Pov Callie.
- Como ficou sabendo?- perguntei, entrando pela porta.
- Ela me ligou perguntando se eu abandonaria o programa pra voltar pra Seattle com você.- respondeu.
- Ah.- eu disse, não esperava que isso fosse acontecer.- Você vai?
- Callie, você tem noção do que está me perguntando?- ela disse alterada.- Eu não vou parar a minha vida por causa da sua ex.
- Olha, Penélope, eu sei que não, então eu decidi que, nas minhas folgas eu venho pra gente ficar junto.
- Então eu vou ser sua segunda opção?- perguntou irônica.- Desde quando sua ex mulher virou a primeira.
- A primeira é a Sofia.
- Você está mentindo para você mesma, você sabe que não está fazendo isso somente por ela, você está fazendo isso porque quer ficar perto da Arizona, você sabe que se não ficar a Italiana vai roubar seu lugar.
- Olha a besteira que você está falando, Penélope.
- A mim você não engana.- cruzou os braços.- E eu só te dou um aviso, se você voltar pra lá, não precisa nem vir nas suas folgas, entre a gente vai estar acabado.
- O que?
- Isso mesmo, Callie, eu não vou ficar daqui vendo você brincar de casinha com a sua ex enquanto eu espero a sua boa vontade de voltar.
- Você deveria entender o meu lado.
- Você deveria se falar a verdade.- ela disse por fim.- Foi muito bom tudo que vivemos, mas pra mim, não da mais.
- Se você quer assim.- falei olhando para ela.- Vou pegar minhas coisas e ir embora, acho que em 3 dias eu libero o apartamento pra você.
- Sem problemas, me avise quando sair.
Até que eu não demorei tanto pra juntar as minhas coisas, peguei somente o que eu usava e o restante eu coloquei para a doação, ao todo foram 4 malas minhas, já as da Sofia, eu fui pegando o que ainda dava nela, e o que eu via que não, ou o que ela não usava mais eu coloquei para a doação.
Chegou a hora dos brinquedos dela, e eu separei em uma caixa e uma mala, os que ela mais brincava foi para a mala, os que ela nem mexia eu coloquei na caixa, e eu sabia exatamente pra onde eu levaria.
Tinha um orfanato perto do hospital, e era para lá que eu iria, eu sabia que alí os brinquedos dela seriam bem aproveitados.
Primeiro, eu despachei as malas e avisei a mãe da Arizona que já havia enviado, depois eu segui para o hospital, eu tinha que finalizar de vez meu trabalho alí.
- Você pretende voltar algum dia?- Carla, a chefe de cirugia do hospital, me perguntou.
- Talvez pra visitar.- falei.- Acho que Sofia não vai querer mais desgrudar da mãe, e eu não posso ficar sem minha filha.
- Se algum dia precisar voltar.- ela me deu um sorriso e se levantou.
- Tem uma vaga aqui pra mim, eu sei.- eu me levantei e nos abraçamos.
Saindo dalí eu ainda encontrei a Penny pelos corredores do hospital, eu achava que a mesma iria me abraçar ou algo do tipo, mas ela virou a cara pra mim e saiu, sem nem me dar um tchau.
Antes de ir ao orfanato eu ainda passei na escola de Sofia, foi coisa rápida, eu só peguei a transferência e pedi para prepararem o histórico dela, não demorei nem 1h lá.
Minha próxima rota seria o orfanato, e não demorou muito para eu chegar lá, no máximo uns 20 minutos.
Antes de tudo, eu fui a direção e a diretora de lá disse que eu poderia ir até as crianças.
No meio do caminho eu dei de cara com dois irmãos, um menino e uma menina, aparentemente 2 e 4 anos, a menina a todo custo tentava acalmar o irmãozinhos que chorava.
- Eles perderam os pais a pouco tempo, acidente de carro.- a diretora falou, e me veio a lembrança do meu acidente de carro, quando eu quase morri e quase perdi minha filha.
- Eu sofri um acidente também, quase perdi minha filha nele.- contei e ela me olhou meio triste.- Eu imagino a dor deles.
Deixei a caixa em uma das cadeiras e peguei alí dois ursinhos, que eram da Sofia quando ela era mais nova.
Ao chegar perto deles, eu primeiro acalmei o menino e logo deixei o ursinho da mãozinha dele e depois de o outra a irmã mais velha.
- Era da minha filha, quando ela tinha o tamanho de vocês e ele ajudava a ela quando ela estava triste.- falei.
- Bigada, titi.- o menino disse, com a voz ainda chorosa.
- A sua filha perdeu o papai também?- a menina perguntou.
- Sim, quando ela era muito novinha.- contei.- E ela amava esse ursinho, por isso quero que fique com ele.
- Obrigada!- e menina sorriu e eu deixei um beijo na testa de ambos.
- É bem difícil fazer ele parar de chorar.- a diretora disse.- Geralmente ele cansa e dorme.
Deixei a caixa e algumas roupas lá no orfanato, e eu coração se encheu de amor quando eu vi o sorriso das crianças ao ganhar as coisas.
Depois de 6h de vôo, eu estava em Seattle, e a única coisa que eu queria ouvir era que a Arizona estava melhorando. Mas nem uma mensagem eu recebi sobre.
Avisei a mãe da Arizona que eu iria pra casa dela, tomaria um banho e faria o jantar.
Eu precisava descansar antes de ir para o hospital, eu sei que séria difícil, mas eu ainda tinha que ser forte por ela.
___________
Espero que estejam gostando e até a próxima
VOCÊ ESTÁ LENDO
Hold back the river
FanfictionE se a Arizona realmente tivesse ficado com câncer? E se quando a Callie descobrisse largasse tudo em NY só pra Sofia ficar perto da mãe? E se no meio disso tudo elas se apaixonassem de novo? Será que isso realmente poderia acontecer? Obs: Não vo...
