"Você desenhou estrelas nas minhas cicatrizes, mas agora estou sangrando..." - Cardigan by Taylor Swift.
Sadie
Um vestido simples, daqueles que você vê meio mundo usando. O mesmo all star sujo de sempre, que só mostra o quanto você é difícil de desapegar de algo.
Um coração partido, corpo dolorido e suicídio em sua mente. Pacote completo de alguém que já está no poço.
Mas mesmo assim eu ainda busco minha felicidade. E essa felicidade tem cabelos curtos, cheiro de morango, um sorriso lindo e um nome: Millie Bobby Brown.
Depois daquele pesadelo eu não consigo mais dormir tranquilamente.
Millie me chamou para dormir na casa dela, e eu fiquei muito feliz, nem tentei esconder. Minha conversa com meus pais me fez me pensar muito sobre tudo isso. Eu estava errada em meus pensamentos. Deveria me cobrar menos.
Eu estava andando até a casa de Millie. Quis ir a pé, sozinha, para ter mais tempo para pensar. As coisas pareciam distantes, pareciam estranhas, diferentes. O dia em si estava diferente, e meu coração também. Ele batia de um jeito diferente.
Liguei para Millie quando cheguei em frente a casa dela. Eu poderia apenas ter chamado ou apertado a campainha, mas algo me disse que eu queria ouvir a voz dela enquanto isso.
E então ela atendeu, e bufando ela disse:
- Sadie, você não está me ligando para dizer que não irá poder vir, não é!? - ela perguntou brava. Soltei uma risadinha silenciosa.
- estou. Me desculpe, não poderia ir, Millie. - minto, olhando para a janela do quarto dela. Pude ver a sombra de Millie se levantando.
- O QUE? VOCÊ ESTÁ BRINCANDO COM A MINHA CARA, SADIE SINK!? - ela gritou ao telefone. Pude ver ela se mexendo irritada dentro de quarto. Soltei uma risada e senti uma lagrima cair de meus olhos.
- Millie, olha para trás, sua cega escandalosa. - digo rindo um pouco.
Vejo Millie se virar e arquear para frente, tentando ver alguma coisa.
- tem uma mendiga na frente do portão, vou chamar meus pais. - ela diz sério.
Solto uma risada.
- sou eu, sua idiota. - digo rindo.
- ah é sério? Nesse caso então eu mesma vou. - ela ri.
- você está conseguindo andar? - pergunto boba.
- estou andando pelo quarto, mas não posso muito.
- então deixa que eu já subo aí, imbecil.
Desligo o telefone, abro o portão e ando até a porta. Toco a campainha e na mesma hora o pai de Millie atende, com um sorriso no rosto.
- Sadie, que bom te ver! Millie está lá em cima te esperando, querida. - ele diz, me puxando para dentro.
- obrigada, Sr.Brown. também é bom ver o senhor! - digo sorrindo enquanto me dirijo até às escadas.
Subo elas correndo, sem olhar para trás. Avisto a porta do quarto de Millie e a abro rapidamente.
Millie se vira assustada, com a mão no peito, me olhando com os olhos arregalados.
- meu deus, Sadie! Que pressa é essa, garota!? - ela pergunta ainda brava.
Dou risada e fecho a porta, correndo até ela.
- você perdeu suas mãos? Quase me mata do coração, sua...- a beijo.
Talvez aquela fosse a coisa mais certa que eu já tenha feito na minha vida. A coisa que eu deveria ter feito a muito tempo. De todas as coisas que já fiz na minha vida, essa foi a que eu mais temia querer fazer, e mesmo assim eu fiz.
E não me arrependo.
Demorou para nos separarmos, mas quando nos separamos, começamos de novo. Um ciclo sem fim.
[...]
Millie Bobby Brown.
Já faz um mês. Um mês desde que Sadie me beijou pela primeira vez.
Meus tratamentos correram bem depois de muito tempo. Me disseram que me confundiram com outra paciente, e que os remédios que eu estava tomando estavam me fazendo extremamente mal, pois não eram para mim. Esse foi o motivo de uma quase paralisia.
Meus remédios mudaram, eu melhorei, mas algo em mim ainda é muito vazio.
Meu coração.
Nunca vou me esquecer da manhã em que acordei com Sadie ao meu lado. Nos levantamos, estávamos felizes e super bem. Tomamos café, conversamos muito, e depois de horas ela voltou para casa.
A ligação da mãe dela foi o que acabou comigo.
"- Millie, eu preciso conversar com você, porque ela me implorou por isso.
- sra.sink? O que está acontecendo?
- Millie, Sadie sofreu um grande acidente...ela está sendo levada para o hospital, Tyler está com ela...- ela dizia chorando.
- como assim? Como diabos isso aconteceu? Senhora Sink, por favor, me explique!
- um caminhão capotou na pista...ah, Millie, eu não posso mais falar nada, não sei de mais nada, me desculpe! - ela gritou chorando. Ela estava sendo forte por estar me ligando. "
E depois dessa ligação nada foi a mesma coisa.
Sadie havia sido literalmente esmagada, seu braço totalmente destruído, seu vestido rasgado, suas pernas eram quase uma sopa de sangue. Isso tudo foi na frente da casa dela. Seus pais saíram correndo e a encontraram lá. Sadie implorou para a mãe dela me ligar, e assim ela fez.
Minha vida não foi mais a mesma.
Sadie Sink. Esse nome que estava arranhado em meu coração, jamais seria esquecido.
Sadie morreu sorrindo para mim, enquanto eu tentava conversar com ela através daquele maldito vidro da sala onde ela estava.
Eu vi a alma dela indo embora ao ver seus lindos olhos azuis perdendo cor.
Os médicos andaram até mim, vendo que eu estava caída no chão chorando, esperneando igual criança. Pediram para eu me acalmar, eu xinguei eles.
Um médico mais velho me disse:
- não vou pedir para se acalmar, pois essa dor não tem cura. Vai doer para sempre, garota, e jamais irá se curar. Só espero que você fique bem e tenha forças. - ele disse meio sem graça. Antes de sair e ir embora, ele me perguntou - você por acaso sabe o que "abacate" significa?
- não faço ideia, senhor. - disse chorando. Ele apenas assentiu e sumiu.
Eu queria morrer, e fiquei viva. Eu tinha tudo para morrer, e não morri.
Ela queria viver, e morreu. Ela tinha tudo para ficar viva, e não viveu.
Mas eu vou amar ela para sempre, e irei viver por ela.
Por Sadie Sink.
-⭐
Feliz ano novo.
E depois de Dois anos eu voltei para vocês me odiarem de novo.
Agora é um TCHAU definitivo.
Adeus, e, caso nunca mais nos vermos, tenham uma vida boa!
Amo cada um de vocês.
(Desculpem qualquer erro)
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that day in the fall - sillie
Romanceonde Sadie procura não se apaixonar, mas acaba sendo traída pelo seu coração. Ou ( editado dia 07 de abril de 2021) Onde ela vê que é impossível amar. Pois sempre ama...quando já não dá mais....
