o passado de seu filho. Por sorte, Tony tem ótimos...
